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Resenha: Para Francisco

Livro: Para Francisco (Edição especial – 10 anos depois)
Autora: Cris Guerra
Editora: Best Seller
Rating: [rating=4]
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Inicialmente concebido como um blog, Para Francisco foi a forma que a autora encontrou para lidar com a sua perda e contar ao filho sobre seu falecido pai. De maneira poética e comovente, Cris discorre sobre a vida e sua rotina como viúva e mãe, trazendo fotos de família e e-mails trocados com o pai de seu filho, ao mesmo tempo em que aborda saudade, luto, força e superação. Sua história é profundamente inspiradora e este é um livro que mostra aos leitores como o amor tem forte poder de cura e capacidade de nos ajudar até nos momentos mais difíceis.


Capa & Diagramação

A peça gráfica como um todo é de extrema qualidade. O livro é recheado de fotos, recados e textos com uma diagramação bem dinâmica e bonita.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Conheci a Cris Guerra por meio do blog Hoje Vou Assim bem antes dessa febre de blogueiras de moda surgir. Ela postava fotos dos looks que usava para trabalhar e apesar de não ter nada a ver com o meu estilo gostava de as escolhas improváveis e totalmente diferentes das que eu estava acostumada a ver no meu cotidiano. Desde então ela sempre foi uma presença frequente na mídia mineira (porque ela, assim como eu, é de Belo Horizonte).

Foi só por volta de 2008, com o lançamento de seu livro Para Francisco, que fiquei sabendo que a mesma mulher super antenada, dona de um estilo único, que tinha uma carreira de sucesso numa agência de comunicação em Belo Horizonte, tinha uma história bem importante para contar. De início foi até difícil juntar as duas imagens da Cris na minha cabeça e como sua influência na moda não deixou de existir não dei muita atenção para o livro.

Em 2018, dez anos após o lançamento do livro, a editora Best Seller publica uma Edição Especial do livro que agora conta com muitas fotos, recados, emails e uma diagramação fantástica.

“Ele me existiu intensamente por dois anos que pareceram uma vida. Continuar sem ele era como começar de novo, de outro chão, como se acabasse de descer do carrinho depois de uma volta assustadora na montanha-russa. De repente, o que era rápido e intenso parou num segundo. Na minha cabeça, tudo continuou rodando. O perigo maior não estava no movimento do brinquedo. O perigo maior era seguir tonta, no silêncio, com o mundo balançando em volta.”

É lindo ver o processo de aceitação e o amadurecimento de uma mulher tão forte que perde seu companheiro em um momento tão delicado. Cris estava grávida de 7 meses quando Guilherme faleceu e teve que lidar com turbilhão de coisas e sentimentos ao mesmo tempo.

A leitura é bem sofrida mas só nos ensina que a morte acontece e acontecerá em todas as famílias e temos que aprender a lidar com isso. É difícil se preparar para esse momento mas acho que é por meio dessas leituras que estamos, inconscientemente, ensinando nosso cérebro a ser um pouco mais maduro e bem resolvido com relação a esse assunto quando ele finalmente bater à nossa porta.

“A morte é a única certeza da vida, embora a gente passe a vida inteira fingindo que ela não existe.”

Acredito que o livro tenha ganhado ainda mais força agora que Francisco já está mais velho pois podemos imaginar o papel importante da obra para que ele conhecesse seu pai e para que ele fosse uma presença constante ao longo do crescimento do menino. O livro, que é fruto de um blog, também foi relevante para Cris Guerra que declarou em várias entrevistas que a escrita veio da necessidade de gritar sua dor. Acredito que essa necessidade tenha ajudado muitas pessoas que também passam pelo luto.

Pontos positivos: história inspiradora e poética, contada por meio de textos, emails, fotos com ótima diagramação.
Pontos negativos: pode ser uma leitura repetitiva, então aconselho que intercale com outras leitura e leia de pouco em pouco.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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