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Resenha: Azul da Cor do Mar

Resenha: Azul da Cor do Mar

Livro: Azul da Cor do Mar
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Rating: [rating=4]
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Sinopse
ACASO, DESTINO ou LOUCURA? No caso de Rafaela, Pode ser tudo isso junto. Para alguém como ela, nada é impossível. Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez… A idéia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida. Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando de Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do Mundo. Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços -, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa… E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego. Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão.


Foi com muito pesar que há alguns meses eu escrevi a resenha do primeiro lançamento da autora Marina Carvalho, Simplesmente Ana. Eu tinha muitas expectativas no título pois gostava da temática, fui muito com a cara da Marina, queria muito valorizar essa nova “onda” de escritores nacionais e, pela primeira vez, leria minha cidade inserida numa estória.

Quem leu a resenha sabe que o livro foi uma grande decepção para mim mas que eu nunca descartei ler as próximas obras da escritora pois conseguia enxergar qualidade por trás de tudo que não me agradou. Por isso, quando recebi o exemplar de Azul da Cor do Mar não pensei duas vezes em dar uma segunda chance à autora.

Resenha: Azul da Cor do Mar

Capa & Diagramação

A capa é incrivelmente equilibrada em seus elementos, cores, fontes e desenhos e me ganhou logo de cara. Junto do livro veio um caderninho super útil com uma foto de uma mesa de trabalho na capa. A diagramação do miolo é perfeita com uma fonte de leitura muito confortável e papel de fundo ligeiramente amarelado. Mas o que é apaixonante mesmo são os detalhes dos desenhos de cada início de capítulo e cortes de cena. São desenhos super fofos e simples, bem crus parecendo que foram desenhados a lápis e não foram retocados. O que é muito legal é que os desenhos nunca se repetem.

No início de capa capítulo há, também, uma frase com diretrizes para se escrever um bom artigo jornalístico. Os emails, cartas e bilhetes aparecem em fontes diferentes facilitando muito a diferenciação de cada momento.

Personagens, enredo e impressões gerais

A escrita da Marina é, eu acredito, o que cativa tanto os leitores da moça. É uma escrita bem informal porém sem parecer forçada. Poucos escritores conseguem atingir esse equilíbrio.

Sabe tudo o que eu disse que não gostei em Simplesmente Ana? É tudo ao contrário nesse! A estória já me empolgou logo de cara pois a personagem principal é muito cativante e bem construída. Com base na estória de sua família, suas conversas com as amigas, nos lugares que ela gosta de ir e as roupas que gosta de vestir é possível, aos poucos, construir uma imagem muito nítida de Rafaela.

“O garoto já significou várias coisas para mim. Aos dez anos de idade, era apenas um enigma, um mito, um símbolo de liberdade para uma menina quase enclausurada. Aos doze, eu o imaginava chegando de surpresa na escola, matriculando-se em alguma série mais adiantada e me reconhecendo assim que desse de cara comigo no recreio. Aos dezesseis, eu reparava em qualquer garoto que fosse uns quatro anos mais velho que eu e tivesse olhos azuis.”

Eu achei ela atrevida além da conta em vários momentos. Quem, em sã consciência, chega dando uma dura no seu superior nos primeiros dias do estágio dos seus sonhos? Acho que faz parte das “doidices” dos chicklits!

Adorei ler o ponto de vista da Rafaela sobre o dia a dia dos profissionais de jornalismo e sua relação com os colegas de profissão e sua equipe super divertida. Dessa vez, também curti ver Belo Horizonte relatada no livro mesmo que tenha sido numa versão bem Manoel Carlos da minha cidade, dando destaque para o glamour (bairros ricos, cachorros da moda, carros luxuosos e restaurantes caros).

Resenha: Azul da Cor do Mar

Os defeitos que eu pude identificar são defeitos de qualquer chicklit que eu já li antes. Vocês sabem que esse não é meu gênero literário favorito né? Eu tenho um pouco de aversão às humilhações constantes sofridas pelas mocinhas dos chicklits e esse não foi diferente. De resto achei tudo lindo, empolgante, apaixonante, divertido e fofo!

Você vai gostar se: quer leituras leves e divertidas com pitadas de romance.
Não leia se não gosta de: ver seu personagem preferido passando por situações embaraçosas
Ideias centrais: romance, estágio, Belo Horizonte.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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