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Resenha: A Menina da Neve

Resenha: A Menina da Neve

Livro: A Menina da Neve
Autor: Eowyn Ivey
Editora: Novo Conceito
Rating: [rating=4]
Skoob
Goodreads


Sinopse
Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.


Capa & Diagramação

Eu não gosto muito dos detalhes em vermelho nessa capa pois são muitos simples e sólidos em comparação com o resto do desenho que é carregado de nuances, sombras e texturas. A combinação do branco e do azul traz a atmosfera mágica que eu senti enquanto lia sobre o Alasca. Parece que dá até para tocar os floquinhos de neve. A diagramação interna é limpa com detalhes bem delicados.

Resenha: A Menina da Neve

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Nem sabia da existência desse livro até a Novo Conceito iniciar a campanha de divulgação que trazia imagens lindas de morrer! Aquilo chamou a minha atenção muitas vezes nas redes sociais e ao ler a sinopse fiquei com bastante vontade de ler.

O enredo demora a engrenar e acho que demorei para entrar no clima do livro. A maior parte da história se passa em temperaturas abaixo de zero e durante meus dias de leitura Belo Horizonte estava registrando as temperaturas mais altas do ano.

Resenha: A Menina da Neve

Depois de um certo ponto eu percebi que o livro todo seria mais parado e teria um ritmo mais lento mas que se não fosse assim a história perderia parte da sua delicadeza e de sua simplicidade. O ritmo mais lento retrata bem o isolamento do casal que decidiu se mudar para o Alasca e as dificuldades encontradas para aprender a lidar com o plantio e com a vida no campo e, principalmente, lidar com os ciclos da natureza influenciada pelo frio constante.

“Era fantástico e impossível, mas Mabel sabia que era real — ela e Jack a tinham feito com neve e galhos e capim congelado. A verdade a impressionou. A criança não apenas era um milagre, como também era criação deles. E ninguém cria vida e a abandona.”

A maneira as angustias e as frustrações da vida do casal foi retratada é o que tem de mais precioso nesse livro. Já conheci várias histórias de casais que queriam muito um filho porém por fatos do destino isso não foi possível. Essa necessidade do ser humano, pura e simples, de amar outro ser, cuidar dele e protegê-lo é linda e inspiradora e eu sempre me comovo quando casais não conseguem se realizar dessa maneira.

Outro fator que me fez gostar do livro é o mistério da menina que, ao meu ver, não foi resolvido. Ao meu ver, algumas indagações ainda ficaram no ar e essa incerteza me fez gostar muito do final. A autora foi mais longe com a história da garota quanto eu gostaria mas gostei do fato de que o mistério perdurou até as últimas páginas.

Resenha: A Menina da Neve

Indico a leitura mas gostaria de desde já avisar que se trata de um livro mais lento, com dramas especialmente comoventes e um pouco de mistério e romance. Não tem como não aprovar uma história tão singela de amor incondicional e com cenário tão fantástico como o Alasca!

Resenha: A Menina da Neve

Você vai gostar se: neve, mistério, drama.
Não leia se não gosta de: histórias lentas.
Ideias centrais: neve, criança, casal, isolamento.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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