web analytics
  • livros

    Resenha: A Vida Invisível de Addie LaRue

    Sinopse

    França, 1714.
    Num momento de desespero, uma jovem sela um acordo que lhe garante a imortalidade em troca da maldição de ser esquecida por todos aqueles com quem se cruza.
    Mas, 300 anos depois, Addie cruza-se com um rapaz que se lembra do nome dela.


    Livro: A Vida Invisível de Addie LaRue
    Autoria: V.E. Schwab
    Tradução: Flávia de Lavor
    Editora: Galera Record
    Rating: 5 estrelas
    Compre o livro: Amazon


    Capa & Diagramação

    Eu amo a simplicidade a a elegância dessa capa. A junção de uma tipografia bonita com o desenho da constelação em dourado confere o ar do mistério que a história vai revelando aos poucos. A diagramação do miolo é bem comum, sem grandes novidades e possibilita uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Que difícil falar do livro mais comentado e mais favoritado da minha bolha literária em 2021! Ele e Evelyn Hugo estão competindo pelo pódio. Por isso, talvez você não encontre nada muito inédito nessa resenha e vou falar, mais uma vez, mais sobre as minhas percepções que da história em si.

    Eu estava com um receio gigantesco de ler esse livro por causa do hype. Eu já li outros livros da V.E. Schwab e adorei a escrita da autora mas, geralmente, eu não me dou muito bem com os livros que estão no hype. É muito fácil criar expectativas altas ou simplesmente esperar algo diferente e se decepcionar.

    O enredo começa de uma maneira um pouco clichê. A jovem garota que morava em uma pequena cidade do interior da França não queria a vida que foi planejada para ela. Não queria somente se casar, ter filhos e viver o resto da vida naquele lugar. Acredito que, por isso, na minha mente, Adeline se pareça muito com a Bela de A Bela e a Fera.

    No decorrer da história, qualquer semelhança com contos de fadas já é derrubada e as coisas ficam bem sinistras. O livro vai tomando cada vez mais um tom melancólico à medida que a história de Addie vai se desenrolando.

    V.E. Schwab dedica muitas páginas para que o leitor entenda melhor a protagonista e equilibra tudo isso com os acontecimentos e novos personagens de maneira a dar um ritmo confortável a leitura. Acredito que, inclusive, ela se superou ao escrever os personagens dessa obra. É impossível não se afeiçoar a cada um deles. Até pelos personagens que a gente não deveria se afeiçoar! ?

    Se você, assim como eu, não curte ler os livros que estão no hype, te digo que esse sobrevive ao hype. Pode ser que você não dê cinco estrelas mas com certeza vai enxergar muito valor nessa história!

    Pontos positivos: romance bem escrito, vilão bem fundamentado, protagonista forte, história que se passa em várias épocas diferentes.

    Pontos negativos: pode conter gatilhos de relacionamento abusivo.

  • livros

    Resenha: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar

    Livro: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar
    Autoria: Beth Evans
    Tradução: Giu Alonso
    Editora: Galera Record
    Rating: [rating=4]
    Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    A vida adulta não é fácil. E quem nunca fuxicou as redes sociais de amigos bem-sucedidos, só para se comparar, e acabou se sentindo pior ainda, que atire a primeira pedra.
    Contando suas próprias histórias vergonhosas, e outras mais sérias como depressão e TOC, a autora consegue extrair lições valiosas, sem perder a leveza diante da seriedade de diversos assuntos.
    Este livro é repleto de conselhos amigáveis sobre como cuidar de si mesmo, como procurar ajuda (não importa quais sejam seus problemas) e agarrar-se aquilo que te faz feliz – seja uma banda, seja uma maratona da Netflix. Beth Evans é uma contadora de histórias supercriativa, e seus desenhos complementam suas palavras com um humor único.
    Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar é como um abraço do seu melhor amigo naqueles dias sofríveis. E, como melhor amigo, está aqui para dizer: ‘Você consegue!’.


    Capa & Diagramação

    A ilustração da capa me lembra muito o tamagotchi que eu tinha quando criança hehehe! Adoro a simplicidade e a sensação de que as ilustrações foram feitas no exemplar que eu tinha em mãos. Todas as páginas apresentam uma diagramação diferente e não possuem muita massa de texto.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar está longe de ser um manual da vida adulta mas serve como um abraço quentinho para os dias em que a gente se sente meio perdido.

    Eu tenho ouvido e lido sobre como nos cobramos de ser bons, de amar o emprego que temos, de cuidar bem da casa, sermos organizados, estarmos presentes para a família e para os amigos, cuidar do corpo e da saúde, ser interessante, ler, ter acesso a cultura e etc. Como damos conta de tudo isso?! Segundo o livro nós não precisamos ser bons em tudo e a prioridade é sempre nossa saúde mental.

    A mensagem fundamental que eu obtive da leitura é de que ninguém sabe direito o que está fazendo e todo mundo está no mesmo barco. Levar a vida com bom humor e se levar menos a sério também são lições implícitas na fala de Beth Evans. A todo momento eu tive a sensação de que ela queria descomplicar as coisas, mostrar ao leitor que ele não está sozinho nos dramas da vida adulta e que aprender a viver na sociedade de hoje está sendo estranho para todo mundo.

    Beth também aborda algumas de suas experiências com ansiedade, TOC e depressão e como isso afetou (e afeta) sua vida. Com muita transparência, ela narra como está sendo o processo de recuperação e controle de sua ansiedade mostrando que apesar de ser um processo lento que representa uma luta diária, é totalmente possível.

    “Errar faz parte da experiência de ser adulto, embora muitas vezes a gente veja os outros como sendo excelentes nisso, sem nunca dar uma mancada. A verdade é mais assim: as pessoas falham, e é falhando que elas aprendem a evitar essas falhas no futuro.”

    A simplicidade das ilustrações e a informalidade dos textos causam ao leitor uma identificação instantânea com a autora. Além de se encaixar no novo estilo de autoajuda, o livro é uma leitura divertida, relaxante e rápida. Perfeito para aqueles dias em que você quer dar um tempo daquela leitura pesada.

    Pontos positivos: leitura rápida, leve, divertida e com uma boa mensagem.
    Pontos negativos: trata de alguns assuntos de maneira muito superficial.

  • livros

    Resenha: O Príncipe Cruel

    Livro: O Príncipe Cruel
    Autoria: Holly Black
    Tradução: Regiane Winarski
    Editora: Galera Record
    Rating: [rating=4]
    Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos.

    Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo… e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue.

    Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.


    Capa & Diagramação

    Fico feliz que a editora tenha optado por conservar a capa original. Acho a ilustração e a mistura de elementos elegante e fogem do comum. A diagramação interna não traz nada muito diferente mas proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu estava com saudade de ler fantasia e O Príncipe Cruel acabou me surpreendendo de várias maneiras. De início, eu achei que a protagonista seria Vivi, que era feérica mas vivia no mundo humano. Achei que o enredo teria uma solução mais clichê e que ela desenvolveria todo o seu potencial no mundo fantasioso.

    Ao contrário do que eu imaginei, quem se destaca e ganha o foco da estória é Jude, uma humana que tem que aprender a viver no mundo feérico, a desviar de todas as armadilhas que esse mundo proporciona para a ela. Jude e sua irmã gêmea têm que se esforçar muito mais que qualquer pessoa da Corte de Faerie para sobreviver.

    “O que eles não sabem é que sim, eles me dão medo, mas eu sempre senti medo, desde o dia em que cheguei aqui. Fui criada pelo homem que assassinou meus pais, cresci em uma terra de monstros. Convivo com este medo, deixo que se assente nos meus ossos e o ignoro.”

    A irmã de Jude aceita o lugar que a sociedade feérica a coloca sem muitos questionamentos. Jude, porém, é do tipo que quer ser tratada de forma igual, quer conquistar seu lugar naquele mundo e não se conforma com qualquer coisa.

    Ela acaba se colocando em perigo ao desafiar filhos de nobres que praticavam bullying com ela e sua irmã, e posteriormente, entra até em um esquema de espionagem. Adorei a personagem destemida e obstinada criada para esta estória. Ela luta e faz coisas que nunca achou que conseguiria para chegar aonde quer. As questões pessoais e os conflitos de consciência conferem uma certa realidade ao enredo.

    O único aspecto da leitura que me trouxe incômodo foram algumas soluções muitos simples elaboradas pela autora que justificavam uma adolescente conseguir burlar a família para sair de casa, passar muitas horas fora, em horários suspeitos, sem dar explicações.

    Tal fator, no entanto, não estraga a experiência de leitura que além de nos apresentar uma personagem forte e real, nos traz uma bela reviravolta no final. Tudo foi muito bem arquitetado e, pelo menos para mim, não foi previsível. É uma leitura adolescente mas que adultos podem ler tranquilamente sem se incomodar.

    Pontos positivos: supera as expectativas, possui reviravoltas surpreendentes e personagens bem construídos.
    Pontos negativos: algumas soluções bem cômodas foram plantadas pela autora para facilitar a resolução de alguns problemas.

  • livros

    Resenha: 13 Segundos

    Livro: 13 Segundos
    Autoria: Bel Rodrigues
    Editora: Galera Record
    Rating: [rating=4]
    Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    O fim de um relacionamento é sempre um período difícil, mas isso se intensifica quando você está no último ano do colegial e precisa decidir o que será do seu futuro. Lola sabe que a decisão foi o melhor para os dois, mas aquela saudade de alguém que estava sempre presente é inevitável. Agora, tudo que Lola quer é deixar isso para trás e focar em pôr a vida em ordem novamente, se redescobrindo após um relacionamento que exigiu tanto dela e reavaliando suas prioridades: estudo, amigos, família e o canto, sua maior paixão. Com o corte do coral das atividades extras, a garota finalmente decide ouvir seus amigos e resolve criar um canal no YouTube para postar alguns covers, nada mais do que um hobby para substituir seu tão amado coral. Focada em não se relacionar seriamente e aproveitar as festas do último ano, tudo parece se alinhar quando Lola conhece John, um intercambista que busca exatamente o mesmo que ela: se divertir e criar memórias inesquecíveis. Quanto mais as coisas mudam, mais a garota percebe como perdera seu tempo tentando salvar um relacionamento que já estava naufragado, e como agora ela se sentia genuinamente feliz com as pessoas incríveis à volta e seu grande hobby se tornando cada vez mais influente. Entre conselhos sinceros, noites quentes e provas do Ensino Médio, a única coisa que Lola não poderia prever era o quão rápido tudo poderia desmoronar. Em treze segundos, especificamente.



    Capa & Diagramação

    A mistura de cores e ilustrações faz com que essa capa fuja do padrão de capas de livros adolescentes. Sem contar que ornou tão bem que é gostoso ficar admirando a capa! Eu adoraria ter um poster com essa ilustração! A diagramação interna é bem comum e proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Ultimamente eu não tenho tolerado muito bem literatura adolescente (a não ser que seja uma fantasia das boas). Acho que é só uma fase, enjoei um pouco mas daqui a pouco passa. No entanto, quando se trata de Bel Rodrigues eu abro uma exceção.

    A Bel tem um gosto literário muito diferente do meu mas gosto muitos dos assuntos que ela traz para discussão em seu canal, gosto do posicionamento dela, como ela expõe as ideias e a sensibilidade com a qual ela constrói seus argumentos.

    Com isso em mente eu sabia que essa leitura não seria apenas um entretenimento vazio. E, para o meu contentamento isso se confirmou. O enredo é bem adolescente (o que é ótimo para atingir o público alvo de seu canal) e traz, de forma natural, fatos e detalhes que fazem os jovens brasileiros se identificarem com os personagens. Acho isso bem difícil de se fazer devido a quantidade de livros estrangeiros que o público brasileiro lê.

    Utilizando-se da realidade adolescente brasileira, Bel trouxe a tona assuntos de muita relevância no momento atual. Como essa resenha não tem spoilers eu nem vou abordar o tema para não estragar a experiência de leitura para você (ainda mais se você é como eu e se joga nas leituras sem nem ao menos ler a sinopse).

    Um fato que me causou estranhamento foi a total ausência do assunto de Enem e vestibulares. Considerando que os personagens eram estudantes no último ano do ensino médio é bem estranho que um jovem brasileiro não esteja vivendo todo aquele turbilhão de ansiedade e preparação para os exames, a incerteza do futuro, indecisão profissional e etc.

    “Será que ele tinha noção de que estava começando uma tempestade dentro de mim?”

    Aliado a isso, achei que faltou um pouco de profundidade nos personagens da turma de amigos de Lola. Em alguns momentos achei que as soluções da trama eram simples demais como a perfeição de John e o sucesso imediato do canal de covers no YouTube criado por Lola.

    Entendo que a autora pode não ter abordados alguns assuntos com medo de inserir muitas coisas no enredo e acabar perdendo o foco. De qualquer maneira, nada disso impediu que a mensagem principal fosse passada aos leitores e considero uma bela estreia para a autora. Fico feliz que o livro parece ter sido um sucesso de vendas e espero que outros venham a seguir!

    Pontos positivos: tema relevante, leitura leve e rápida.
    Pontos negativos: enredo raso e simples.

  • livros

    Resenha: A Princesa Branca

    Livro: A Princesa Branca
    Autora: Philippa Gregory
    Editora: Record
    Rating: [rating=5]
    Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Quando Henrique Tudor conquista a coroa da Inglaterra na Batalha de Bosworth, ele sabe que terá de se casar com a princesa da casa inimiga, Elizabeth de York. Essa é a única maneira de unificar um reino que, há quase duas décadas, está dividido pela guerra. Sua noiva, porém, ainda é apaixonada pelo homem que foi seu grande inimigo, Ricardo III, e a mãe dela, assim como grande parte da Inglaterra, sonha com a volta triunfante de um herdeiro desaparecido da Casa de York.
    Além dos limites da Inglaterra, um dos maiores temores do rei – perder a coroa que roubou de Ricardo III – pode estar ganhando forças. Um homem misterioso está reunindo um grande exército. Ele alega ser irmão da nova rainha e o verdadeiro herdeiro do trono. Mas será que ele é mesmo o filho perdido da Rainha Branca, ou apenas um impostor?
    Quando os avanços do seu suposto irmão começam a assombrar o reino, a rainha Elizabeth se vê diante de um grande dilema: Tudor ou York, quem ela irá defender? Ficará a rainha ao lado de seu marido, a quem está aprendendo a amar, ou do jovem que afirma ser seu querido irmão desaparecido?


    Capa & Diagramação

    Eu gosto bastante do padrão de capas dessa série. Sai do óbvio, é bem marcante e diferencia os livros da Philippa de romances épicos. A diagramação interna é limpa e proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Em abril eu tive a oportunidade de ler A Rainha Domada que foi, de longe, o melhor livro que eu li esse ano. A autora consegue suprir duas necessidades que eu tinha há bastante tempo: aprender história e ler boas ficções ambientadas na Inglaterra. Depois da primeira leitura fiquei sedenta por mais livros dela e descobri que Philippa já escreveu bastante. Meus olhos brilharam e minha wishlist na Amazon aumentou consideravelmente. Para saber mais sobre meu encantamento com A Rainha Domada vide a resenha (na íntegra no blog e parcial no instagram).

    A intenção inicial era pegar o primeiro livro da primeira série e fazer a leitura em sequência para que todos os pedaços históricos se encaixassem e fizessem sentido para mim. Mas a Editora Record lançou, em agosto, A Princesa Branca e eu não resisti. Esse é o quinto livro na ordem cronológica da coleção de obras da autora e conta a história de Elizabeth de York que nada mais foi que a mãe de Henrique VII (aquele cabuloso que teve seis esposas e que rompeu as relações com a Igreja Católica criando a Igreja Anglicana).

    Henrique VII foi, no geral, um otário mas enxergar sua história pela perspectiva de suas esposas me encanta. Até onde sei, pude perceber que todas elas são muito diferentes umas das outras porém todas foram mulheres incríveis e muito fortes. Esse paralelo também pode ser feito com Elizabeth de York, a mãe de Henrique VII. Vivendo em um tempo em que a mulher não tinha voz na sociedade e tinha como obrigações agradar ao marido, procriar e gerenciar eventos no castelo, essas mulheres tinham que se defender e lutar pelo que acreditavam nas sombras e com muita discrição.

    Mais uma vez pude perceber o enorme compromisso e a grande preocupação de Philippa Gregory com a relação a fidelidade aos fatos. Ela insere ficção sem modificar os fatos históricos e ambos se mesclam de forma harmônica. Um bom exemplo disso é o comportamento de Elizabeth. No livro ela não tem muito espaço para enfrentar as dificuldades impostas a ela. Muitas vezes Elizabeth se vê impotente e conformada com algo que ela, como mulher, naquela sociedade e naquele tempo não tinha capacidade e força para mudar. Ela foi, nada mais nada menos, que um joguete, sem opções e sem capacidade de escolha para nada.

    “Mas ela me ensinou que não há nada no mundo mais poderoso do que uma mulher que sabe o que quer e não se desvia do seu caminho para consegui-lo.”

    Em contrapartida, assisti série (que nem fez muito sucesso) de mesmo nome baseada no livro. Na série Elizabeth é mais desafiadora e tem mais voz. Apesar de ser mais reconfortante assistir a uma mulher lutando pelos seus direitos e ideais, ao pesquisar mais sobre a vida da figura histórica fica muito evidente que a versão mais fiel é a do livro e a série construiu uma personagem que tem mais a ver com o que o público quer ver hoje.

    Ainda que a vida de Elizabeth de York a tenha impedido de executar grandes feitos ela deixou sua marca na história como uma filha amorosa, mãe carinhosa e mulher serena, equilibrada e tolerante, que lidou com todas as barbaridades que lhe foram impostas da melhor maneira que pode. Não acho que ela ficaria muito feliz em saber do caos que seu filho Henrique VII causou nesta Terra.

    O livro não foi melhor que A Rainha Domada (qual será que vai tirar este reinado do meu coração?) mas foi sem dúvida uma das melhores leituras do ano. Quero ler TODOS os livros dessa autora! Virou quase uma obsessão!

    Pontos positivos: ótimo para aprender história pois o livro é muito embasado nos fatos reais.
    Pontos negativos: quem não gosta de romance e/ou história pode achar a leitura monótona.

  • livros

    Resenha: Liberdade

    Livro: Liberdade
    Autora: Andrea Portes
    Editora: Galera Record
    Rating: [rating=4]
    Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Paige Nolan é uma jovem fora do comum: fluente em vários idiomas, faixa preta em diversas categorias de luta e dividida entre três namorados. Mas ela também tem um lado cínico.

    Afinal, seus pais são ativistas pelos direitos humanos, jornalistas acostumados a denunciar ditadores e coisas do tipo. Por isso mesmo, ela devia saber que bancar a heroína em uma lanchonete no meio do nada ia acabar mal.

    Agora, ela está sendo cortejada por uma agência de espionagem ultraconfidencial. A missão? Resgatar Sean Raynes, um dos heróis de Paige. Ciente dos interesses ocultos de governos e corporações mundiais, dificilmente ela gostaria de trazer do exílio o homem responsável por expor as técnicas inconstitucionais de espionagem usadas pelo governo norte-americano.

    O problema é que a agência — e o espião supergato Madden Carter — tem informações privilegiadas sobre os pais da garota, que ela acreditava terem morrido no interior da Turquia.


    Capa & Diagramação

    Não se deixe enganar por essa capa pois esse livro não é fofo e coloridinho como aparenta ser. O humor é divertido e ácido e não tem caráter infantil. Adoro a capa apesar de achar que não tem muito a ver com o conteúdo do livro. A diagramação interna é limpa e proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu e o humor temos uma relação muito delicada. Eu gosto de humor mas pouquíssimos materiais (filmes/séries/livros) dessa categoria realmente me cativam. No campo literário o único desse estilo que foi capaz de me entreter foi Lemony Snicket. Qual não foi a minha surpresa em perceber que Andrea Portes traz em Liberdade algo muito próximo da escrita do autor?! Acho a escrita dele tão singular que eu sinceramente não achei possível encontrar algo similar.

    Portanto, livre-se da ideia de que essa capa colorida, fofa e delicada conta uma história que possa ser adjetivada dessa forma. O enredo na verdade, se eu for te contar aqui, vai te fazer duvidar da sanidade mental da autora. Mas quando a gente lê as coisas vão acontecendo e fazendo certo sentido.

    “Além disso não consigo decidir se estou mais excitada em jantar amanhã à noite com o inimigo público número um da América em um restaurante inspirado na Cisjordânia, ou contar a Madden que vou jantar amanhã à noite com o inimigo público número um da América em um restaurante inspirado na Cisjordânia.”

    Os capítulos são muito curtos e isso faz com que a leitura flua muito bem. Além de uma fluidez como poucas vezes já li, as piadas curtas e inteligentes, as inúmeras referências à cultura pop e o diálogo constante da personagem com o leitor faz com que o ritmo de leitura seja muito acelerado.

    Algumas coisas me incomodaram um pouco nessa leitura. O plot principal que era a necessidade de saber o que aconteceu com seus pais foi totalmente esquecido durante a maior parte do livro. Alguns aspectos apresentados no início não se resolveram no final do livro e, ao pesquisar, não encontrei nenhuma informação sobre uma continuação.

    Apesar das pendências, há tempos não me divirto tanto com um livro leve, gostoso, sagaz e engraçado na medida certa. Recomendo a todos os tipos de leitores que querem uma leitura descontraída e inteligente!

    Pontos positivos: humor inteligente, rápido e gostoso de ler.
    Pontos negativos: alguns fatos não tiveram sua conclusão nesse livro.