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Resenha: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar

Livro: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar
Autoria: Beth Evans
Tradução: Giu Alonso
Editora: Galera Record
Rating: [rating=4]
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

A vida adulta não é fácil. E quem nunca fuxicou as redes sociais de amigos bem-sucedidos, só para se comparar, e acabou se sentindo pior ainda, que atire a primeira pedra.
Contando suas próprias histórias vergonhosas, e outras mais sérias como depressão e TOC, a autora consegue extrair lições valiosas, sem perder a leveza diante da seriedade de diversos assuntos.
Este livro é repleto de conselhos amigáveis sobre como cuidar de si mesmo, como procurar ajuda (não importa quais sejam seus problemas) e agarrar-se aquilo que te faz feliz – seja uma banda, seja uma maratona da Netflix. Beth Evans é uma contadora de histórias supercriativa, e seus desenhos complementam suas palavras com um humor único.
Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar é como um abraço do seu melhor amigo naqueles dias sofríveis. E, como melhor amigo, está aqui para dizer: ‘Você consegue!’.


Capa & Diagramação

A ilustração da capa me lembra muito o tamagotchi que eu tinha quando criança hehehe! Adoro a simplicidade e a sensação de que as ilustrações foram feitas no exemplar que eu tinha em mãos. Todas as páginas apresentam uma diagramação diferente e não possuem muita massa de texto.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar está longe de ser um manual da vida adulta mas serve como um abraço quentinho para os dias em que a gente se sente meio perdido.

Eu tenho ouvido e lido sobre como nos cobramos de ser bons, de amar o emprego que temos, de cuidar bem da casa, sermos organizados, estarmos presentes para a família e para os amigos, cuidar do corpo e da saúde, ser interessante, ler, ter acesso a cultura e etc. Como damos conta de tudo isso?! Segundo o livro nós não precisamos ser bons em tudo e a prioridade é sempre nossa saúde mental.

A mensagem fundamental que eu obtive da leitura é de que ninguém sabe direito o que está fazendo e todo mundo está no mesmo barco. Levar a vida com bom humor e se levar menos a sério também são lições implícitas na fala de Beth Evans. A todo momento eu tive a sensação de que ela queria descomplicar as coisas, mostrar ao leitor que ele não está sozinho nos dramas da vida adulta e que aprender a viver na sociedade de hoje está sendo estranho para todo mundo.

Beth também aborda algumas de suas experiências com ansiedade, TOC e depressão e como isso afetou (e afeta) sua vida. Com muita transparência, ela narra como está sendo o processo de recuperação e controle de sua ansiedade mostrando que apesar de ser um processo lento que representa uma luta diária, é totalmente possível.

“Errar faz parte da experiência de ser adulto, embora muitas vezes a gente veja os outros como sendo excelentes nisso, sem nunca dar uma mancada. A verdade é mais assim: as pessoas falham, e é falhando que elas aprendem a evitar essas falhas no futuro.”

A simplicidade das ilustrações e a informalidade dos textos causam ao leitor uma identificação instantânea com a autora. Além de se encaixar no novo estilo de autoajuda, o livro é uma leitura divertida, relaxante e rápida. Perfeito para aqueles dias em que você quer dar um tempo daquela leitura pesada.

Pontos positivos: leitura rápida, leve, divertida e com uma boa mensagem.
Pontos negativos: trata de alguns assuntos de maneira muito superficial.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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