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    Resenha: Para de Se Odiar

    Livro: Para de Se Odiar
    Autoria: Alexandra Gurgel
    Editora: Best Seller
    Rating: [rating=5]
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    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Alexandra Gurgel, criadora do canal Alexandrismos no Youtube, é conhecida por abordar em seus vídeos temas como autoaceitação, o movimento body positive, autoestima, relacionamentos e a luta contra a gordofobia. Em Pare de se odiar a autora tem como objetivo ajudar suas leitoras a trilharem o caminho do amor-próprio e o da construção de uma autoimagem mais positiva, entendendo como a sociedade em que vivemos interfere diretamente na relação que temos com o nosso corpo.
    Alexandra, que tem sido uma das vozes mais atuantes do movimento body positive no Brasil, traz no livro uma mensagem honesta e acolhedora, a partir de sua experiência pessoal para mostrar que amar o próprio corpo é, de fato, um dos atos mais revolucionários deste século.


    Capa & Diagramação

    Alexandra sempre poderosíssima em todas as phoshoots (veja mais fotos lindas no instagram dela). Gosto como a capa me lembra uma capa de revista. A diagramação interna é boa mas achei a letra um pouco pequena.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    As leituras deste ano estão sendo tão incríveis para mim! Quando eu achei que minha lista de favoritos já tinha se esgotado li mais esse (ou melhor devorei mais esse!).

    A Alexandra resolveu abrir o verbo Em Pare de Se Odiar e falou sobre milhões de coisas que rondam a minha cabeça por anos. O legal é que ela não apenas apresenta soluções mágicas. Ela está na luta junto com o leitor e apesar de ser toda linda e bem resolvida também tem os momentos de fraqueza e insegurança. Esse tipo de mensagem: “Estamos todo mundo na mesma” cria um laço e uma identificação sem igual com quem está lendo.

    Eu já tinha visto alguns vídeos da Alexandra no YouTube mas acredito que no livro ela consegue sintetizar em um único lugar e de forma simples e organizada vários assuntos relevantes. Eu concluí a leitura bem rapidamente mas tive que parar e digerir certos assuntos, aplicá-los à minha realidade e pensar sobre eles.

    “Aceitar-se não é conformismo, é olhar para si mesma todos os dias e ver que você tem valores, capacidades e uma vida inteira pela frente. A necessidade de se aceitar é quase que uma prerrogativa para começar a viver.”

    Engana-se quem acha que ela só fala de gordofobia no livro. Pelo contrário, até demorou bastante para chegar nesse assunto. Acontece que para falar de gordofobia ela introduz sua própria história, fala dos hábitos da sociedade brasileira, sobre feminismo, sobre patriarcado, sobre padrões de beleza e sobre a constante insatisfação do ser humano com relação à sua aparência.

    A principal mensagem (dentro milhões de mensagens poderosas e importantes desse livro) é que todos nós somos seres passando pelo processo de auto aceitação e desenvolvimento do amor próprio. A sociedade na qual estamos inseridos molda os indivíduos para serem insatisfeitos com tudo e, cabe a cada um de nós, lutar diariamente para mudar esse mindset. Vista o que você quiser, faça as coisas que gosta e não siga o bando sem se questionar.

    Sinto que ainda vou pensar e falar sobre esse livro por um longo tempo. Talvez até quando ela lançar o próximo (cruza os dedos). É impossível não admirar a autora pela sua estória de vida e pela maneira simples e organizada com a qual ela faz sua explanação. Estou muito apaixonada pela obra e muito grata por ter tido a oportunidade de lê-la. Ele sacudiu meu mundo e me fez pensar em mil coisas diferentes, mil assuntos importantes e me fez ter ideias de como melhorar a minha e a vida das pessoas ao meu redor.

    Pontos positivos: simples e muito bem organizado.
    Pontos negativos: muito curto, poderia ler mais e mais sobre o assunto.

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    Resenha: Como Parar de Se Sentir Uma M*rda

    Livro: Como Parar de Se Sentir Uma M*rda
    Autora: Andrea Owen
    Tradução: Patricia Azeredo
    Editora: Best Seller
    Rating: [rating=4]
    Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Como parar de se sentir uma m*rda oferece informações objetivas sobre os comportamentos autodestrutivos mais comuns que as mulheres tendem a repetir Com uma abordagem inovadora, direta e sensível, a autora best-seller Andrea Owen, por meio das próprias experiências, expõe o que há por trás dos principais problemas de autoestima feminina e oferece exercícios e ferramentas práticas para lidar com todas as dificuldades e inseguranças, encontrando o caminho definitivo para o empoderamento. A leitora vai aprender, de forma leve e divertida, a superar questões como a síndrome da impostora, técnicas para lidar com o perfeccionismo e, também, a identificar os 14 hábitos mais recorrentes que levam muitas mulheres a se autossabotarem. Como parar de se sentir uma m*rda é um guia de autocuidado que conta com estratégias de desenvolvimento pessoal para a autoconfiança de mulheres fortes em um mundo cheio de cobranças e ainda tão estruturalmente desigual.


    Capa & Diagramação

    A capa salta aos meus olhos de uma maneira impressionante, tanto pelas cores, como pela simplicidade mas, principalmente, pelo título. Gosto da atmosfera alegre e otimista trazida por ela. A diagramação interna é bem dinâmica com vários quadros, subtítulos e divisões.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu quis desistir de ler esse livro algumas vezes. No início pensei que era porque ele era chato e trazia aquelas dicas infalíveis para mudar de vida como grande parte dos livros de autoajuda que nos fizeram desgostar do gênero.

    Encostei o livro e decidi investir em outras leituras. Voltei a ler este livro algumas vezes (mesmo não gostando eu voltava!) e depois de mais alguns capítulos entendi a entender qual era o problema da obra.

    Na verdade o problema era em mim. Andrea Owen propõe à leitora vários questionamentos e exercícios que são extremamente difíceis de fazer pois, de um maneira ou de outra, nos obriga a trabalhar com sentimentos e sensações que escondemos e com ações que já estão automatizadas nos nosso cotidiano.

    Nenhuma mulher escapa ilesa desse livro. Como Parar de Se Sentir uma M*erda não é só para a mulher que está em um relacionamento abusivo ou para quem tem autoestima baixa. É para qualquer mulher que vive nessa sociedade hoje.

    São dicas para nos ajudar a viver melhor mas, principalmente, para que as mulheres sejam capazes de identificar em si mesmas comportamentos de autossabotagem, da autocobrança destrutiva, da síndrome de impostora e vários outros comportamentos. Durante a leitura eu pude perceber que, no meu caso (e acredito que no caso de várias mulheres também), a etapa mais difícil é a de perceber que temos diversas atitudes que nos prejudicam e nos deixam doentes e de enxergar e aceitar que fazemos isso com nós mesmas. Somos cruéis e impiedosas com nós mesmas.

    “Quando reuni os 14 hábitos, comecei a entender que, embora a vida nos derrube, são esses hábitos que nos mantém lá embaixo.”

    No momento em que escrevo essa resenha eu ainda não terminei a leitura. Optei por fazer a resenha, pois acredito que ainda vou demorar um pouco para concluí-la. O livro mexe muito com sentimentos e comportamentos profundos, arraigados e delicados demais para simplesmente passar pelas 220 páginas de uma vez. Pretendo ler com calma, pensar sobre o que a autora propõe, fazer alguns exercícios propostos. Mas tudo com calma pois entendo que a revolução na maneira como eu me enxergo e como eu me trato não vai acontecer de uma hora para a outra.

    Minhas três dicas são: não queira ler esse livro muito rápido, se proponha a fazer pelo menos alguns dos exercícios propostos pela autora (tenha calma, vai doer e vai ser sofrido) e, por último, não seja resistente a autoajuda. Você não vai conseguir aproveitar 100% do livro (quem consegue?!) mas se conseguir colocar alguma coisa em prática, ou se apenas começar a enxergar como você trata a si mesma, a leitura já vai ter sido benéfica.

    Pontos positivos: extremamente útil e aplicável na vida diária.
    Pontos negativos: vai abordar assuntos doloridos e difíceis porém tudo por um bem maior.

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    Resenha: Querido Mundo

    Livro: Querido Mundo
    Autora: Bana Alabed
    Editora: Best Seller
    Rating: [rating=5]
    Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    O relato surpreendente de uma menina síria em meio aos horrores da guerra. Aos 3 anos de idade, Bana Alabed tinha uma infância feliz que foi interrompida abruptamente por uma guerra civil. Durante os quatro anos seguintes, Bana viveu em meio a bombardeios, destruição e medo.

    Sua provação angustiante culminou em um cerco brutal em que ela, seus pais e os dois irmãos mais novos ficaram presos em Aleppo, com pouco acesso a comida, água, medicamentos e outras necessidades básicas. Com o potencial revolucionário da Internet, Bana, em um gesto simples, mas inédito, usou o Twitterpara pedir paz e mobilizar pessoas ao redor do mundo pelo mesmo intuito.

    Contendo palavras da própria Bana e cartas comoventes de sua mãe, Fatemah, Querido Mundo não é apenas um relato envolvente de uma família ameaçada pela guerra — o livro oferece, também, uma perspectiva única sobre uma das maiores crises humanitárias da história, vista pelos olhos de uma criança. Bana perdeu sua melhor amiga, a escola onde estudava e seu lar. Mas não perdeu a esperança — com relação a si mesma e às outras crianças ao redor do mundo, vítimas e refugiadas de guerra que são dignas de vidas melhores.


    Capa & Diagramação

    A foto, a ilustração e as cores da capa não me chamam atenção. O que me chama atenção é o comentário da J.K. Rowling que está estrategicamente em destaque. O formato do livro é menor que o padrão e a diagramação interna torna a leitura bem confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Os leitores de Querido Mundo podem sentir, por meio dos relatos de uma criança de 8 anos, como era viver num dos pontos mais bombardeados da Síria. Eu não conhecia Bana Alabed mas descobri que ela ficou famosa por usar sua conta no Twitter para contar algumas das coisas que ela e sua família viviam em Aleppo e para pedir paz e apoio.

    A grande cobertura dada pela mídia aos bombardeios em Aleppo não mostrou nem metade dos horrores vividos na cidade. Depois de ler mais da metade do livro pesquisei como a cidade está hoje e como era antes da destruição e as imagens são incríveis. Alepo era uma cidade bonita e ativa como qualquer outro lugar.

    Porém nada me preparou para as fotos que ela postou no Twitter. Vi as fotos porque quis mas digo que são muito fortes e nem todos deveriam vê-las. As fotos mostram crianças mortas e mutiladas após bombardeios. A realidade nua e crua, como nenhum veicula da mídia mostra. Imagens dignas do período do Holocausto.

    “Não há uma boa razão para a guerra. Não é certo que tantas pessoas e crianças morram. Porque depois que todo mundo tiver morrido, o que vai acontecer? O que vai ser diferente?”

    Os conflitos na Síria são sempre um assunto complicado para mim. Eu sei que por trás dos bombardeios existem disputas territoriais disfarçadas de disputas religiosas. Já li algumas coisas e assisti a alguns documentários porém a distância cultural torna o ato de entender e, principalmente, de compreender e me identificar com as motivações e razões dos envolvidos bem difícil.

    Quando eu digo compreender e me identificar com as razões das pessoas que participam do conflito, digo que obviamente não entendo os extremistas que estão dispostos a acabar com sua própria cidade e cultura, com quem financia os ataques e coloca o dinheiro acima de vidas humanas e com quem escolhe permanecer na cidade tomado por um amor e patriotismo que eu ainda não conheço.

    Em vários momentos do livro Bana dá a entender que sua família optou por permanecer em Aleppo. Alguns de seus parentes optaram por fugir e conseguiram. Até mesmo sua família passou um tempo na Turquia, porém preferiram voltar. A fé e o amor que eles tinham por Aleppo é algo incompreensível para mim.

    Os relatos de Bana são simples e nos fazem entender um pouco como era o dia a dia de uma família vivendo em Aleppo durante o período de bombardeios. Acredito que pela simplicidade, os relatos deixam vários espaços para questionamentos mas também acabam por suavizar a experiência de leitura para o resto do mundo.

    Após a leitura do livro fui pesquisar mais sobre a menina e vi várias matérias e textos que afirmavam que seu pai tinha ligação com os terroristas. Preferi não me aprofundar no assunto mas creio que isso acabou por afetar (não sei se positivamente ou negativamente) o lançamento de seu livro.

    Aconselho a leitura a todos que querem saber da verdade, sem ignorar os fatos que aconteceram e acontecem. O mundo tem que ver e estar ciente do que aconteceu para que mais pessoas possam lutar contra os conflitos.

    Pontos positivos: linguagem simples, leitura rápida e muito informativa. Ela consegue narrar os horrores da guerra de forma suave e não agressiva.
    Pontos negativos: a simplicidade da linguagem de criança me deixou curiosa em relação a aspectos da vida deles que ela não abordou no livro.

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    Resenha: Para Francisco

    Livro: Para Francisco (Edição especial – 10 anos depois)
    Autora: Cris Guerra
    Editora: Best Seller
    Rating: [rating=4]
    Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Inicialmente concebido como um blog, Para Francisco foi a forma que a autora encontrou para lidar com a sua perda e contar ao filho sobre seu falecido pai. De maneira poética e comovente, Cris discorre sobre a vida e sua rotina como viúva e mãe, trazendo fotos de família e e-mails trocados com o pai de seu filho, ao mesmo tempo em que aborda saudade, luto, força e superação. Sua história é profundamente inspiradora e este é um livro que mostra aos leitores como o amor tem forte poder de cura e capacidade de nos ajudar até nos momentos mais difíceis.


    Capa & Diagramação

    A peça gráfica como um todo é de extrema qualidade. O livro é recheado de fotos, recados e textos com uma diagramação bem dinâmica e bonita.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Conheci a Cris Guerra por meio do blog Hoje Vou Assim bem antes dessa febre de blogueiras de moda surgir. Ela postava fotos dos looks que usava para trabalhar e apesar de não ter nada a ver com o meu estilo gostava de as escolhas improváveis e totalmente diferentes das que eu estava acostumada a ver no meu cotidiano. Desde então ela sempre foi uma presença frequente na mídia mineira (porque ela, assim como eu, é de Belo Horizonte).

    Foi só por volta de 2008, com o lançamento de seu livro Para Francisco, que fiquei sabendo que a mesma mulher super antenada, dona de um estilo único, que tinha uma carreira de sucesso numa agência de comunicação em Belo Horizonte, tinha uma história bem importante para contar. De início foi até difícil juntar as duas imagens da Cris na minha cabeça e como sua influência na moda não deixou de existir não dei muita atenção para o livro.

    Em 2018, dez anos após o lançamento do livro, a editora Best Seller publica uma Edição Especial do livro que agora conta com muitas fotos, recados, emails e uma diagramação fantástica.

    “Ele me existiu intensamente por dois anos que pareceram uma vida. Continuar sem ele era como começar de novo, de outro chão, como se acabasse de descer do carrinho depois de uma volta assustadora na montanha-russa. De repente, o que era rápido e intenso parou num segundo. Na minha cabeça, tudo continuou rodando. O perigo maior não estava no movimento do brinquedo. O perigo maior era seguir tonta, no silêncio, com o mundo balançando em volta.”

    É lindo ver o processo de aceitação e o amadurecimento de uma mulher tão forte que perde seu companheiro em um momento tão delicado. Cris estava grávida de 7 meses quando Guilherme faleceu e teve que lidar com turbilhão de coisas e sentimentos ao mesmo tempo.

    A leitura é bem sofrida mas só nos ensina que a morte acontece e acontecerá em todas as famílias e temos que aprender a lidar com isso. É difícil se preparar para esse momento mas acho que é por meio dessas leituras que estamos, inconscientemente, ensinando nosso cérebro a ser um pouco mais maduro e bem resolvido com relação a esse assunto quando ele finalmente bater à nossa porta.

    “A morte é a única certeza da vida, embora a gente passe a vida inteira fingindo que ela não existe.”

    Acredito que o livro tenha ganhado ainda mais força agora que Francisco já está mais velho pois podemos imaginar o papel importante da obra para que ele conhecesse seu pai e para que ele fosse uma presença constante ao longo do crescimento do menino. O livro, que é fruto de um blog, também foi relevante para Cris Guerra que declarou em várias entrevistas que a escrita veio da necessidade de gritar sua dor. Acredito que essa necessidade tenha ajudado muitas pessoas que também passam pelo luto.

    Pontos positivos: história inspiradora e poética, contada por meio de textos, emails, fotos com ótima diagramação.
    Pontos negativos: pode ser uma leitura repetitiva, então aconselho que intercale com outras leitura e leia de pouco em pouco.