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Resenha: Feminismo em Comum

Livro: Feminismo em Comum: para todas, todes e todos
Autora: Marcia Tiburi
Editora: Rosa dos Tempos
Rating: [rating=4]
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

O que chamamos de patriarcado é um sistema profundamente enraizado na cultura e nas instituições, o qual o feminismo busca desconstruir. Ele tem por estrutura a crença em uma verdade absoluta, que sustenta a ideia de haver uma identidade natural, dois sexos considerados normais, a diferença entre os gêneros, a superioridade masculina, a inferioridade das mulheres e outros pensamentos que soam bem limitados, mas ainda são seguidos por muitos.

Com este livro, Marcia Tiburi nos convida a repensar essas estruturas e a levar o feminismo muito a sério, para além de modismos e discursos prontos. Espera-se que, ao criticar e repensar o movimento, com linguagem acessível tanto a iniciantes quanto aos mais entendidos do assunto, Feminismo em comum seja capaz de melhorar nosso modo de ver e de inventar a vida.


Capa & Diagramação

Amo capas que são baseadas em tipografia e essa é um exemplo incrível. O livro como uma peça gráfica é muito pois tem um formato pequeno e o material é de qualidade. Carreguei o livro na bolsa durante vários dias e não estragou nada!

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Eu amo a imensidão de materiais que temos disponíveis hoje sobre o tema feminismo. É possível conhecer conhecer realidades diferentes, entender nossa sociedade e nossa história.

Apesar de já ter lido muitos desses materiais disponíveis eu nunca tinha tido contato com algo que tivesse o mesmo enfoque dado pela autora. A formação de Márcia Tiburi é em artes plásticas e filosofia e acredito que isso tenha sido um fator importante para me apresentar a uma realidade e aspectos do feminismo que eu antes não tinha conhecimento ou não tinha feito as devidas relações.

“A lógica patriarcal sempre culpa as mulheres pelos erros dos homens, sem assumir que os homens podem ser os culpados pelos erros das mulheres.”

A todo momento a autora traça um paralelo entre o feminismo, sociedade patriarcal e ao capitalismo. Como nasceram, se desenvolveram e perpetuaram o sufocamento de inúmeras histórias femininas ao longo dos séculos.

Assim como em Ridículo Político, Márcia se comunica de uma maneira que, para mim, é um pouco difícil de eu me acostumar. Eu sempre acho que ela complica um pouco um conceito ou uma ideia que poderia ser transcrito de uma maneira bem simples. Mas entendo que tudo depende do público com o qual ela deseja se comunicar.

Por isso, não espere uma leitura fluida, que passa voando como os livros da Chimamanda por exemplo. Eu comparo as duas pois ambas escreveram livros sobre o mesmo tema e os dois trazem propostas similares por serem de formato pequeno e possuírem poucas páginas.

Feminismo Em Comum foca muito mais no aspecto social e traz uma visão mais técnica sobre o assunto. Eu esperava mais porém o livro me apresentou relações entre nossa sociedade e o feminismo que eu nunca havia pensado. É bem aquela perspectiva que você só teria numa aula de filosofia das boas, sabe? Dessa maneira, aconselho muito a leitura para quem se interessa pelo assunto.

“O patriarcado sempre legislou sobre as mulheres, sempre quis dizer o que era melhor para elas – assim como o sistema faz com que as pessoas marcadas como negras, pobres ou diferentes em geral. O feminismo nos convida a deixar que as pessoas oprimidas, coagidas e humilhadas possam falar sobre si mesmas e sejam ouvidas.”

Pontos positivos: a autora traz um enfoque do feminismo diferente do que se vê mais comumente. Além disso, é uma leitura enriquecedora e rápida.
Pontos negativos: é um pouco repetitivo.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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