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    Resenha: O Milagre

    Livro: O Milagre
    Autoria: Emma Donoghue
    Tradução: Vera Ribeiro
    Editora: Verus
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    Irlanda, 1859. Anna O’Donnell, de onze anos, se recusa a comer e, apesar disso, sobrevive há meses, aparentemente sem graves consequências físicas. Um milagre, dizem os habitantes do vilarejo profundamente enraizado na fé católica. Mas quando Lib Wright, uma jovem e cética enfermeira inglesa, é contratada para vigiar a menina noite e dia, os acontecimentos seguem um rumo diferente.

    Anna começa a definhar, diante da passividade de todos e da impotência de Lib. E assim cresce o mistério ao redor dessa família pobre de agricultores, que parece envolta em mentiras, promessas e segredos. O que o mundo está testemunhando é uma fraude sofisticada, ou uma revelação do poder divino?

    Escrito com a tensão que fez de Quarto um best-seller mundial, O milagre é uma história sobre duas estranhas que transformam a vida uma da outra, além de um poderoso thriller psicológico e uma narrativa sobre como o amor pode vencer o mal em suas mais diversas formas.


    Capa & Diagramação

    A capa é bem bonita, gosto com as cores se harmonizam e do destaque para a figura da árvore que tem certa importância no livro. Não dá para deduzir nada sobre o enredo pela capa mas mesmo assim acredito que ela cumpre seu papel de atrair o leitor. A diagramação interna é proporciona uma leitura confortável apesar de poucas quebras de capítulos.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Emma Donoghue é autora do livro que deu origem ao filme O Quarto de Jack que é incrível e foi indicado a vários prêmios. Eu não cheguei ter contato com o livro mas ouvi inúmeros elogios quanto à escrita da autora e, após ler a sinopse, me interessei instantaneamente por O Milagre.

    Parece que a autora tem o poder de criar um mistério, um drama e manter o leitor totalmente a sua mercê até que a resolução aconteça.

    A narrativa é contada em terceira pessoa mas as impressões e sensações de Lib nos trazem constantes contrastes entre sua visão inglesa versus visão irlandesa sobre vários aspectos culturais e religiosos. O que ficou mais marcado para mim é o contraste entre o ceticismo da enfermeira e a religiosidade exacerbada encontrada no povoado irlandês também se mostra ao longo de toda leitura. Eu só conseguia imaginar Lib como uma espécie de Mary Poppins, uma cuidadora durona mas com certos traços de amabilidade.

    “— Doutor, a ciência diz-nos que viver sem alimento é impossível.
    — Sim, mas, no início, não serão todas as novas descobertas, na história da civilização, estranhas e excepcionais, quase mágicas?”

    A busca pela resolução do mistério e a agonia de ver uma criança definhando em jejum foram razões que acabaram fazendo com que eu apressasse a leitura. Contudo, os capítulos extremamente longos acabaram por lentificar um pouco a experiência.

    Quando a parte final do enredo se aproxima a leitura ocorre muito rapidamente pois após descobrir o mistério acompanhamos Lib na resolução dele. É aberta uma nova etapa de do desfecho e o fôlego do leitor é renovado.

    Indico para todos os que gostam de um bom mistério e da qualquer livro bem escrito. Consigo imaginar facilmente O Milagre virando um filme de sucesso.

    Pontos positivos: narrativa bem construída e equilibrada.
    Pontos negativos: os capítulos muitos longos lentificam a leitura.

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    Resenha: your name.

    Livro: your name.
    Autoria: Makoto Shinkai
    Tradução: Karen Kazumi Hayashida
    Editora: Verus
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    Mitsuha é uma estudante que vive em uma pequena cidade nas montanhas. Apesar de sua vida tranquila, ela sempre se sentiu atraída pelo cotidiano das grandes cidades. Um dia, Mitsuha tem um sonho estranho em que se torna um garoto. No sonho, ela acorda em um quarto que não é dela, tem amigos que nunca viu e passeia por Tóquio. E assim aproveita ao máximo seu dia na cidade grande, onde ela adoraria viver.

    Curiosamente, um estudante chamado Taki, que mora em Tóquio, também tem um sonho estranho: ele é uma garota que mora em uma cidadezinha nas montanhas. Qual é o segredo por trás desses sonhos tão vívidos?
    Assim começa a fascinante história de dois jovens cujos caminhos nunca deveriam ter se cruzado. Compartilhando corpos, relacionamentos e vidas, eles se tornam inextricavelmente ligados ? mas há conexões verdadeiramente indestrutíveis na grande tapeçaria do destino?

    A um só tempo divertido e emocionante, Your name. é uma leitura inspiradora, capaz de dançar sobre o tênue fio entre a realidade, o sonho e o sobrenatural, conforme acompanha as inquietações de uma garota e um garoto determinados a se agarrar um ao outro.


    Capa & Diagramação

    O livro tem um formato menor e é bem fininho (186 páginas). O leitor só descobre o significado de alguns detalhes da capa ao decorrer da leitura. Gosto muito da ilustração e do destaque para o nome do livro. A diagramação interna proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Antes de iniciar a leitura, numa pesquisa rápida, descobri que a obra possui uma versão cinematográfica que, inclusive, é super querida pelo público. Eu não esperava muita coisa do livro até ler vários comentários de pessoas elogiando o filme. Me segurei para não assistir até terminar a leitura (na verdade não assisti até hoje mas estou morrendo de vontade!).

    Apesar dos muitos elogios, comecei a leitura com baixas expectativas, pois o universo dos animes e mangás não me atrai tanto. Eu não tive aquela febre de Pokémon, Cavaleiros dos Zodíaco e Sailor Moon que todo mundo teve. Mas confesso que AMO Sakura Card Captor porque todos os personagens são simplesmente apaixonantes!

    “Musubi é como chamávamos o deus guardião local há muito tempo. “Musubi” significa união. Essa palavra tem um significado profundo. Entrelaçar fios é uma união. Conectar com as pessoas é uma união, e o passar do tempo é uma união. Tudo isso faz parte do poder do deus. Os fios que trançamos são um laço com ele, uma parte do deus. Representam a própria passagem do tempo. Acomodam-se e tomam forma, entrelaçam-se e retorcem-se, às vezes desenredam-se, rompem-se e voltam a se unir. Isso é uma união, isso é o tempo.”

    Mitsuha e Taki são dois jovens que vivem em cidades diferentes, não se conhecem, mas têm “sonhos” em que estão um no corpo do outro. Até este ponto da sinopse, a enredo poderia ser semelhante a muitos outros livros/filmes populares que a gente já cansou de ler/assistir. O desenvolvimento da história, porém, é algo que foge do comum e mistura drama, romance, mistério e muitas lendas japonesas.

    Your Name é um livro curto que começa um pouco lento mas que toma velocidade e intensidade à medida que o enredo progride. A construção dos momentos decisivos e do ápice da história é bem cinematográfica e envolve o leitor na medida certa em cada passagem.

    É uma delícia de leitura, com final satisfatório, um clima de romance profundo porém leve permeados pelo cenário, clima e cultura japoneses. Indico para quem gosta de animes, mangás e/ou para quem gosta de cultura oriental.

    Pontos positivos: enredo bem construído e embebido na cultura japonesa.
    Pontos negativos: quem não gosta de mangá, anime ou cultura japonesa pode não curtir esse livro.

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    Resenha: Utopia para Realistas – Como Construir um Mundo Melhor

    Livro: Utopia para Realistas – Como Construir um Mundo Melhor
    Autoria: Rutger Bregman
    Tradução: Leila Couceiro
    Editora: Sextante
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    Vivemos uma época de agitação social sem precedentes, com questionamentos sobre a sociedade, o trabalho, a felicidade, a família e o dinheiro, e ainda assim nenhum partido político de direita ou de esquerda nos oferece respostas.

    O historiador Rutger Bregman, um dos jovens pensadores mais aclamados da Europa, apresenta um novo caminho. Nesse livro ele mostra que podemos construir uma sociedade com ideias visionárias que são, de fato, viáveis.

    Cada marco da civilização — do fim da escravidão ao início da democracia — já foi considerado uma fantasia utópica. Mas soluções aparentemente utópicas, como a renda básica universal e a jornada de trabalho de 15 horas por semana, podem se tornar realidade ainda nesta geração.

    Este roteiro para uma utopia revolucionária porém realizável é embasado por estudos e muitos casos de sucesso. De uma cidade canadense que foi capaz de erradicar a pobreza até a quase implementação pelo presidente Nixon de uma renda básica para milhões de americanos, Bregman nos leva a uma jornada através da história – para além das divisões tradicionais entre esquerda e direita – e compartilha ideias prontas para serem postas em prática.


    Capa & Diagramação

    As cores contrastantes e a tipografia chamativa cumprem com o papel de atrair a atenção do leitor para o título. Pessoalmente, adoro capas que trazem como elemento principal e tipografia. A diagramação interna é simples e elegante, proporcionando uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu demorei para conseguir vencer essa leitura. A realista (ou melhor, a pessimista) que existe dentro de mim levou um tempo para aceitar que as coisas não estão tão ruins quanto todo mundo imagina.

    Por mais que a gente ache que a humanidade dá um passo para frente e cinco para trás, segundo Rutger Bregman e suas estatísticas apresentadas em Utopia para Realistas, nós estamos sim evoluindo.

    Para você ter uma ideia, segundo o autor, em 1820 cerca de 84% da população mundial vivia numa situação de pobreza extrema. Nos dias atuais, esse número gira em torno de 10%. Doenças que mataram milhares de pessoas, hoje estão erradicadas, a expectativa de vida atual é maior que o dobro da expectativa de vida no ano de 1900. A incidência de assassinatos, roubos e guerras diminuiu muito em relação ao passado.

    Segundo o autor, hoje enfrentamos outro tipos de problema: a falta de utopia. A falta de utopia nos faz perdidos e sem objetivos. Atualmente, as mentes mais brilhantes da humanidade estão pensando em como fazer as pessoas clicarem em um anúncio.

    Bregman também discorre sobre possíveis soluções para a pobreza, sobre os programas sociais. Tudo isso embasados por estudos que são referências de suas áreas. Esse livro é muito mais do que eu conseguiria abarcar numa resenha de blog/instagram. É assunto e discussão para dias e dias!

    Pessoalmente, a leitura serviu para abrir minha mente, expandir minha forma de pensar e mudar meu olhar em relação a algumas coisas. Viver no Brasil, em um bairro pobre, lutando para pagar as contas e vendo barbaridades no noticiário torna essa tarefa bem difícil. Mas não quero ficar limitada apenas ao que eu vejo, escuto e ao que a mídia quer que eu saiba. Tragédia dá audiência, né gente? E eu sinceramente acho que a quantidade de notícias ruins as quais somos expostos diariamente afetam nossa mente de forma negativa. Considero essa leitura como apenas um passo em direção a uma forma mais otimista de ver meus problemas e a situação da humanidade como um todo.

    Pontos positivos: introduz assuntos novos e traz assuntos antigos sob uma nova ótima.
    Pontos negativos: às vezes é difícil compartilhar do mesmo otimismo do autor vivendo em um país com tantas dificuldades primárias como o Brasil.

  • livros

    Resenha: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar

    Livro: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar
    Autoria: Beth Evans
    Tradução: Giu Alonso
    Editora: Galera Record
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    A vida adulta não é fácil. E quem nunca fuxicou as redes sociais de amigos bem-sucedidos, só para se comparar, e acabou se sentindo pior ainda, que atire a primeira pedra.
    Contando suas próprias histórias vergonhosas, e outras mais sérias como depressão e TOC, a autora consegue extrair lições valiosas, sem perder a leveza diante da seriedade de diversos assuntos.
    Este livro é repleto de conselhos amigáveis sobre como cuidar de si mesmo, como procurar ajuda (não importa quais sejam seus problemas) e agarrar-se aquilo que te faz feliz – seja uma banda, seja uma maratona da Netflix. Beth Evans é uma contadora de histórias supercriativa, e seus desenhos complementam suas palavras com um humor único.
    Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar é como um abraço do seu melhor amigo naqueles dias sofríveis. E, como melhor amigo, está aqui para dizer: ‘Você consegue!’.


    Capa & Diagramação

    A ilustração da capa me lembra muito o tamagotchi que eu tinha quando criança hehehe! Adoro a simplicidade e a sensação de que as ilustrações foram feitas no exemplar que eu tinha em mãos. Todas as páginas apresentam uma diagramação diferente e não possuem muita massa de texto.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar está longe de ser um manual da vida adulta mas serve como um abraço quentinho para os dias em que a gente se sente meio perdido.

    Eu tenho ouvido e lido sobre como nos cobramos de ser bons, de amar o emprego que temos, de cuidar bem da casa, sermos organizados, estarmos presentes para a família e para os amigos, cuidar do corpo e da saúde, ser interessante, ler, ter acesso a cultura e etc. Como damos conta de tudo isso?! Segundo o livro nós não precisamos ser bons em tudo e a prioridade é sempre nossa saúde mental.

    A mensagem fundamental que eu obtive da leitura é de que ninguém sabe direito o que está fazendo e todo mundo está no mesmo barco. Levar a vida com bom humor e se levar menos a sério também são lições implícitas na fala de Beth Evans. A todo momento eu tive a sensação de que ela queria descomplicar as coisas, mostrar ao leitor que ele não está sozinho nos dramas da vida adulta e que aprender a viver na sociedade de hoje está sendo estranho para todo mundo.

    Beth também aborda algumas de suas experiências com ansiedade, TOC e depressão e como isso afetou (e afeta) sua vida. Com muita transparência, ela narra como está sendo o processo de recuperação e controle de sua ansiedade mostrando que apesar de ser um processo lento que representa uma luta diária, é totalmente possível.

    “Errar faz parte da experiência de ser adulto, embora muitas vezes a gente veja os outros como sendo excelentes nisso, sem nunca dar uma mancada. A verdade é mais assim: as pessoas falham, e é falhando que elas aprendem a evitar essas falhas no futuro.”

    A simplicidade das ilustrações e a informalidade dos textos causam ao leitor uma identificação instantânea com a autora. Além de se encaixar no novo estilo de autoajuda, o livro é uma leitura divertida, relaxante e rápida. Perfeito para aqueles dias em que você quer dar um tempo daquela leitura pesada.

    Pontos positivos: leitura rápida, leve, divertida e com uma boa mensagem.
    Pontos negativos: trata de alguns assuntos de maneira muito superficial.

  • livros

    Resenha: Princesa das Cinzas

    Livro: Princesa das Cinzas
    Autoria: Laura Sebastian
    Tradução: Raquel Zampil
    Editora: Arqueiro
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    Theodosia era a herdeira do trono de Astrea quando seu reino foi invadido, deixando um rastro de destruição.

    Dez anos depois, a princesa, órfã, prisioneira e subjugada, percebe que não lhe resta mais nada, a não ser lutar pela própria liberdade.

    O passado, que por tanto tempo ficou enterrado, agora precisa vir à tona para mostrar a Theodosia os caminhos que poderão levá-la de volta ao trono.

    Mas Theo conseguirá ser a rainha de que seu povo precisa? Ou será que anos de humilhações transformaram a herdeira da Rainha do Fogo em meras cinzas?


    Capa & Diagramação

    Apesar de ser uma febre ultimamente confesso que gosto das capas com coroas. Quando são bem feitas e fazem ligação direta com o conteúdo do livro, as capas de coroas ainda são muito válidas. No caso de Princesa das Cinzas a ilustração simboliza um aspecto muito marcante da história. A diagramação interna é comum e proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu me surpreendi e fiquei super animada com a nova aposta da Arqueiro. A editora não tem tanto histórico com esse gênero literário e espero que depois desse venham muitos.

    Eu estava sentindo falta de ler um bom livro de fantasia! Princesa da Cinzas tem vários ingredientes que prometem me conquistar: protagonista feminina forte, resistência, rebelião e fantasia.

    A leitura já começa com uma cena muito impactante e, eu acredito, a cena mais importante da história. É a cena mais marcante para a protagonista, a que acende as chamas que a fazem lutar pelo que acredita.

    O embasamento para a apatia, a incapacidade e, mais tarde, a revolta e a rebelião é sólido e bem justificado. Eu diria que, na tentativa de reforçar as motivações da protagonista, o livro fica até um pouco repetitivo.

    “Dou uma última olhada no reflexo no espelho. As cinzas já começam a se espalhar pelo rosto e o nariz, me marcando. A tinta vermelha que usei nos lábios parece sangue fresco. Debaixo dela, vejo fragmentos de minha mãe me fitando de volta, mas são fragmentos retorcidos com o ódio e a fúria que ela nunca precisou conhecer.”

    Os momentos de covardia e fraqueza, no entanto, conferem realidade a princesa em meio ao mundo fantástico. A autora consegue fazer com que o leitor sinta raiva, solidão, esperança e agonia em diversos momentos da história.

    A construção do universo fantástico e do enredo baseado em disputas por poder e riquezas é um dos pontos fortes desse romance fantástico. Eu já li muitos livros de fantasia nessa vida e sinto quando estou lendo mais do mesmo. No caso de Princesa das Cinzas, apesar de carregar outros clichês, a construção de mundo me pareceu diferente de tudo que eu já li.

    A obra é o livro de estreia da autora Laura Sebastian e faz parte de uma trilogia. Quero muito ler os próximos pois a história parou num ponto em que várias coisas interessantes podem se desenvolver.

    Pontos positivos: protagonista forte e verossímil, universo fantástico bem fundamentado.
    Pontos negativos: o ritmo da leitura fica lento em certo ponto pela repetição excessiva dos dilemas da protagonista.

  • livros

    Resenha: Para de Se Odiar

    Livro: Para de Se Odiar
    Autoria: Alexandra Gurgel
    Editora: Best Seller
    Rating: [rating=5]
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    Sinopse

    Alexandra Gurgel, criadora do canal Alexandrismos no Youtube, é conhecida por abordar em seus vídeos temas como autoaceitação, o movimento body positive, autoestima, relacionamentos e a luta contra a gordofobia. Em Pare de se odiar a autora tem como objetivo ajudar suas leitoras a trilharem o caminho do amor-próprio e o da construção de uma autoimagem mais positiva, entendendo como a sociedade em que vivemos interfere diretamente na relação que temos com o nosso corpo.
    Alexandra, que tem sido uma das vozes mais atuantes do movimento body positive no Brasil, traz no livro uma mensagem honesta e acolhedora, a partir de sua experiência pessoal para mostrar que amar o próprio corpo é, de fato, um dos atos mais revolucionários deste século.


    Capa & Diagramação

    Alexandra sempre poderosíssima em todas as phoshoots (veja mais fotos lindas no instagram dela). Gosto como a capa me lembra uma capa de revista. A diagramação interna é boa mas achei a letra um pouco pequena.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    As leituras deste ano estão sendo tão incríveis para mim! Quando eu achei que minha lista de favoritos já tinha se esgotado li mais esse (ou melhor devorei mais esse!).

    A Alexandra resolveu abrir o verbo Em Pare de Se Odiar e falou sobre milhões de coisas que rondam a minha cabeça por anos. O legal é que ela não apenas apresenta soluções mágicas. Ela está na luta junto com o leitor e apesar de ser toda linda e bem resolvida também tem os momentos de fraqueza e insegurança. Esse tipo de mensagem: “Estamos todo mundo na mesma” cria um laço e uma identificação sem igual com quem está lendo.

    Eu já tinha visto alguns vídeos da Alexandra no YouTube mas acredito que no livro ela consegue sintetizar em um único lugar e de forma simples e organizada vários assuntos relevantes. Eu concluí a leitura bem rapidamente mas tive que parar e digerir certos assuntos, aplicá-los à minha realidade e pensar sobre eles.

    “Aceitar-se não é conformismo, é olhar para si mesma todos os dias e ver que você tem valores, capacidades e uma vida inteira pela frente. A necessidade de se aceitar é quase que uma prerrogativa para começar a viver.”

    Engana-se quem acha que ela só fala de gordofobia no livro. Pelo contrário, até demorou bastante para chegar nesse assunto. Acontece que para falar de gordofobia ela introduz sua própria história, fala dos hábitos da sociedade brasileira, sobre feminismo, sobre patriarcado, sobre padrões de beleza e sobre a constante insatisfação do ser humano com relação à sua aparência.

    A principal mensagem (dentro milhões de mensagens poderosas e importantes desse livro) é que todos nós somos seres passando pelo processo de auto aceitação e desenvolvimento do amor próprio. A sociedade na qual estamos inseridos molda os indivíduos para serem insatisfeitos com tudo e, cabe a cada um de nós, lutar diariamente para mudar esse mindset. Vista o que você quiser, faça as coisas que gosta e não siga o bando sem se questionar.

    Sinto que ainda vou pensar e falar sobre esse livro por um longo tempo. Talvez até quando ela lançar o próximo (cruza os dedos). É impossível não admirar a autora pela sua estória de vida e pela maneira simples e organizada com a qual ela faz sua explanação. Estou muito apaixonada pela obra e muito grata por ter tido a oportunidade de lê-la. Ele sacudiu meu mundo e me fez pensar em mil coisas diferentes, mil assuntos importantes e me fez ter ideias de como melhorar a minha e a vida das pessoas ao meu redor.

    Pontos positivos: simples e muito bem organizado.
    Pontos negativos: muito curto, poderia ler mais e mais sobre o assunto.