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Resenha: O Príncipe Corvo

Livro: O Príncipe Corvo
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Rating: [rating=4]

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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil.
Em que ela deve fazer o inimaginável…
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude.
E encontrar um emprego.
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.


Capa & Diagramação

Eu não sei se vocês já toparam que esse livro numa livraria porque ele chama muuuuita atenção. Amo os detalhes em dourado e amo como ele foge do padrão das capas de romances épicos. A diagramação interna é bem limpa e normalzinha. O livro é o primeiro de uma trilogia e as outras capas serão tão bafônicas quanto essa. Espera só pra ver!

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Peço licença para todos os fãs de carteirinha da Julia Quinn mas acho que tenho uma nova autora de romances épicos favorita. Achei que a Elizabeth Hoyt é um ponto bem fora da curva do cenário do gênero atualmente.

Elizabeth aborda os romances que eu adoro ler de uma maneira mais inteligente e menos óbvia. Não vou te dizer que não o livro não tenha clichês mas a autora se utiliza deles de maneira diferente. Difícil explicar porque a sensação de novidade é o que permeou todo o livro para mim que estava acostumada a ler o padrão repetitivo das outras autoras.

Confesso que sempre que leio esses romances o que eu procuro de verdade é um romance água com açúcar, sem cenas picantes, bem no jeito de Orgulho e Preconceito mesmo. Mas como não consigo achar procuro os romances épicos. Por isso, achei algumas insinuações sexuais bem repentinas e, para mim, poderíamos ter passado sem várias delas.

Tirando isso, é impossível não se deixar cativar pelos dois personagens principais! A força da personagem de Anna Wren, que é responsável pelas finanças da sua casa desde que seu marido faleceu, é inspiradora. Adorei todos os momentos em que Anna desafiou recomendações sobre o que uma mulher não poderia fazer (ou não deveria fazer). Arrumou emprego, frequentou lugares “proibidos” para mulheres direitas. Tudo isso de maneira bem discreta, não em um ato de rebeldia mas só por não concordar com o lugar que a sociedade a colocava. Isso elevou o livro a um patamar mais alto para mim.

“— É tão mais fácil simplesmente fazer o que as pessoas esperam de você, Anna.
— Pode ser mais fácil, mas não é necessariamente a coisa certa a fazer, mãe.”

Outra coisa super legal é que na abertura de cada capítulo o leitor acompanha um trecho de um conto sobre um príncipe corvo. É uma história contida em um livro da biblioteca do conde de Swartingham e carrega uns tons de fábula com lições e romance.

O final é um pouco repentino mas nada que estrague o fluxo e o equlíbrio perfeito entre o romance leve e as pitadas de humor que divertem o leitor.

Pontos positivos: equilibra romance e humor de uma maneira muito positiva.
Pontos negativos: o vocabulário da autora me incomodou em certos momentos, me retirando repentinamente do clima de romance do livro.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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