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    Resenha: Utopia para Realistas – Como Construir um Mundo Melhor

    Livro: Utopia para Realistas – Como Construir um Mundo Melhor
    Autoria: Rutger Bregman
    Tradução: Leila Couceiro
    Editora: Sextante
    Rating: [rating=4]
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    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Vivemos uma época de agitação social sem precedentes, com questionamentos sobre a sociedade, o trabalho, a felicidade, a família e o dinheiro, e ainda assim nenhum partido político de direita ou de esquerda nos oferece respostas.

    O historiador Rutger Bregman, um dos jovens pensadores mais aclamados da Europa, apresenta um novo caminho. Nesse livro ele mostra que podemos construir uma sociedade com ideias visionárias que são, de fato, viáveis.

    Cada marco da civilização — do fim da escravidão ao início da democracia — já foi considerado uma fantasia utópica. Mas soluções aparentemente utópicas, como a renda básica universal e a jornada de trabalho de 15 horas por semana, podem se tornar realidade ainda nesta geração.

    Este roteiro para uma utopia revolucionária porém realizável é embasado por estudos e muitos casos de sucesso. De uma cidade canadense que foi capaz de erradicar a pobreza até a quase implementação pelo presidente Nixon de uma renda básica para milhões de americanos, Bregman nos leva a uma jornada através da história – para além das divisões tradicionais entre esquerda e direita – e compartilha ideias prontas para serem postas em prática.


    Capa & Diagramação

    As cores contrastantes e a tipografia chamativa cumprem com o papel de atrair a atenção do leitor para o título. Pessoalmente, adoro capas que trazem como elemento principal e tipografia. A diagramação interna é simples e elegante, proporcionando uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu demorei para conseguir vencer essa leitura. A realista (ou melhor, a pessimista) que existe dentro de mim levou um tempo para aceitar que as coisas não estão tão ruins quanto todo mundo imagina.

    Por mais que a gente ache que a humanidade dá um passo para frente e cinco para trás, segundo Rutger Bregman e suas estatísticas apresentadas em Utopia para Realistas, nós estamos sim evoluindo.

    Para você ter uma ideia, segundo o autor, em 1820 cerca de 84% da população mundial vivia numa situação de pobreza extrema. Nos dias atuais, esse número gira em torno de 10%. Doenças que mataram milhares de pessoas, hoje estão erradicadas, a expectativa de vida atual é maior que o dobro da expectativa de vida no ano de 1900. A incidência de assassinatos, roubos e guerras diminuiu muito em relação ao passado.

    Segundo o autor, hoje enfrentamos outro tipos de problema: a falta de utopia. A falta de utopia nos faz perdidos e sem objetivos. Atualmente, as mentes mais brilhantes da humanidade estão pensando em como fazer as pessoas clicarem em um anúncio.

    Bregman também discorre sobre possíveis soluções para a pobreza, sobre os programas sociais. Tudo isso embasados por estudos que são referências de suas áreas. Esse livro é muito mais do que eu conseguiria abarcar numa resenha de blog/instagram. É assunto e discussão para dias e dias!

    Pessoalmente, a leitura serviu para abrir minha mente, expandir minha forma de pensar e mudar meu olhar em relação a algumas coisas. Viver no Brasil, em um bairro pobre, lutando para pagar as contas e vendo barbaridades no noticiário torna essa tarefa bem difícil. Mas não quero ficar limitada apenas ao que eu vejo, escuto e ao que a mídia quer que eu saiba. Tragédia dá audiência, né gente? E eu sinceramente acho que a quantidade de notícias ruins as quais somos expostos diariamente afetam nossa mente de forma negativa. Considero essa leitura como apenas um passo em direção a uma forma mais otimista de ver meus problemas e a situação da humanidade como um todo.

    Pontos positivos: introduz assuntos novos e traz assuntos antigos sob uma nova ótima.
    Pontos negativos: às vezes é difícil compartilhar do mesmo otimismo do autor vivendo em um país com tantas dificuldades primárias como o Brasil.

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    Resenha: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar

    Livro: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar
    Autoria: Beth Evans
    Tradução: Giu Alonso
    Editora: Galera Record
    Rating: [rating=4]
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    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    A vida adulta não é fácil. E quem nunca fuxicou as redes sociais de amigos bem-sucedidos, só para se comparar, e acabou se sentindo pior ainda, que atire a primeira pedra.
    Contando suas próprias histórias vergonhosas, e outras mais sérias como depressão e TOC, a autora consegue extrair lições valiosas, sem perder a leveza diante da seriedade de diversos assuntos.
    Este livro é repleto de conselhos amigáveis sobre como cuidar de si mesmo, como procurar ajuda (não importa quais sejam seus problemas) e agarrar-se aquilo que te faz feliz – seja uma banda, seja uma maratona da Netflix. Beth Evans é uma contadora de histórias supercriativa, e seus desenhos complementam suas palavras com um humor único.
    Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar é como um abraço do seu melhor amigo naqueles dias sofríveis. E, como melhor amigo, está aqui para dizer: ‘Você consegue!’.


    Capa & Diagramação

    A ilustração da capa me lembra muito o tamagotchi que eu tinha quando criança hehehe! Adoro a simplicidade e a sensação de que as ilustrações foram feitas no exemplar que eu tinha em mãos. Todas as páginas apresentam uma diagramação diferente e não possuem muita massa de texto.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar está longe de ser um manual da vida adulta mas serve como um abraço quentinho para os dias em que a gente se sente meio perdido.

    Eu tenho ouvido e lido sobre como nos cobramos de ser bons, de amar o emprego que temos, de cuidar bem da casa, sermos organizados, estarmos presentes para a família e para os amigos, cuidar do corpo e da saúde, ser interessante, ler, ter acesso a cultura e etc. Como damos conta de tudo isso?! Segundo o livro nós não precisamos ser bons em tudo e a prioridade é sempre nossa saúde mental.

    A mensagem fundamental que eu obtive da leitura é de que ninguém sabe direito o que está fazendo e todo mundo está no mesmo barco. Levar a vida com bom humor e se levar menos a sério também são lições implícitas na fala de Beth Evans. A todo momento eu tive a sensação de que ela queria descomplicar as coisas, mostrar ao leitor que ele não está sozinho nos dramas da vida adulta e que aprender a viver na sociedade de hoje está sendo estranho para todo mundo.

    Beth também aborda algumas de suas experiências com ansiedade, TOC e depressão e como isso afetou (e afeta) sua vida. Com muita transparência, ela narra como está sendo o processo de recuperação e controle de sua ansiedade mostrando que apesar de ser um processo lento que representa uma luta diária, é totalmente possível.

    “Errar faz parte da experiência de ser adulto, embora muitas vezes a gente veja os outros como sendo excelentes nisso, sem nunca dar uma mancada. A verdade é mais assim: as pessoas falham, e é falhando que elas aprendem a evitar essas falhas no futuro.”

    A simplicidade das ilustrações e a informalidade dos textos causam ao leitor uma identificação instantânea com a autora. Além de se encaixar no novo estilo de autoajuda, o livro é uma leitura divertida, relaxante e rápida. Perfeito para aqueles dias em que você quer dar um tempo daquela leitura pesada.

    Pontos positivos: leitura rápida, leve, divertida e com uma boa mensagem.
    Pontos negativos: trata de alguns assuntos de maneira muito superficial.

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    Resenha: Princesa das Cinzas

    Livro: Princesa das Cinzas
    Autoria: Laura Sebastian
    Tradução: Raquel Zampil
    Editora: Arqueiro
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    Theodosia era a herdeira do trono de Astrea quando seu reino foi invadido, deixando um rastro de destruição.

    Dez anos depois, a princesa, órfã, prisioneira e subjugada, percebe que não lhe resta mais nada, a não ser lutar pela própria liberdade.

    O passado, que por tanto tempo ficou enterrado, agora precisa vir à tona para mostrar a Theodosia os caminhos que poderão levá-la de volta ao trono.

    Mas Theo conseguirá ser a rainha de que seu povo precisa? Ou será que anos de humilhações transformaram a herdeira da Rainha do Fogo em meras cinzas?


    Capa & Diagramação

    Apesar de ser uma febre ultimamente confesso que gosto das capas com coroas. Quando são bem feitas e fazem ligação direta com o conteúdo do livro, as capas de coroas ainda são muito válidas. No caso de Princesa das Cinzas a ilustração simboliza um aspecto muito marcante da história. A diagramação interna é comum e proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu me surpreendi e fiquei super animada com a nova aposta da Arqueiro. A editora não tem tanto histórico com esse gênero literário e espero que depois desse venham muitos.

    Eu estava sentindo falta de ler um bom livro de fantasia! Princesa da Cinzas tem vários ingredientes que prometem me conquistar: protagonista feminina forte, resistência, rebelião e fantasia.

    A leitura já começa com uma cena muito impactante e, eu acredito, a cena mais importante da história. É a cena mais marcante para a protagonista, a que acende as chamas que a fazem lutar pelo que acredita.

    O embasamento para a apatia, a incapacidade e, mais tarde, a revolta e a rebelião é sólido e bem justificado. Eu diria que, na tentativa de reforçar as motivações da protagonista, o livro fica até um pouco repetitivo.

    “Dou uma última olhada no reflexo no espelho. As cinzas já começam a se espalhar pelo rosto e o nariz, me marcando. A tinta vermelha que usei nos lábios parece sangue fresco. Debaixo dela, vejo fragmentos de minha mãe me fitando de volta, mas são fragmentos retorcidos com o ódio e a fúria que ela nunca precisou conhecer.”

    Os momentos de covardia e fraqueza, no entanto, conferem realidade a princesa em meio ao mundo fantástico. A autora consegue fazer com que o leitor sinta raiva, solidão, esperança e agonia em diversos momentos da história.

    A construção do universo fantástico e do enredo baseado em disputas por poder e riquezas é um dos pontos fortes desse romance fantástico. Eu já li muitos livros de fantasia nessa vida e sinto quando estou lendo mais do mesmo. No caso de Princesa das Cinzas, apesar de carregar outros clichês, a construção de mundo me pareceu diferente de tudo que eu já li.

    A obra é o livro de estreia da autora Laura Sebastian e faz parte de uma trilogia. Quero muito ler os próximos pois a história parou num ponto em que várias coisas interessantes podem se desenvolver.

    Pontos positivos: protagonista forte e verossímil, universo fantástico bem fundamentado.
    Pontos negativos: o ritmo da leitura fica lento em certo ponto pela repetição excessiva dos dilemas da protagonista.

  • livros

    Resenha: Para de Se Odiar

    Livro: Para de Se Odiar
    Autoria: Alexandra Gurgel
    Editora: Best Seller
    Rating: [rating=5]
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    Sinopse

    Alexandra Gurgel, criadora do canal Alexandrismos no Youtube, é conhecida por abordar em seus vídeos temas como autoaceitação, o movimento body positive, autoestima, relacionamentos e a luta contra a gordofobia. Em Pare de se odiar a autora tem como objetivo ajudar suas leitoras a trilharem o caminho do amor-próprio e o da construção de uma autoimagem mais positiva, entendendo como a sociedade em que vivemos interfere diretamente na relação que temos com o nosso corpo.
    Alexandra, que tem sido uma das vozes mais atuantes do movimento body positive no Brasil, traz no livro uma mensagem honesta e acolhedora, a partir de sua experiência pessoal para mostrar que amar o próprio corpo é, de fato, um dos atos mais revolucionários deste século.


    Capa & Diagramação

    Alexandra sempre poderosíssima em todas as phoshoots (veja mais fotos lindas no instagram dela). Gosto como a capa me lembra uma capa de revista. A diagramação interna é boa mas achei a letra um pouco pequena.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    As leituras deste ano estão sendo tão incríveis para mim! Quando eu achei que minha lista de favoritos já tinha se esgotado li mais esse (ou melhor devorei mais esse!).

    A Alexandra resolveu abrir o verbo Em Pare de Se Odiar e falou sobre milhões de coisas que rondam a minha cabeça por anos. O legal é que ela não apenas apresenta soluções mágicas. Ela está na luta junto com o leitor e apesar de ser toda linda e bem resolvida também tem os momentos de fraqueza e insegurança. Esse tipo de mensagem: “Estamos todo mundo na mesma” cria um laço e uma identificação sem igual com quem está lendo.

    Eu já tinha visto alguns vídeos da Alexandra no YouTube mas acredito que no livro ela consegue sintetizar em um único lugar e de forma simples e organizada vários assuntos relevantes. Eu concluí a leitura bem rapidamente mas tive que parar e digerir certos assuntos, aplicá-los à minha realidade e pensar sobre eles.

    “Aceitar-se não é conformismo, é olhar para si mesma todos os dias e ver que você tem valores, capacidades e uma vida inteira pela frente. A necessidade de se aceitar é quase que uma prerrogativa para começar a viver.”

    Engana-se quem acha que ela só fala de gordofobia no livro. Pelo contrário, até demorou bastante para chegar nesse assunto. Acontece que para falar de gordofobia ela introduz sua própria história, fala dos hábitos da sociedade brasileira, sobre feminismo, sobre patriarcado, sobre padrões de beleza e sobre a constante insatisfação do ser humano com relação à sua aparência.

    A principal mensagem (dentro milhões de mensagens poderosas e importantes desse livro) é que todos nós somos seres passando pelo processo de auto aceitação e desenvolvimento do amor próprio. A sociedade na qual estamos inseridos molda os indivíduos para serem insatisfeitos com tudo e, cabe a cada um de nós, lutar diariamente para mudar esse mindset. Vista o que você quiser, faça as coisas que gosta e não siga o bando sem se questionar.

    Sinto que ainda vou pensar e falar sobre esse livro por um longo tempo. Talvez até quando ela lançar o próximo (cruza os dedos). É impossível não admirar a autora pela sua estória de vida e pela maneira simples e organizada com a qual ela faz sua explanação. Estou muito apaixonada pela obra e muito grata por ter tido a oportunidade de lê-la. Ele sacudiu meu mundo e me fez pensar em mil coisas diferentes, mil assuntos importantes e me fez ter ideias de como melhorar a minha e a vida das pessoas ao meu redor.

    Pontos positivos: simples e muito bem organizado.
    Pontos negativos: muito curto, poderia ler mais e mais sobre o assunto.

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    Resenha: O Príncipe Cruel

    Livro: O Príncipe Cruel
    Autoria: Holly Black
    Tradução: Regiane Winarski
    Editora: Galera Record
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos.

    Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo… e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue.

    Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.


    Capa & Diagramação

    Fico feliz que a editora tenha optado por conservar a capa original. Acho a ilustração e a mistura de elementos elegante e fogem do comum. A diagramação interna não traz nada muito diferente mas proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu estava com saudade de ler fantasia e O Príncipe Cruel acabou me surpreendendo de várias maneiras. De início, eu achei que a protagonista seria Vivi, que era feérica mas vivia no mundo humano. Achei que o enredo teria uma solução mais clichê e que ela desenvolveria todo o seu potencial no mundo fantasioso.

    Ao contrário do que eu imaginei, quem se destaca e ganha o foco da estória é Jude, uma humana que tem que aprender a viver no mundo feérico, a desviar de todas as armadilhas que esse mundo proporciona para a ela. Jude e sua irmã gêmea têm que se esforçar muito mais que qualquer pessoa da Corte de Faerie para sobreviver.

    “O que eles não sabem é que sim, eles me dão medo, mas eu sempre senti medo, desde o dia em que cheguei aqui. Fui criada pelo homem que assassinou meus pais, cresci em uma terra de monstros. Convivo com este medo, deixo que se assente nos meus ossos e o ignoro.”

    A irmã de Jude aceita o lugar que a sociedade feérica a coloca sem muitos questionamentos. Jude, porém, é do tipo que quer ser tratada de forma igual, quer conquistar seu lugar naquele mundo e não se conforma com qualquer coisa.

    Ela acaba se colocando em perigo ao desafiar filhos de nobres que praticavam bullying com ela e sua irmã, e posteriormente, entra até em um esquema de espionagem. Adorei a personagem destemida e obstinada criada para esta estória. Ela luta e faz coisas que nunca achou que conseguiria para chegar aonde quer. As questões pessoais e os conflitos de consciência conferem uma certa realidade ao enredo.

    O único aspecto da leitura que me trouxe incômodo foram algumas soluções muitos simples elaboradas pela autora que justificavam uma adolescente conseguir burlar a família para sair de casa, passar muitas horas fora, em horários suspeitos, sem dar explicações.

    Tal fator, no entanto, não estraga a experiência de leitura que além de nos apresentar uma personagem forte e real, nos traz uma bela reviravolta no final. Tudo foi muito bem arquitetado e, pelo menos para mim, não foi previsível. É uma leitura adolescente mas que adultos podem ler tranquilamente sem se incomodar.

    Pontos positivos: supera as expectativas, possui reviravoltas surpreendentes e personagens bem construídos.
    Pontos negativos: algumas soluções bem cômodas foram plantadas pela autora para facilitar a resolução de alguns problemas.

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    Resenha: 13 Segundos

    Livro: 13 Segundos
    Autoria: Bel Rodrigues
    Editora: Galera Record
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    O fim de um relacionamento é sempre um período difícil, mas isso se intensifica quando você está no último ano do colegial e precisa decidir o que será do seu futuro. Lola sabe que a decisão foi o melhor para os dois, mas aquela saudade de alguém que estava sempre presente é inevitável. Agora, tudo que Lola quer é deixar isso para trás e focar em pôr a vida em ordem novamente, se redescobrindo após um relacionamento que exigiu tanto dela e reavaliando suas prioridades: estudo, amigos, família e o canto, sua maior paixão. Com o corte do coral das atividades extras, a garota finalmente decide ouvir seus amigos e resolve criar um canal no YouTube para postar alguns covers, nada mais do que um hobby para substituir seu tão amado coral. Focada em não se relacionar seriamente e aproveitar as festas do último ano, tudo parece se alinhar quando Lola conhece John, um intercambista que busca exatamente o mesmo que ela: se divertir e criar memórias inesquecíveis. Quanto mais as coisas mudam, mais a garota percebe como perdera seu tempo tentando salvar um relacionamento que já estava naufragado, e como agora ela se sentia genuinamente feliz com as pessoas incríveis à volta e seu grande hobby se tornando cada vez mais influente. Entre conselhos sinceros, noites quentes e provas do Ensino Médio, a única coisa que Lola não poderia prever era o quão rápido tudo poderia desmoronar. Em treze segundos, especificamente.



    Capa & Diagramação

    A mistura de cores e ilustrações faz com que essa capa fuja do padrão de capas de livros adolescentes. Sem contar que ornou tão bem que é gostoso ficar admirando a capa! Eu adoraria ter um poster com essa ilustração! A diagramação interna é bem comum e proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Ultimamente eu não tenho tolerado muito bem literatura adolescente (a não ser que seja uma fantasia das boas). Acho que é só uma fase, enjoei um pouco mas daqui a pouco passa. No entanto, quando se trata de Bel Rodrigues eu abro uma exceção.

    A Bel tem um gosto literário muito diferente do meu mas gosto muitos dos assuntos que ela traz para discussão em seu canal, gosto do posicionamento dela, como ela expõe as ideias e a sensibilidade com a qual ela constrói seus argumentos.

    Com isso em mente eu sabia que essa leitura não seria apenas um entretenimento vazio. E, para o meu contentamento isso se confirmou. O enredo é bem adolescente (o que é ótimo para atingir o público alvo de seu canal) e traz, de forma natural, fatos e detalhes que fazem os jovens brasileiros se identificarem com os personagens. Acho isso bem difícil de se fazer devido a quantidade de livros estrangeiros que o público brasileiro lê.

    Utilizando-se da realidade adolescente brasileira, Bel trouxe a tona assuntos de muita relevância no momento atual. Como essa resenha não tem spoilers eu nem vou abordar o tema para não estragar a experiência de leitura para você (ainda mais se você é como eu e se joga nas leituras sem nem ao menos ler a sinopse).

    Um fato que me causou estranhamento foi a total ausência do assunto de Enem e vestibulares. Considerando que os personagens eram estudantes no último ano do ensino médio é bem estranho que um jovem brasileiro não esteja vivendo todo aquele turbilhão de ansiedade e preparação para os exames, a incerteza do futuro, indecisão profissional e etc.

    “Será que ele tinha noção de que estava começando uma tempestade dentro de mim?”

    Aliado a isso, achei que faltou um pouco de profundidade nos personagens da turma de amigos de Lola. Em alguns momentos achei que as soluções da trama eram simples demais como a perfeição de John e o sucesso imediato do canal de covers no YouTube criado por Lola.

    Entendo que a autora pode não ter abordados alguns assuntos com medo de inserir muitas coisas no enredo e acabar perdendo o foco. De qualquer maneira, nada disso impediu que a mensagem principal fosse passada aos leitores e considero uma bela estreia para a autora. Fico feliz que o livro parece ter sido um sucesso de vendas e espero que outros venham a seguir!

    Pontos positivos: tema relevante, leitura leve e rápida.
    Pontos negativos: enredo raso e simples.