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Resenha: A Princesa Branca

Livro: A Princesa Branca
Autora: Philippa Gregory
Editora: Record
Rating: [rating=5]
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Quando Henrique Tudor conquista a coroa da Inglaterra na Batalha de Bosworth, ele sabe que terá de se casar com a princesa da casa inimiga, Elizabeth de York. Essa é a única maneira de unificar um reino que, há quase duas décadas, está dividido pela guerra. Sua noiva, porém, ainda é apaixonada pelo homem que foi seu grande inimigo, Ricardo III, e a mãe dela, assim como grande parte da Inglaterra, sonha com a volta triunfante de um herdeiro desaparecido da Casa de York.
Além dos limites da Inglaterra, um dos maiores temores do rei – perder a coroa que roubou de Ricardo III – pode estar ganhando forças. Um homem misterioso está reunindo um grande exército. Ele alega ser irmão da nova rainha e o verdadeiro herdeiro do trono. Mas será que ele é mesmo o filho perdido da Rainha Branca, ou apenas um impostor?
Quando os avanços do seu suposto irmão começam a assombrar o reino, a rainha Elizabeth se vê diante de um grande dilema: Tudor ou York, quem ela irá defender? Ficará a rainha ao lado de seu marido, a quem está aprendendo a amar, ou do jovem que afirma ser seu querido irmão desaparecido?


Capa & Diagramação

Eu gosto bastante do padrão de capas dessa série. Sai do óbvio, é bem marcante e diferencia os livros da Philippa de romances épicos. A diagramação interna é limpa e proporciona uma leitura confortável.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Em abril eu tive a oportunidade de ler A Rainha Domada que foi, de longe, o melhor livro que eu li esse ano. A autora consegue suprir duas necessidades que eu tinha há bastante tempo: aprender história e ler boas ficções ambientadas na Inglaterra. Depois da primeira leitura fiquei sedenta por mais livros dela e descobri que Philippa já escreveu bastante. Meus olhos brilharam e minha wishlist na Amazon aumentou consideravelmente. Para saber mais sobre meu encantamento com A Rainha Domada vide a resenha (na íntegra no blog e parcial no instagram).

A intenção inicial era pegar o primeiro livro da primeira série e fazer a leitura em sequência para que todos os pedaços históricos se encaixassem e fizessem sentido para mim. Mas a Editora Record lançou, em agosto, A Princesa Branca e eu não resisti. Esse é o quinto livro na ordem cronológica da coleção de obras da autora e conta a história de Elizabeth de York que nada mais foi que a mãe de Henrique VII (aquele cabuloso que teve seis esposas e que rompeu as relações com a Igreja Católica criando a Igreja Anglicana).

Henrique VII foi, no geral, um otário mas enxergar sua história pela perspectiva de suas esposas me encanta. Até onde sei, pude perceber que todas elas são muito diferentes umas das outras porém todas foram mulheres incríveis e muito fortes. Esse paralelo também pode ser feito com Elizabeth de York, a mãe de Henrique VII. Vivendo em um tempo em que a mulher não tinha voz na sociedade e tinha como obrigações agradar ao marido, procriar e gerenciar eventos no castelo, essas mulheres tinham que se defender e lutar pelo que acreditavam nas sombras e com muita discrição.

Mais uma vez pude perceber o enorme compromisso e a grande preocupação de Philippa Gregory com a relação a fidelidade aos fatos. Ela insere ficção sem modificar os fatos históricos e ambos se mesclam de forma harmônica. Um bom exemplo disso é o comportamento de Elizabeth. No livro ela não tem muito espaço para enfrentar as dificuldades impostas a ela. Muitas vezes Elizabeth se vê impotente e conformada com algo que ela, como mulher, naquela sociedade e naquele tempo não tinha capacidade e força para mudar. Ela foi, nada mais nada menos, que um joguete, sem opções e sem capacidade de escolha para nada.

“Mas ela me ensinou que não há nada no mundo mais poderoso do que uma mulher que sabe o que quer e não se desvia do seu caminho para consegui-lo.”

Em contrapartida, assisti série (que nem fez muito sucesso) de mesmo nome baseada no livro. Na série Elizabeth é mais desafiadora e tem mais voz. Apesar de ser mais reconfortante assistir a uma mulher lutando pelos seus direitos e ideais, ao pesquisar mais sobre a vida da figura histórica fica muito evidente que a versão mais fiel é a do livro e a série construiu uma personagem que tem mais a ver com o que o público quer ver hoje.

Ainda que a vida de Elizabeth de York a tenha impedido de executar grandes feitos ela deixou sua marca na história como uma filha amorosa, mãe carinhosa e mulher serena, equilibrada e tolerante, que lidou com todas as barbaridades que lhe foram impostas da melhor maneira que pode. Não acho que ela ficaria muito feliz em saber do caos que seu filho Henrique VII causou nesta Terra.

O livro não foi melhor que A Rainha Domada (qual será que vai tirar este reinado do meu coração?) mas foi sem dúvida uma das melhores leituras do ano. Quero ler TODOS os livros dessa autora! Virou quase uma obsessão!

Pontos positivos: ótimo para aprender história pois o livro é muito embasado nos fatos reais.
Pontos negativos: quem não gosta de romance e/ou história pode achar a leitura monótona.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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