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Resenha: Quando eu era Joe

Resenha: Quando eu era Joe

Livro: Quando eu era Joe
Autora: Keren David
Editora: Novo Conceito
Rating: [rating=3]
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Sinopse
Imagine o que é perder, em uma única noite, sua casa, seus amigos, Como é possível viver mentindo sobre todas as coisas? Sua escola e até mesmo o seu nome. Aos 14 anos, Ty presencia um crime bárbaro num parque de Londres. A partir desse momento, tudo muda para ele: a polícia o inclui no programa de proteção à testemunha, e Ty é obrigado a assumir uma vida diferente, em outra cidade. O menino ingênuo, tímido, que costumava ser a sombra do amigo Arron, matricula-se na nova escola como Joe… E Joe não poderia ser mais diferente de Ty: faz sucesso com as meninas, torna-se um corredor famoso… Joe é tão popular que acaba incomodando os encrenqueiros da escola. Ser Joe é bem melhor do que ser Ty. Mas, logo agora, quando ele finalmente parece ter se encaixado no mundo, os atentados e ameaças de morte contra sua família o obrigam a viver no anonimato, em fuga constante e sob a pressão de prestar depoimentos sobre uma noite que ele gostaria de esquecer. Um livro – de tirar o fôlego! – sobre coragem e sobre o peso das consequências do que fazemos.


Fiquei mega animada ao ler a sinopse pois essa estória de programa de proteção à testemunha dá margem para um enredo muito bom!

Então vamos começar pelo começo. A capa. Eu não curti mas tenho certeza que é por pura frescurite de designer. Não gostei das várias fontes chamativas misturadas. Tirando isso a foto é bem legal e o jogo de cores me agrada e chama atenção. A diagramação do miolo é boa, daquelas que não têm nada especial e são feitas para a leitura evoluir rapidamente.

Nos primeiros capítulos eu enxerguei o potencial da estória e para onde eu queria que a mesma caminhasse mas ao decorrer do livro senti que o enredo foi tomando um caminho bem menos emocionante que o que eu imaginei.

A estória é rápida e tem um bom equilíbrio de momentos mais “parados” e momentos importantes. O legal é que o “herói” da vez é um adolescente bem normal e um pouco rebelde. É bagunceiro, pensa muito em sexo, tem umas crises de humor típicas dos adolescentes, faz várias besteiras e etc. Mesmo assim é bem improvável que o leitor não defenda Tyler pois por mais chato e rebelde que ele possa ser ele realmente tenta fazer as coisas de um jeito correto. Quem não se identifica com isso?!

É interessante perceber a diferença que o ambiente exerce em uma pessoa. Ao entrar para o programa de proteção à testemunha Tyler se muda de cidade, de escola e se reinventa. Não apenas fisicamente (mudando cor dos cabelos e dos olhos como foi orientado pela polícia) mas na sua maneira de lidar com as pessoas, na sua confiança, nas oportunidades que aproveita para treinar diferentes esportes e conhecer gente nova.

“Penso se um dia voltarei a ser Ty de novo e poderei dizer: “Uma vez tive que me esconder porque testemunhei um crime. Não foi tão ruim assim quando eu era Joe”. É inimaginável. Isso nunca vai ser algo sobre o que eu poderei falar.”

A relação que o garoto tem com a avó e sua dificuldade de lidar com a mãe reflete muito o perfil de algumas famílias de hoje, onde as mães jovens acabam deixando os filhos durante muito tempo com os avós para que possam trabalhar.

No geral eu não curti o livro como eu imaginei que curtiria. Acho que coloquei muita expectativa na sinopse e não consegui sentir a emoção pretendida pela autora. E olha que vários momentos abrem margem para grandes emoções. Eu que não me senti cativada pela escrita e não consegui entrar no clima sabe?

Você vai gostar se: gostar de protagonistas masculinos, dramas familiares.
Não leia se não gosta de: romances mais secos.
Ideias centrais: adolescência, identidade secreta, polícia.

Gosto de cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

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