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Resenha: Batendo à Porta do Céu

Resenha: Batendo à Porta do Céu

Livro: Batendo à Porta do Céu
Autor: Jordi Sierra i Fabra
Editora: Biruta
Rating: [rating=5]
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Sinopse
Uma jovem estudante de medicina decide abrir mão de seu conforto, de sua família e de seu namorado para trabalhar como voluntária em um hospital na Índia, durante as suas férias de verão. Em sua jornada, Sílvia conhece as peculiaridades de um país muito diferente do seu, convive com a pobreza e conhece pessoas que se tornarão muito especiais e importantes em sua vida, como o voluntário Leo, a médica Elisabet Roca, as pequenas Viji e Narayan e o misterioso Mahendra.
Inspirado em um caso trágico de uma voluntária espanhola, Batendo à Porta do céu expõe as reflexões da jovem Sílvia ao se deparar com a precariedade da infraestrutura indiana, as perdas, o medo e si própria. Sílvia mergulha em um momento de autoconhecimento, em que se questiona sobre o amor e suas variações, sobre a importância do apoio da família e sobre o valor da vida. Sua vontade de evoluir como médica cresce, ao mesmo tempo em que suas convicções vão sendo fortalecidas.
De forma cativante, o autor Jordi Sierra i Fabra sensibiliza o leitor com suas indagações, e também com a realidade indiana, que se contrasta tanto com a vida da jovem espanhola.


Capa & Diagramação

Eu consigo ficar olhando e olhando esse livro por vários minutos! As diagramações da Editora Biruta são perfeitas e esse livro não é exceção. A orelha do livro é grande e a guarda (parte de dentro da capa) é simplesmente linda! As transições de “fases” da história também trazem páginas decoradas. Eu tenho a impressão de que as páginas são ligeiramente rosadas já que não são brancas nem são como as amareladas comuns.

Resenha: Batendo à Porta do Céu

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Pedi esse livro à Editora Biruta pois queria conhecer alguns dos livros mais “maduros” do catálogo. A obra me surpreendeu em beleza estética e, ainda mais em conteúdo!

Eu morro de vontade de conhecer a Índia mesmo sabendo da miséria, da falta de segurança e falta de condições humanas para se viver e até mesmo para se visitar. A magia da cultura, da religião e a força do povo é o que me motiva a conhecer o lugar ainda que as condições sejam precárias.

Resenha: Batendo à Porta do Céu

Me surpreendi ao saber (ao final da leitura) que quem escreveu o livro foi na verdade um homem pois as nuances de ser uma jovem mulher vivendo vários dramas diferentes foi captada de forma delicada e suave.

“Às vezes tenho medo de que a vida passe muito rápido, sem me dar tempo de fazer tudo o que quero. Outras vezes tenho medo de ser inútil, o que seria terrível pra mim. Não quero chegar ao último suspiro sem ter esgotado minhas possibilidades, sem saber que minha passagem pela Terra valeu a pena. Quero morrer saciada, e este, infelizmente, é um mundo que necessita que muitas pessoas se dediquem a ele.”

A trajetória de Sílvia é uma lição de vida inspiradora e poética. O autor combinou de forma harmoniosa a confusa fase de escolhas profissionais, autoconhecimento e descobrimentos amorosos com o que a Índia tem de melhor e pior a oferecer.

Jordi Sierra conseguiu unir vários temas que são comumente explorados como problemas familiares, dúvidas amorosas, relação com a morte e com a doença e descoberta de outras culturas de forma totalmente livre de clichês. O livro não traz grandes emoções e momentos épicos mas de maneira alguma eu diminui meu ritmo de leitura durante toda a história.

Resenha: Batendo à Porta do Céu

A escrita de Jordi é um deleite de tão suave mesmo tratando de temas fortes e sérios. O final foi diferente do que eu imaginei e mesmo assim me agradou pela simplicidade e pelo crescimento pessoal de cada personagem. Esse livro virou meu queridinho e não poderia dar menos que cinco estrelas!

Resenha: Batendo à Porta do Céu

Você vai gostar se: histórias inspiradoras, superação, aprendizagem.
Não leia se não gosta de: Índia, livros sem muita ação.
Ideias centrais: Índia, hospital, trabalho voluntário.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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