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Resenha: Outlander – O Resgate no Mar – Parte I

Livro: Outlander – Resgate no Mar – Parte I
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Rating: [rating=4]

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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar?


Capa & Diagramação

Eu não gosto muito das capas dessa série e essa é a que eu menos goste. Não acho que elas fazem justiça a qualidade do conteúdo. A diagramação interna, no entanto, me agrada pois é simples, confortável de ler e traz uns símbolos e bem característicos na divisão de cada parte.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

O Resgate No Mar é o terceiro livro da série Outlander e, aqui no Brasil, foi dividido em 2 partes. Muita gente é contra essa divisão, dizem que a única utilidade disso é faturar mais porém, eu aprovei a decisão. Os dois livro anteriores quem têm entre 700 e 800 páginas foram bem incômodos de ler na minha opinião. Não é o tipo de livro que você pode colocar dentro da bolsa e nem é confortável para ler na cama. Então, no caso de O Resgate No Mar, o primeiro livro ficou com 600 páginas e o segundo tem um pouco mais. Ainda assim ficaram livro grandes mas a divisão não afetou a diagramação. Os tamanhos de fonte e espaçamento permanecem os mesmos para propiciarem uma leitura confortável.

Eu lembro que quando eu terminei a leitura do primeiro livro (leia o que eu achei dos dois livros anteriores), eu não estava muito animada para começar a leitura do segundo. Não gostei da forma com que a autora concluiu o primeiro volume. As soluções dadas aos maiores impasses foram bem fracas. O início da leitura do terceiro foi bem diferente pois A Libélula no âmbar (segundo volume) terminou de uma maneira incrível!

Iniciei a leitura de Outlander #3 toda animada para saber que destino a autora daria aos personagens naquele ponto do enredo mas história demorou para engrenar. É só pela metade do livro que as coisas começam a ter uma certa definição. A primeira metade é porém muito importante para situar o leitor quando as coisas ficam um pouco mais rápidas. Sem contar que vai crescendo uma expectativa que é muito valiosa na leitura.

Um aspecto da escrita da Diana que eu tinha uma relação de amor e ódio antes se consolidou melhor na minha cabeça agora. O fato de ela se alongar muito na descrição e nos diálogos me incomodava um pouco antes mas após a leitura do terceiro volume passei a enxergar isso de uma outra maneira. O fato de ela se estender em tudo me traz um senso de conhecimento dos cenários e, principalmente dos personagens, de forma como nenhum outro autor consegue. Quem já leu algum livro dela sabe que escreve diálogos e cenas em geral super longas que parecem não ter função específica no desenvolvimento do enredo mas que, agora eu percebo, inserem o leitor nas situações de modo único.

Minha personagem preferida ainda continua sendo a Claire e adorei conhecer cada vez mais a Brianna e o Roger durante a leitura. O Jamie está na mesma na minha opinião. Ele é parte essencial da história mas eu não tenho essa coisa com ele como muitos fãs da série tem. Gosto dos toques de realidade que a autora insere no personagem dele. É o tipo de cara perfeito “só que não”. Dá um ar super divertido para a história e para a dinâmica do casal. É bem mais perigoso eu me decepcionar com o Claire que com ele já que eu coloco muito mais expectativas nela. Mas não tem como negar que, ao meu ver, eles são partes de um todo e o que acontece com qualquer um dos dois afeta muito a percepção (e as emoções) dos leitores. Foi muito bonito ler o casal se redescobrindo, de uma maneira mais madura, mais apaixonada até e, eu diria, mais atribulada hehehe!

“Será que algumas pessoas são fadadas a um grande destino ou a grandes feitos? Ou será apenas que elas nasceram com essa enorme paixão e, quando se veem nas circunstâncias favoráveis, as coisas acontecem?”

Quanto ao Frank, outro personagem que a autora trabalhou tanto para que não fosse vilanizado nos primeiros volumes, foi desprezado no terceiro livro. Ele quase não foi citado e, quando foi, fazia parte de uma solução simples e bem pobre, tirada do nada pela autora. Por outro lado, a história promete para a personagem da Brianna! Eu quero saber como ela vai entrar nesse universo e como sua história vai ser desenvolvida. Tenho muitas expectativas com relação a personagem dela.

Justo quando eu achei que já conseguiria prever as “artimanhas” de escrita da Diana ela me deu cada tapa na cara! As cenas que eu achei que ela prepararia alguma coisa épica ou foram bem comunzinhas ou feitas de uma maneira completamente diferente do esperado. Em compensação, algumas cenas que para mim não teriam importância nenhuma ela acabou construindo todo um significado especial e acabou me impactando. Para mim, esse livro foi repleto de fatores surpresas e me fez que virar fã oficial da autora. Antes eu ficava em cima do muro mas agora me declaro fã. Tomara que eu não mude de ideia porque ainda tem muita história por vir e ela tem um histórico de brincar com o coração dos leitores. Não sei se estou preparada!

Pontos positivos: continuação de uma das melhores séries de fantasia e romance do momento.
Pontos negativos: tem gente que acha o livro muito longo (eu gosto). Se esse é o seu caso você pode assistir a série que traz soluções diferentes mas mantém o padrão do livro.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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