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  • livros

    Lidos: Agosto | 2022

    Oi Romantics!

    Estou muito feliz com as minhas leituras de agosto! Inclusive, há grandes possibilidades de alguns destes livros entrarem para o TOP 5 do ano.

    Terminei o mês com vários livros lidos pela metade então só vou contar sobre eles no lidos do mês que vem.

    A Hipótese do Amor

    Li o livro queridinho do momento! Comprei com um cupom de desconto na Book Friday e li nos primeiros dias de agosto. Amei!

    A Fabulosa Casa com Pernas

    Eu adoro fantasias infantojuvenis e, apesar de esse livro ser maravilhoso, não me cativou da maneira como eu esperava. Achei que ele ia me arrebatar mas foi uma leitura mais morna.

    Sem Amor

    Preciso tirar o chapéu para a Alice Oseman mais uma vez. Ela consegue abordar assuntos delicados de uma maneira muito simples, didática e respeitosa. A assexualidade e a arromanticidade nunca são representadas na cultura pop e fiquei muito feliz de ter, por acaso, tropeçado nesse livro. Mudou minha forma de ver relacionamentos, sentimentos e abriu a minha cabeça para novas maneiras de pensar.

  • Clube do Livro dos Homens
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    Resenha: Clube do Livro dos Homens

    Sinopse


    Gavin Scott é um astro do beisebol, devotado ao esporte. No auge de sua carreira, ele descobre um segredo humilhante: a esposa, Thea, sempre fingiu ter prazer na cama. Magoado, Gavin para de falar com ela e acaba piorando o relacionamento, que já vinha se deteriorando. Quando Thea pede o divórcio, ele percebe que o orgulho e o medo podem fazê-lo perder tudo.

    Bem-vindos ao Clube do Livro dos Homens

    Desesperado, Gavin encontra ajuda onde menos espera: um clube secreto de romances, composto por alguns dos seus colegas de time. Para salvar seu casamento, eles recorrem à leitura de uma sensual trama de época, Cortejando a condessa. Só que vai ser preciso muito mais do que palavras floreadas e gestos grandiosos para que Gavin recupere a confiança da esposa.

    Livro: Clube do Livro dos Homens
    Autoria: Lyssa Kay Adams
    Tradução: Regiane Winarski
    Editora: Arqueiro
    Rating: 2 estrelas
    Compre o livro: Amazon


    Capa & Diagramação

    Eu tenho que admitir que eu comprei esse livro puramente pelas resenhas positivas porque não gosto da ilustração da capa, das fontes escolhidas nem das cores.

    A diagramação do miolo é bem simples, leve e de fácil leitura, seguindo o estilo padrão dos livros da editora.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Então… li porque todo mundo indicou e às vezes eu gosto de ler um romance mais leve. O que eu não esperava é encontrar um enredo repleto de passagens que me incomodaram bastante. Se você gostou desse livro respira porque eu vou tentar explicar porque ele é bem problemático para mim.
     
    A premissa do livro era de um homem “entendendo como funciona a cabeça de uma mulher”. Eu não achei que o Gavin e as situações apresentadas são compatíveis com a premissa. Bate até uma tristeza quando ouço comentários de que o protagonista é um homem incrível. Ele começou e terminou o livro sem conseguir enxergar que agradar as mulheres é muito mais que satisfazê-las na cama. Continuou imaturo e egoísta e só foi bem sucedido no quesito manipulação.
     
    Não costumo escrever opiniões negativas à respeito das minha leituras mas, nesse caso, achei que valia a pena ressaltar alguns pontos para que, mesmo que você opte pela leitura, fique alerta e tenha uma opinião mais crítica. Eu também acho chato ficar “problematizando” tudo mas fiquei preocupada quando li opiniões de meninas muito jovens achando as atitudes do protagonista louváveis. Não tem problema nenhum em considerar o livro uma leitura leve e boa para passar o tempo mas é preciso ficar alerta em como todas as coisas que a gente consome influenciam indiretamente nossa visão sobre as coisas.
     
    Se quiser algo pra relaxar, não passar raiva e nem problematizar uma história que deveria ser um romance levinho não recomendo essa leitura.

    Pontos positivos: leitura rápida, boa para afiar o senso crítico.

    Pontos negativos: falsa premissa feminista.

  • livros

    Resenha: Princesa das Cinzas

    Livro: Princesa das Cinzas
    Autoria: Laura Sebastian
    Tradução: Raquel Zampil
    Editora: Arqueiro
    Rating: [rating=4]
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    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Theodosia era a herdeira do trono de Astrea quando seu reino foi invadido, deixando um rastro de destruição.

    Dez anos depois, a princesa, órfã, prisioneira e subjugada, percebe que não lhe resta mais nada, a não ser lutar pela própria liberdade.

    O passado, que por tanto tempo ficou enterrado, agora precisa vir à tona para mostrar a Theodosia os caminhos que poderão levá-la de volta ao trono.

    Mas Theo conseguirá ser a rainha de que seu povo precisa? Ou será que anos de humilhações transformaram a herdeira da Rainha do Fogo em meras cinzas?


    Capa & Diagramação

    Apesar de ser uma febre ultimamente confesso que gosto das capas com coroas. Quando são bem feitas e fazem ligação direta com o conteúdo do livro, as capas de coroas ainda são muito válidas. No caso de Princesa das Cinzas a ilustração simboliza um aspecto muito marcante da história. A diagramação interna é comum e proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu me surpreendi e fiquei super animada com a nova aposta da Arqueiro. A editora não tem tanto histórico com esse gênero literário e espero que depois desse venham muitos.

    Eu estava sentindo falta de ler um bom livro de fantasia! Princesa da Cinzas tem vários ingredientes que prometem me conquistar: protagonista feminina forte, resistência, rebelião e fantasia.

    A leitura já começa com uma cena muito impactante e, eu acredito, a cena mais importante da história. É a cena mais marcante para a protagonista, a que acende as chamas que a fazem lutar pelo que acredita.

    O embasamento para a apatia, a incapacidade e, mais tarde, a revolta e a rebelião é sólido e bem justificado. Eu diria que, na tentativa de reforçar as motivações da protagonista, o livro fica até um pouco repetitivo.

    “Dou uma última olhada no reflexo no espelho. As cinzas já começam a se espalhar pelo rosto e o nariz, me marcando. A tinta vermelha que usei nos lábios parece sangue fresco. Debaixo dela, vejo fragmentos de minha mãe me fitando de volta, mas são fragmentos retorcidos com o ódio e a fúria que ela nunca precisou conhecer.”

    Os momentos de covardia e fraqueza, no entanto, conferem realidade a princesa em meio ao mundo fantástico. A autora consegue fazer com que o leitor sinta raiva, solidão, esperança e agonia em diversos momentos da história.

    A construção do universo fantástico e do enredo baseado em disputas por poder e riquezas é um dos pontos fortes desse romance fantástico. Eu já li muitos livros de fantasia nessa vida e sinto quando estou lendo mais do mesmo. No caso de Princesa das Cinzas, apesar de carregar outros clichês, a construção de mundo me pareceu diferente de tudo que eu já li.

    A obra é o livro de estreia da autora Laura Sebastian e faz parte de uma trilogia. Quero muito ler os próximos pois a história parou num ponto em que várias coisas interessantes podem se desenvolver.

    Pontos positivos: protagonista forte e verossímil, universo fantástico bem fundamentado.
    Pontos negativos: o ritmo da leitura fica lento em certo ponto pela repetição excessiva dos dilemas da protagonista.

  • livros

    Resenha: Eu Perdi o Rumo

    Livro: Eu Perdi o Rumo
    Autoria: Gayle Forman
    Tradução: Mariana Serpa
    Editora: Arqueiro
    Rating: [rating=3]
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    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder.

    Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho.

    Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu Perdi o Rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam.


    Capa & Diagramação

    Eu adoro a representação de um fio todo embolado pois acredito que isto pode simbolizar muitas coisas diferentes. Gosto também do fundo com uma representação de um mapa de Nova Iorque já que a cidade representa um papel tão importante como cenário nesse enredo.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Em Eu Perdi o Rumo, Forman soube unir as três histórias de vida com maestria e naturalidade. Além de dar um dinamismo à leitura, a autora conseguiu abordar uma grande variedade de assuntos sem perder o foco. Os três personagens explorados no enredo trazem situações de vida muito diferentes e possuem medos, culpas, objetivos e esperanças diversos. Tudo isso é desenvolvido e entrelaçado de maneira interessante e cativante.

    Além do dinamismo conferido pela variedade de assuntos, a alternância entre três pontos de vista na narrativa constitui outro fator que faz a leitura “correr” bem rapidamente. São 240 páginas que passam bem depressa.

    “Nathaniel sabe o que significa perder tudo. Significa, na verdade, perder a si mesmo. É a pior coisa que pode acontecer.”

    O meu livro favorito da Gayle Forman continua sendo Apenas Um Dia. O estranho é que ele é o livro dela que os leitores menos gostam. Acho que li num momento em que era exatamente o que eu queria e precisava ler. Mas acredito sinceramente na qualidade daquela história. Em contrapartida, todo mundo gosta de Se Eu Ficar que eu não gostei nem um pouco!

    O fio condutor de Eu Perdi o Rumo, em meio aos inúmeros acontecimentos, é o companheirismo e a amizade. Gostei da abordagem de assuntos delicados como sexualidade, problemas de relacionamento com a família e transtornos mentais. O cenário também é um plus para quem gosta de Nova Iorque. Indico a leitura para quem gosta de livros jovens, com assuntos e pertinentes tratados de forma leve.

    Pontos positivos: leitura leve, temas pertinentes, indicada para amantes de Nova Iorque.
    Pontos negativos: a escrita da Gayle Forman é muito crua e carece sonoridade.

  • livros

    Resenha: Vox

    Livro: Vox
    Autoria: Christina Dalcher
    Tradução: Alves Calado
    Editora: Arqueiro
    Rating: [rating=4]
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    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.

    Esse é só o começo…

    Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.

    …mas não é o fim.

    Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.


    Capa & Diagramação

    Amo a simplicidade da capa! O vazio o posicionamento do texto, a fonte e as cores traduzem de uma forma muito inteligente o conteúdo do livro. A diagramação interna é comum, limpa e proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu ainda não li O Conto da Aia mas sou fã assídua da série de TV. Apesar de trazerem premissas parecidas o livro de Margaret Atwood e Vox são bem diferentes.

    Em um primeiro momento, diria que no primeiro terço do livro, os enredos se assemelham muito. Christina Dalcher narra a repressão feminina acontecendo em tempos mais atuais (ou em algum futuro muito próximo), nos Estados Unidos, com o diferencial do tal do cronômetro, um dispositivo usado por todas as pessoas do sexo feminino (não importando a idade) que limita o número de palavras que podem ser ditas durante 24 horas.

    Os outros dois terços do livro ganham um tom bem diferente de seu início. Tive a sensação de que a autora queria alcançar um público maior fazendo com que a história ganhasse ares de cinema ou, pelo menos, de um thriller literário. Dalcher deixa de lado o ponto principal do livro (a repressão feminina) e insere no enredo romance e um pouco de ficção científica. Em meio a tudo isso, Jean mostra traços egoístas de seu caráter compondo o tal thriller com um pitada de polêmica que os leitores tanto aprovam ultimamente.

    “Todas aquelas casas são pequenas prisões, penso, e dentro delas existem celas na forma de cozinhas, lavanderias e quartos.”

    Acredito que se a autora tivesse conservado o tom inicial do livro ele teria sido mais marcante, passado um mensagem mais relevante e, aí sim, poderia ser comparado (ou, pelo menos, colocado no mesmo grupo) de O Conto da Aia.

    Gostei da abordagem utilizada na relação de Jean com homens em geral e principalmente com seu filho mais velho. É interessante observar a raiva constante sentida pela personagem devido ao poder que no livro pertence aos homens (as mulheres não podem ler, escrever, dirigir…) e sobretudo a confusão de sentimentos causada nela ao ver seu filho mais velho totalmente seduzido por essa nova “doutrina”. É impossível não comparar esse turbilhão confuso de sentimentos com o que o povo brasileiro (ou grande parte dele) passou nos meses anteriores à última eleição.

    Apesar das ressalvas, li o livro muito rápido pois a escrita envolvente e capítulos curtos fazem a leitura passar voando. Indico para quem gosta de O Conto da Aia ou para quem gosta de um thriller leve e gostoso de ler.

    Pontos positivos: leitura fluída, premissa interessante, luta feminista, empoderamento feminino.
    Pontos negativos: premissa mal utilizada.

  • livros

    Resenha: A Mulher na Janela

    Livro: A Mulher na Janela
    Autor: A. J. Finn
    Editora: Arqueiro
    Rating: [rating=4]
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    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e… espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. “A Mulher Na Janela” é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.


    Capa & Diagramação

    A capa é muito inteligente! A mistura de cores traz uma sobriedade, a tipografia vermelha chama muita atenção e as linhas simulam alguém espiando pela cortina. Tudo isso foi representado sem fotos e sem ilustrações de pessoas. A diagramação interna é bem bonita e possibilita uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu abomino spoilers e todas as minhas resenhas são feitas de forma a não revelar nada que possa estragar a experiência dos leitores. No caso dessa resenha em particular registrei minhas impressões mas fui ainda mais evasiva porque o elemento surpresa é essencial nessa obra.

    Eu não sou uma leitora com ampla experiência em thrillers pois não é, nem de longe, minha categoria literária favorita. Mas acredito que alguns livros se destacam tanto que todo leitor, confortável ou não com o gênero, deveria ler. Alguns livros simplesmente valem a pena e ponto!

    Depois de ouvir todo mundo e mais alguém exaltar esse livro, amantes de thriller, amantes de YA, amantes de romances épicos e etc, eu pude ver que A Mulher na Janela era um desses livros feitos para TODO leitor.

    É por isso que eu demorei um pouco para falar dessa obra. Eu acabei solicitando o livro depois que o hype já estava no ápice e muita gente já tinha falado dele. A curiosidade estava me matando! Recebi o livro bem na época da Bienal e ver que o autor foi um fofo com todo mundo só me fez passar essa leitura na frente de todas as outras.

    “Qual será o problema dessa casa? É nela que o amor se instala para morrer.”

    Como não sou a leitora mais experiente na área, eu nunca acho que vou decifrar o final do livro antes que ele aconteça. Acredito que se o autor dá uma dica é para que ela te leve a pensar em outra coisa. Os autores de thrillers são ardilosos e eu sempre caio na deles.

    Eu nunca me sinto no controle durante uma leitura de thriller e é isso que eu mais gosto nos livros desta categoria. Mas ainda assim, no momento em que eu percebo que fui manipulada, sinto uma sensação de que fui feita de palhaça. É bom e ruim ao mesmo tempo! E é claro que isso aconteceu algumas vezes durante essa leitura.

    Eu só não li o livro mais rápido pois estava numa ressaca daquelas, mas o livro me manteve interessada no enredo do início ao fim! Não teve um momento monótono, chato ou parado. Quando eu percebi que a narradora não era lá das mais confiáveis eu comecei a duvidar de tudo. O sentimento de estar sempre alerta, preparada para qualquer coisa, faz com que a experiência de leitura seja muito intensa.

    A escrita do autor é uma delícia, a dinâmica dos acontecimentos é muito bem equilibrada e eu com certeza leria outros livros desse autor. Não é à toa que está sendo considerado o thriller favorito de todo mundo!

    Pontos positivos: narrativa muito envolvente, enrendo nada previsível, personagens muito bem construídos.
    Pontos negativos: quem não tolera violência de jeito nenhum pode não gostar desse livro.