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Resenha: Ariel

Livro: Ariel
Autora: Sylvia Plath
Tradutores: Cristina Macedo e Rodrigo Garcia Lopes
Editora: Verus
Rating: [rating=3]
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Com a publicação póstuma do livro de poesia Ariel, em 1965, Sylvia Plath se tornou um nome de destaque na literatura norte-americana. No entanto, o manuscrito de Ariel deixado pela autora quando morreu, em 1963, era diferente do volume de poemas então publicado e mundialmente aclamado.
Esta edição bilíngue e fac-similar restabelece pela primeira vez a seleção e o arranjo dos poemas exatamente como Sylvia Plath os deixou antes de se suicidar. Além da reprodução dos manuscritos da autora, este volume também inclui os rascunhos completos do poema-título, “Ariel”, oferecendo ao leitor a oportunidade de acompanhar o processo criativo da poeta. Com esta publicação, o legado de Sylvia Plath pode ser reavaliado à luz de seu trabalho original e permanece conforme sua vontade.
Sylvia Plath conseguiu, em Ariel, transformar em poesia tanto assuntos particulares como eventos históricos trágicos. Seus poemas evidenciam as dores de uma vida traumática, marcada pela morte do pai e pelos conflitos com o marido infiel, e são a prova do talento dessa poeta que, com otimismo ou sofrimento, soube unir técnica e emoção e criar uma obra já clássica.


Capa & Diagramação

Gosto da mistura de cores, formas e tipografia utilizadas na capa. Elas não transmitem muito o sentimento geral que tive do livro mas formam uma peça bonita ainda assim. A diagramação interna é muito boa pois traz as traduções do lado direito e a peça original do lado direito.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Desde 2015 tenho sentido a necessidade de inserir a leitura de clássicos entre minhas leituras. Não tenho conseguido ler tantos clássicos e por isso sempre que posso juntar a leitura de destes com as parcerias eu aproveito a oportunidade.

No mês passado a Grupo Editorial Record ofereceu como opção de solicitação o livro Ariel da Sylvia Plath. Eu não sou uma grande leitora de poesias mas a parceria com as editoras tem me proporcionado leituras ótimas desse gênero que, até então, saia completamente da minha zona de conforto. Plath é muito famosa e era uma das autoras que já tinha me despertado interesse anteriormente.

A história de vida de Sylvia Plath é famosa por ter sido bem conturbada. Ela se suicidou em 1963 logo após a publicação de seu romance A Redoma de Vidro (que é o mais famoso até hoje) com 30 anos. Três anos depois foi lançado Ariel, uma coletânea de poesias do último ano de vida da autora.

Ariel é uma coletânea selecionada pela própria autora de poesias escritas no seu último ano de vida. Essa obra é motivo de muita polêmica pois foi editada pelo seu marido e publicada de forma que tudo que pudesse comprometê-lo fosse ocultado.
A edição da Editora Verus é a publicação sem edições, assim como planejada pela autora, conservando todos os poemas em sua totalidade e na ordem desejada por ela. Além disso, a edição é bilíngue e traz em uma página a poesia em seu idioma original e na página espelhada as traduções.

Eu, particularmente, não encontrei prazer nessa leitura. Acredito que não tenho conhecimento, prática e “bagagem” suficiente sobre a autora, sobre os assuntos tratados por ela e sobre as possíveis referências trazidas no livro para interpretá-lo de maneira satisfatória.

“Vazia, ecoo até o mínimo passo,
Museu sem estátuas, grandioso, com pilares, pórticos, rotundas.
Em meu pátio uma fonte salta e mergulha em si mesma,
Casta e cega para o mundo. Lírios de mármore
Exalam sua palidez feito perfume.”

Consegui depreender o significado de algumas poucas poesias mais simples mas, na maior parte do tempo, as palavras me pareceram desconexas e não formavam o significado entre as estrofes.

Apesar de não entender ao pé da letra boa parte das poesias acredito que um dos objetivos da autora foi alcançado, que era o de trazer a atmosfera de dor, depressão, raiva, desesperança e escuridão ao leitor.

Para quem é fã da autora e/ou gosta das obras que tratam de temas mais sombrios e pesados essa edição de Ariel é perfeita. Acredito que uma leitura feita com algum material de apoio seja a melhor opção para que o leitor possa realmente saborear todas as nuances trazidas por Plath.

A leitura foi extremamente proveitosa para mim como estudante de tradução. A tradução literária pode submeter o tradutor a muitas armadilhas que só quem tem muita habilidade é capaz de solucionar e os tradutores Rodrigo Garcia Lopes e Cristina Macedo fizeram um ótimo trabalho.

Pontos positivos: na minha opinião vale a pena ler qualquer clássico e se você gosta de poesia sombria vai gostar dessa obra.
Pontos negativos: poesia de difícil interpretação, exige pesquisa e leitura extra caso você queira realmente entender.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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