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  • livros,  top 5

    TOP 5: Para ler ainda em 2019

    Oi Romantics!

    Agora que estou com quantidades menores de livros para ler das parcerias consigo ter mais flexibilidade fazer novos planos de leitura. Já li bastante coisa legal esse ano mas ainda pretendo ler algumas coisas específicas que vou dividir com vocês.

    O Poder – Naomi Alderman
    Estou amando essa onda de livros de ficção com temática feminista. Quando o autor se pergunta “como seria se…?”, quase sempre ele nos leva a uma jornada de inúmeras perguntas e questionamentos sobre a nossa sociedade e a nossa cultura hoje. É a melhor forma de aliar entretenimento e estudo.

    A Amiga Genial – Elena Ferrante
    Como pode uma autora ter aceitação tão ampla assim? As sinopses dos livros dela não me chamam a atenção mas a opinião geral a respeito das obras da autora me deixa com muita curiosidade.

    Dance of Thieves – Mary E. Pearson
    Finalmente eu terminei a trilogia Crônicas de Amor e Ódio e vou poder começar Dance of Thieves. Gosto bastante dessa autora. Acho sua escrita equilibrada, ponderada e sua maneira de construir personagens incrível. #todomundoamaaLia

    Ano Um – Nora Roberts
    Os lentos literários estão me levando para uma fase de leituras pós-apocalípticas. E eu estou adorando!

    Illuminae – Amie Kaufman e Jay Kristoff
    Não é meu estilo de livro favorito mas a proposta de contar uma história por meio de conversas, documentos, relatórios, bilhetes, etc é muito atraente. Illuminae promete uma experiência de leitura daquelas!

    Dos cinco livros que eu ainda pretendo ler esse ano eu só não tenho um (estou tendo sucesso nos planos de ler os livros da minha estante antes de comprar mais!). E para ter sucesso nos planos de fazer minha conta bancária prosperar eu uso duas técnicas: troco livros pelo Skoob (já falei das minhas trocas aqui no blog) e uso cupons de desconto. Antes de fazer minhas decisões de compras eu sempre dou uma procurada em cupons. O último que usei, encontrei pelo Cupom Válido. Lá tem cupons das lojas que já temos hábito de comprar livros baratos como Submarino, Amazon, Saraiva e Americanas. O bom mesmo é quando consigo aliar uma promoção com o cupom. Dá aquela sensação boa, sabe?

    Me segue lá nas redes sociais porque eu sempre aviso quando vejo alguma promoção boa!

  • livros

    Resenha: Moxie

    Livro: Moxie
    Autoria: Jennifer Mathieu
    Tradução: Ana Guadalupe
    Editora: Verus
    Rating: [rating=4]
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    + Exemplar cedido pela editora para resenha


    Sinopse

    Vivian Carter está cansada. Cansada da direção da escola, que nunca acha que os jogadores do time de futebol estão errados. Cansada das regras de vestuário machistas, do assédio nos corredores e dos comentários babacas dos caras durante a aula. Mas, acima de tudo, Viv está cansada de sempre seguir as regras.

    A mãe de Viv era dura na queda, integrante das Riot Grrrls nos anos 90. Inspirada por essas histórias, Viv pega uma página do passado da mãe e cria um fanzine feminista que distribui anonimamente para as colegas da escola. É só um jeito de desabafar, mas as garotas reagem.

    Logo Viv está fazendo amizade com meninas com quem nunca imaginou se relacionar. E então ela percebe que o que começou não é nada menos que uma revolução feminista no colégio.


    Capa & Diagramação

    Eu já queria ler esse livro bem antes de ler a sinopse. A capa cumpre muito bem o papel de chamar a atenção do leitor pela ilustração, pelas cores e pelo significado que o conjunto causa no possível leitor. O trabalho editorial como um todo segue uma continuidade e fiquei encantada com as ilustrações do miolo (incluí algumas fotos para vocês sentirem um gostinho).

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Você pode até discordar mas eu acredito que essa é a melhor época para ser mulher desde que esse planeta é planeta.

    O acesso ao empoderamento feminino era escasso e extremamente incompreendido. Hoje em dia só não lê sobre feminismo quem não quer. E lendo mais sobre o assunto em diversas fontes de diversos formatos as concepções equivocadas sobre o tema se dissolvem. É uma trajetória difícil e lenta mas que já rende muitos frutos.

    “Me ocorre que ser feminista é isso. Não humanista, igualitarista ou sei lá o quê. Feminista. Não é uma palavra feia. A partir de hoje essa talvez seja minha palavra preferida. Porque na verdade é só isso, meninas que apoiam umas às outras e querem ser tratadas como seres humanos num mundo que sempre encontra um jeito de dizer não.”

    Moxie faz parte da rica coleção de materiais que eu tive a oportunidade de fazer uso e que enriqueceu imensamente meu repertório de leituras feministas. Tive a oportunidade de ler/ver várias coisas ultimamente mas Moxie se mostrou como um dos exemplos mais reais e educadores.

    O feminismo nesse livro vem permeado de um enredo rico, personagens bem construídos e um cenário muito verossímil. O livro narra as descobertas de uma adolescente em amadurecimento, seu lugar como filha e como mulher na sociedade. “Descobrir” o feminismo é uma coisa, enxergá-lo a sua volta é outra e lutar para combater o patriarcado é oooooutra completamente diferente.

    “Continuamos marchando, tropeçando nas ameaças do diretor Wilson e nos avisos dos nossos professores. Marchamos porque essas palavras merecem ser pisoteadas. Atropeladas. Reduzidas a pó. Marchamos de All Star e de chinelinho colorido e até de salto alto. Nossas pernas se movem, nossos braços balançam, nossos lábios formam linhas tão retas e tão afiadas que você precisa tomar cuidado para não se cortar.
    Talvez a gente queira que você se corte.”

    O desafio enfrentado por Viv é o que deve inspirar o leitor de Moxie. Cada um, do seu jeito, deve se impor, mesmo que em pequenas atitudes, e ajudar mulheres oprimidas, alertar homens opressores e lutar por um mundo mais igualitário. Minha fala foi super clichê mas juro que o livro não é assim. Ele tem uma “pegada” jovem e leve.

    O elemento coming of age e a relação de Viv com sua mãe é um ingrediente único nessa história. Indico para todos que gostam de livros jovens sem mimimi, que curtem ler sobre feminismo, empoderamento feminino e gostam de histórias inspiradoras.

    Pontos positivos: leitura leve, repleta de empoderamento feminino, traz fatos e situações verossímeis, temática adolescente mas é uma leitura para todas as idades.
    Pontos negativos: se você não curte muito essa história de empoderar as mulheres e lutar por uma sociedade igualitária vai detestar essa leitura. Mas se esse é o caso saiba que a luta das feministas é para que as mulheres tenham os mesmos direitos que já foram garantidos a você desde que nasceu. E que elas não detestam homens, tá? ;)

  • livros

    Resenha: O Milagre

    Livro: O Milagre
    Autoria: Emma Donoghue
    Tradução: Vera Ribeiro
    Editora: Verus
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    Irlanda, 1859. Anna O’Donnell, de onze anos, se recusa a comer e, apesar disso, sobrevive há meses, aparentemente sem graves consequências físicas. Um milagre, dizem os habitantes do vilarejo profundamente enraizado na fé católica. Mas quando Lib Wright, uma jovem e cética enfermeira inglesa, é contratada para vigiar a menina noite e dia, os acontecimentos seguem um rumo diferente.

    Anna começa a definhar, diante da passividade de todos e da impotência de Lib. E assim cresce o mistério ao redor dessa família pobre de agricultores, que parece envolta em mentiras, promessas e segredos. O que o mundo está testemunhando é uma fraude sofisticada, ou uma revelação do poder divino?

    Escrito com a tensão que fez de Quarto um best-seller mundial, O milagre é uma história sobre duas estranhas que transformam a vida uma da outra, além de um poderoso thriller psicológico e uma narrativa sobre como o amor pode vencer o mal em suas mais diversas formas.


    Capa & Diagramação

    A capa é bem bonita, gosto com as cores se harmonizam e do destaque para a figura da árvore que tem certa importância no livro. Não dá para deduzir nada sobre o enredo pela capa mas mesmo assim acredito que ela cumpre seu papel de atrair o leitor. A diagramação interna é proporciona uma leitura confortável apesar de poucas quebras de capítulos.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Emma Donoghue é autora do livro que deu origem ao filme O Quarto de Jack que é incrível e foi indicado a vários prêmios. Eu não cheguei ter contato com o livro mas ouvi inúmeros elogios quanto à escrita da autora e, após ler a sinopse, me interessei instantaneamente por O Milagre.

    Parece que a autora tem o poder de criar um mistério, um drama e manter o leitor totalmente a sua mercê até que a resolução aconteça.

    A narrativa é contada em terceira pessoa mas as impressões e sensações de Lib nos trazem constantes contrastes entre sua visão inglesa versus visão irlandesa sobre vários aspectos culturais e religiosos. O que ficou mais marcado para mim é o contraste entre o ceticismo da enfermeira e a religiosidade exacerbada encontrada no povoado irlandês também se mostra ao longo de toda leitura. Eu só conseguia imaginar Lib como uma espécie de Mary Poppins, uma cuidadora durona mas com certos traços de amabilidade.

    “— Doutor, a ciência diz-nos que viver sem alimento é impossível.
    — Sim, mas, no início, não serão todas as novas descobertas, na história da civilização, estranhas e excepcionais, quase mágicas?”

    A busca pela resolução do mistério e a agonia de ver uma criança definhando em jejum foram razões que acabaram fazendo com que eu apressasse a leitura. Contudo, os capítulos extremamente longos acabaram por lentificar um pouco a experiência.

    Quando a parte final do enredo se aproxima a leitura ocorre muito rapidamente pois após descobrir o mistério acompanhamos Lib na resolução dele. É aberta uma nova etapa de do desfecho e o fôlego do leitor é renovado.

    Indico para todos os que gostam de um bom mistério e da qualquer livro bem escrito. Consigo imaginar facilmente O Milagre virando um filme de sucesso.

    Pontos positivos: narrativa bem construída e equilibrada.
    Pontos negativos: os capítulos muitos longos lentificam a leitura.

  • livros

    Resenha: your name.

    Livro: your name.
    Autoria: Makoto Shinkai
    Tradução: Karen Kazumi Hayashida
    Editora: Verus
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    Mitsuha é uma estudante que vive em uma pequena cidade nas montanhas. Apesar de sua vida tranquila, ela sempre se sentiu atraída pelo cotidiano das grandes cidades. Um dia, Mitsuha tem um sonho estranho em que se torna um garoto. No sonho, ela acorda em um quarto que não é dela, tem amigos que nunca viu e passeia por Tóquio. E assim aproveita ao máximo seu dia na cidade grande, onde ela adoraria viver.

    Curiosamente, um estudante chamado Taki, que mora em Tóquio, também tem um sonho estranho: ele é uma garota que mora em uma cidadezinha nas montanhas. Qual é o segredo por trás desses sonhos tão vívidos?
    Assim começa a fascinante história de dois jovens cujos caminhos nunca deveriam ter se cruzado. Compartilhando corpos, relacionamentos e vidas, eles se tornam inextricavelmente ligados ? mas há conexões verdadeiramente indestrutíveis na grande tapeçaria do destino?

    A um só tempo divertido e emocionante, Your name. é uma leitura inspiradora, capaz de dançar sobre o tênue fio entre a realidade, o sonho e o sobrenatural, conforme acompanha as inquietações de uma garota e um garoto determinados a se agarrar um ao outro.


    Capa & Diagramação

    O livro tem um formato menor e é bem fininho (186 páginas). O leitor só descobre o significado de alguns detalhes da capa ao decorrer da leitura. Gosto muito da ilustração e do destaque para o nome do livro. A diagramação interna proporciona uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Antes de iniciar a leitura, numa pesquisa rápida, descobri que a obra possui uma versão cinematográfica que, inclusive, é super querida pelo público. Eu não esperava muita coisa do livro até ler vários comentários de pessoas elogiando o filme. Me segurei para não assistir até terminar a leitura (na verdade não assisti até hoje mas estou morrendo de vontade!).

    Apesar dos muitos elogios, comecei a leitura com baixas expectativas, pois o universo dos animes e mangás não me atrai tanto. Eu não tive aquela febre de Pokémon, Cavaleiros dos Zodíaco e Sailor Moon que todo mundo teve. Mas confesso que AMO Sakura Card Captor porque todos os personagens são simplesmente apaixonantes!

    “Musubi é como chamávamos o deus guardião local há muito tempo. “Musubi” significa união. Essa palavra tem um significado profundo. Entrelaçar fios é uma união. Conectar com as pessoas é uma união, e o passar do tempo é uma união. Tudo isso faz parte do poder do deus. Os fios que trançamos são um laço com ele, uma parte do deus. Representam a própria passagem do tempo. Acomodam-se e tomam forma, entrelaçam-se e retorcem-se, às vezes desenredam-se, rompem-se e voltam a se unir. Isso é uma união, isso é o tempo.”

    Mitsuha e Taki são dois jovens que vivem em cidades diferentes, não se conhecem, mas têm “sonhos” em que estão um no corpo do outro. Até este ponto da sinopse, a enredo poderia ser semelhante a muitos outros livros/filmes populares que a gente já cansou de ler/assistir. O desenvolvimento da história, porém, é algo que foge do comum e mistura drama, romance, mistério e muitas lendas japonesas.

    Your Name é um livro curto que começa um pouco lento mas que toma velocidade e intensidade à medida que o enredo progride. A construção dos momentos decisivos e do ápice da história é bem cinematográfica e envolve o leitor na medida certa em cada passagem.

    É uma delícia de leitura, com final satisfatório, um clima de romance profundo porém leve permeados pelo cenário, clima e cultura japoneses. Indico para quem gosta de animes, mangás e/ou para quem gosta de cultura oriental.

    Pontos positivos: enredo bem construído e embebido na cultura japonesa.
    Pontos negativos: quem não gosta de mangá, anime ou cultura japonesa pode não curtir esse livro.

  • livros

    Resenha: Utopia para Realistas – Como Construir um Mundo Melhor

    Livro: Utopia para Realistas – Como Construir um Mundo Melhor
    Autoria: Rutger Bregman
    Tradução: Leila Couceiro
    Editora: Sextante
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    Vivemos uma época de agitação social sem precedentes, com questionamentos sobre a sociedade, o trabalho, a felicidade, a família e o dinheiro, e ainda assim nenhum partido político de direita ou de esquerda nos oferece respostas.

    O historiador Rutger Bregman, um dos jovens pensadores mais aclamados da Europa, apresenta um novo caminho. Nesse livro ele mostra que podemos construir uma sociedade com ideias visionárias que são, de fato, viáveis.

    Cada marco da civilização — do fim da escravidão ao início da democracia — já foi considerado uma fantasia utópica. Mas soluções aparentemente utópicas, como a renda básica universal e a jornada de trabalho de 15 horas por semana, podem se tornar realidade ainda nesta geração.

    Este roteiro para uma utopia revolucionária porém realizável é embasado por estudos e muitos casos de sucesso. De uma cidade canadense que foi capaz de erradicar a pobreza até a quase implementação pelo presidente Nixon de uma renda básica para milhões de americanos, Bregman nos leva a uma jornada através da história – para além das divisões tradicionais entre esquerda e direita – e compartilha ideias prontas para serem postas em prática.


    Capa & Diagramação

    As cores contrastantes e a tipografia chamativa cumprem com o papel de atrair a atenção do leitor para o título. Pessoalmente, adoro capas que trazem como elemento principal e tipografia. A diagramação interna é simples e elegante, proporcionando uma leitura confortável.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu demorei para conseguir vencer essa leitura. A realista (ou melhor, a pessimista) que existe dentro de mim levou um tempo para aceitar que as coisas não estão tão ruins quanto todo mundo imagina.

    Por mais que a gente ache que a humanidade dá um passo para frente e cinco para trás, segundo Rutger Bregman e suas estatísticas apresentadas em Utopia para Realistas, nós estamos sim evoluindo.

    Para você ter uma ideia, segundo o autor, em 1820 cerca de 84% da população mundial vivia numa situação de pobreza extrema. Nos dias atuais, esse número gira em torno de 10%. Doenças que mataram milhares de pessoas, hoje estão erradicadas, a expectativa de vida atual é maior que o dobro da expectativa de vida no ano de 1900. A incidência de assassinatos, roubos e guerras diminuiu muito em relação ao passado.

    Segundo o autor, hoje enfrentamos outro tipos de problema: a falta de utopia. A falta de utopia nos faz perdidos e sem objetivos. Atualmente, as mentes mais brilhantes da humanidade estão pensando em como fazer as pessoas clicarem em um anúncio.

    Bregman também discorre sobre possíveis soluções para a pobreza, sobre os programas sociais. Tudo isso embasados por estudos que são referências de suas áreas. Esse livro é muito mais do que eu conseguiria abarcar numa resenha de blog/instagram. É assunto e discussão para dias e dias!

    Pessoalmente, a leitura serviu para abrir minha mente, expandir minha forma de pensar e mudar meu olhar em relação a algumas coisas. Viver no Brasil, em um bairro pobre, lutando para pagar as contas e vendo barbaridades no noticiário torna essa tarefa bem difícil. Mas não quero ficar limitada apenas ao que eu vejo, escuto e ao que a mídia quer que eu saiba. Tragédia dá audiência, né gente? E eu sinceramente acho que a quantidade de notícias ruins as quais somos expostos diariamente afetam nossa mente de forma negativa. Considero essa leitura como apenas um passo em direção a uma forma mais otimista de ver meus problemas e a situação da humanidade como um todo.

    Pontos positivos: introduz assuntos novos e traz assuntos antigos sob uma nova ótima.
    Pontos negativos: às vezes é difícil compartilhar do mesmo otimismo do autor vivendo em um país com tantas dificuldades primárias como o Brasil.

  • livros

    Resenha: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar

    Livro: Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar
    Autoria: Beth Evans
    Tradução: Giu Alonso
    Editora: Galera Record
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse

    A vida adulta não é fácil. E quem nunca fuxicou as redes sociais de amigos bem-sucedidos, só para se comparar, e acabou se sentindo pior ainda, que atire a primeira pedra.
    Contando suas próprias histórias vergonhosas, e outras mais sérias como depressão e TOC, a autora consegue extrair lições valiosas, sem perder a leveza diante da seriedade de diversos assuntos.
    Este livro é repleto de conselhos amigáveis sobre como cuidar de si mesmo, como procurar ajuda (não importa quais sejam seus problemas) e agarrar-se aquilo que te faz feliz – seja uma banda, seja uma maratona da Netflix. Beth Evans é uma contadora de histórias supercriativa, e seus desenhos complementam suas palavras com um humor único.
    Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar é como um abraço do seu melhor amigo naqueles dias sofríveis. E, como melhor amigo, está aqui para dizer: ‘Você consegue!’.


    Capa & Diagramação

    A ilustração da capa me lembra muito o tamagotchi que eu tinha quando criança hehehe! Adoro a simplicidade e a sensação de que as ilustrações foram feitas no exemplar que eu tinha em mãos. Todas as páginas apresentam uma diagramação diferente e não possuem muita massa de texto.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de Me Sabotar está longe de ser um manual da vida adulta mas serve como um abraço quentinho para os dias em que a gente se sente meio perdido.

    Eu tenho ouvido e lido sobre como nos cobramos de ser bons, de amar o emprego que temos, de cuidar bem da casa, sermos organizados, estarmos presentes para a família e para os amigos, cuidar do corpo e da saúde, ser interessante, ler, ter acesso a cultura e etc. Como damos conta de tudo isso?! Segundo o livro nós não precisamos ser bons em tudo e a prioridade é sempre nossa saúde mental.

    A mensagem fundamental que eu obtive da leitura é de que ninguém sabe direito o que está fazendo e todo mundo está no mesmo barco. Levar a vida com bom humor e se levar menos a sério também são lições implícitas na fala de Beth Evans. A todo momento eu tive a sensação de que ela queria descomplicar as coisas, mostrar ao leitor que ele não está sozinho nos dramas da vida adulta e que aprender a viver na sociedade de hoje está sendo estranho para todo mundo.

    Beth também aborda algumas de suas experiências com ansiedade, TOC e depressão e como isso afetou (e afeta) sua vida. Com muita transparência, ela narra como está sendo o processo de recuperação e controle de sua ansiedade mostrando que apesar de ser um processo lento que representa uma luta diária, é totalmente possível.

    “Errar faz parte da experiência de ser adulto, embora muitas vezes a gente veja os outros como sendo excelentes nisso, sem nunca dar uma mancada. A verdade é mais assim: as pessoas falham, e é falhando que elas aprendem a evitar essas falhas no futuro.”

    A simplicidade das ilustrações e a informalidade dos textos causam ao leitor uma identificação instantânea com a autora. Além de se encaixar no novo estilo de autoajuda, o livro é uma leitura divertida, relaxante e rápida. Perfeito para aqueles dias em que você quer dar um tempo daquela leitura pesada.

    Pontos positivos: leitura rápida, leve, divertida e com uma boa mensagem.
    Pontos negativos: trata de alguns assuntos de maneira muito superficial.