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Resenha: Fortaleza Impossível

Livro: Fortaleza Impossível
Autor: Jason Rekulak
Editora: Arqueiro
Rating: [rating=3]
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Até maio de 1987, Billy Marvin – um garoto de 14 anos que mora numa pequena cidade em Nova Jersey – é definitivamente um nerd feliz.

Ele e seus amigos inseparáveis, Alf e Clark, passam as noites se empanturrando de biscoitos e milk-shakes diante da TV, assistindo a filmes e conversando sobre música, cinema e seriados. Com a mãe trabalhando no horário noturno e a casa toda para si, Billy vara a madrugada fazendo aquilo que mais ama: programando videogames em seu computador.

Mas então a Playboy publica as fotos escandalosas de Vanna White, a famosa apresentadora de TV por quem os três são fascinados. Como ainda não são maiores de idade para comprar a revista, eles planejam um ousado assalto para roubá-la. É quando Billy conhece a brilhante, enigmática e também nerd Mary Zelinsky, e tudo começa a mudar…


Capa & Diagramação

Gostei tanto dessa capa! Ela insere vários elementos-chave do livro de forma bem inteligente. Adoro as cores, o texto na diagonal e a ilustração! A diagramação interna também é bem legal pois a entrada de cada capítulo vem com uma série de códigos de programação de games.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Os anos 80 são um território fértil para os autores que querem criar uma boa história mexendo com sentimentos de nostalgia dos leitores. E para fazer isso os autores podem explorar uma infinidade de coisas diferentes, vide sucesso de Stranger Things, That’s 80’s Show e uma batela de videoclipes, músicas e filmes que trazem referências muito fortes dessa década. Eu confesso que não é minha década favorita mas como as modas e tendências duravam mais, curto várias coisas dos anos 80 que acabaram fazendo parte da minha infância no comecinho dos anos 90.

A sacada de trazer para o foco do livro uma turminha jovem que quer resolver um problema banal e acaba se deparando, acidentalmente, com algo muito maior é garantia de aventura, diversão e muito humor. Esse é o tipo de livro leve, que vai te divertir e te entreter por horas a fio. Caso você tenha vivido nos anos 80 ou, pelo menos, no início da década de 90, provavelmente, vai bater aquele sensação de se aventurar com seus amigos que você não tem há bastante tempo.

Apesar dessa sensação nostálgica que permeia o livro, o enredo não me supreendeu. A construção de personagens é boa e os capítulos curtos tornam a leitura bem mais dinâmica mas mesmo assim acabei demorando para ler porque eu não tinha curiosidade de saber o que aconteceria em seguida. O livro não me prendeu e acabei me forçando a terminar a leitura. Achava um ou outro momento interessante mas eles não conseguiram sustentar o livro.

Tenho a sensação de quanto mais consumimos materiais que fazem referências aos anos 80 mais exigentes vamos ficando em relação a eles. Acho que isso acontece com qualquer temática na verdade. Se fosse um dos primeiros materiais que eu consumisse com esse temática com certeza teria exigido menos da obra e me sentido mais satisfeita.

“— Ele precisa de um projeto de vida — disse o diretor. — Trabalhar sem um projeto é apenar girar engrenagens. Um desperdício de energia.”

Contudo, ainda sim me diverti com a leitura e aconselho para quem ainda não consumiu muitos materiais com essa temática. Apesar e a história ser fraca, nada paga o sentimento delicioso da nostalgia, da inocência a das lembranças de quando a vida era bem mais simples.

Durante a leitura você TEM que experimentar o jogo criado para o livro pois ajuda muito a entrar no clima. Dá muita saudade desse joguinhos mais!

Pontos positivos: tem aquele clima de Sessão da Tarde e de nostalgia para quem viveu nos anos 80 ou início dos anos 90.
Pontos negativos: é bem clichê e, às vezes, bem bobinho. Só indico para quem curte muito livros desse tipo.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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