Resenha: Estilhaça-me

Livro: Estilhaça-me
Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Rating: [rating=5]
Skoob
Goodreads

Sinopse
Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

Livros: Estilhaça-meConfesso que demorei um pouco para ler esse livro pois além de ter vários outros livros na fila não conseguia evitar e julgá-lo pelo nome. Acho esquisito! E nem é porque a tradução para a língua portuguesa ficou ruim. Realmente não há outra maneira melhor de traduzir o título!

Eu achei que não fosse gostar muito de ler várias distopias mas até agora não enjoei. O mundo em caos, a natureza em decadência e a opressão do governo são fatores que geram muitas estórias interessantes! A estória de Juliette é altamente cativante pois é impossível imaginar a dor da rejeição que ela sofreu da família e dos conhecidos na escola durante toda sua vida. Tamanha rejeição vem do fato de que Juliette não pode tocar ninguém, pois seu toque fere e pode ser letal.

Por esta razão ela é trancada em uma cela sozinha em um lugar onde, segundo ela, é usado para trancar as aberrações. Depois de 200 dias trancada sem nenhum contato com ninguém eis que Juliette ganha um novo companheiro de cela (um garoto que ela conheceu na escola há muitos anos e que também possui uma estória de vida sofrida). Adam é na verdade um soldado (ela descobre mais tarde) e um teste proposto por Warner, posto mais alto de uma espécie de exército, que quer Juliette (e sua habilidade) em seu time.

Warner é um personagem fantástico, o tipo de vilão delicioso de se ler, que mistura momentos de insanidade, fascinação, imprevisibilidade e paixão por Juliette.

O relacionamento de Juliette e Adam por outro lado é meio morno. Não me cativou tanto principalmente pelo fato de ser muito rápido, corrido e pelo fato que de acho normal Juliette se apaixonar por um cara que ela descobre que pode tocar (muito conveniente não?).

O ritmo dessa distopia é bem balanceado com momentos tensos, românticos e de ação bem distribuídos. Juliette não se mostrou uma personagem hiper marcante e o destaque nesse primeiro livro, na minha opinião, é do vilão.

A sequência “Unravel Me“, ainda sem título no Brasil, foi lançada no mês passado nos Estados Unidos e será lançada ainda nesse semestre aqui pela Editora Novo Conceito (ansiosa!). Vou aproveitar a espera para ler o “Destroy Me” (não sei se será lançado em português) e-book que conta, do ponto de vista de Warner, o que aconteceu após o primeiro livro. Não posso falar mais ou spoilers gigantes vão aparecer aqui!

Fato é que recomendo muito se você curte distopias e aposto minhas fichas no sucesso das sequências!

Como sempre coloco uma foto de como imagino alguns dos personagens aqui. Acho que minha ideia de Juliette foi altamente influenciada pela capa, o Warner é criação do minha mente e não sei de nenhum ator que seja muito parecido com ele mas o meu Adam é igualzinho ao Liam Hemsworth! E vocês? Como imaginam os personagens desse livro?

estilhaça-me_adam_liam

 imagem @ ibitimes

By Evelyn

Viciada em farinha láctea, cartões postais, livros e tenho um amor infinito por animais. Pretendo conhecer toda a Europa em breve e, às vezes, gosto de me aventurar na cozinha.

7 comments

  1. eu acho o nome estilhaça-me meio pervertido sabe ahuhsu
    mas enfim
    adorei a sua resenha, eu tenho esse livro há um ou dois meses, mas ainda não criei coragem pra ler
    vou ver se pego ele para ser uma das leituras de março

  2. Esse livro parece ser bem legal! Eu ainda não o li, mas pretendo. Adoro distopias, hehe.
    Beijos,
    alanahomrich.blogspot.com.br

  3. Oiii :)
    Estou com mesma opinião que você sobre uma distopia atrás da outra. Estou lendo a seleção e depois quero ler divergente, mas tô com muito medo de enjoar do gênero.. rs. Esse livro também parece ser interessante e legal. Adorei sua resenha e esse colírio no final. Uaau! rs

  4. Muito boa sua resenha!!!!
    Sou grande fã da Tahereh e acho Estilhaça-me um ótimo livro.
    Pra mim, o Warner lembra mto o Alex Pettyfer, como ele atuou em In Time sabe?? kkkkk
    Beijos

  5. Olá!

    Descobri seu blog enquanto pesquisava imagens das capas da série “Estilhaça-me”. Preciso te dizer, antes de tudo, que ameeeei sua página. Desde a divisão de conteúdo, ao layout e à linguagem leve de seus textos, principalmente nas seções de dicas (Sabe que fiquei perplexa com o quanto sou acumuladora de trecos depois que li o post com 6 dicas para mudar a energia da estante de livros??? rsrsrsrsrsrrs).
    Estou encantada pela distopia de Tahereh Mafi, já li os dois livros e o ebook e estou contando os dias para o terceiro livro!
    Se a série ganhar uma adaptação meu elenco seria assim (com asterisco são meus favoritos):

    Juliette Ferrars
    1) Phoebe Tonkin*
    2) India Eisley
    3) Sarah Deutch

    Adam Kent
    1)Colton Haynes
    2)Brant Daugherty*

    Aaron Warner
    1) Drew Van Acker*
    2) Chris Zylka
    3) Freddie Stroma

    Confesso que no início não sabia para qual dos bofes eu me apegava mais e então tentei focar no dilema da Juliette com seus poderes. E aí, com Destrua-me e Liberta-me (Concordo com vc sobre o quanto os títulos da série são meio toscos!), acabei me apaixonando completamente pela personalidade instável do Warner (Aaron)!

    Bem, novamente parabéns pelo blog! Mas gostaria de fazer apenas uma ressalva: antigamente usava-se “estória” para diferenciar obras ficcionais de obras factuais (história), mas desde a reforma ortográfica de 2002 o termo estória caiu em desuso, passando a vigorar definitivamente em 2009 entre os países Luso-brasileiros “história”, tanto para eventos reais que aconteceram como eventos criados para fins de entretenimento. Antes dividia-se “história” = o que aprendemos na escola e “estória” = de contos de fada (sim, minha professora da faculdade explicou desse jeito! =P #PiriPipiriPiradinha kakakakakakaka), mas agora “história” vale para os dois. Ok? Desculpa bancar a professora Pasquale, mas é só um toque antes que algum mala seja grosseiro com você só por causa disso! #sempretem

    Espero que não se sinta ofendida pela correção. =)

    E mais uma vez, de novo, eternamente: Parabéns pelo blog!

Leave a comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *