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    Resenha: Roleta Russa

    Resenha: Roleta Russa

    Livro: Roleta Russa
    Autor: Jason Matthews
    Editora: Arqueiro
    Rating: [rating=4]
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    Sinopse
    Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo.
    Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem.
    Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR.
    Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro.


    É com muito prazer que eu venho resenhar o primeiro livro que recebi em parceria com a Editora Arqueiro! Eu adoro os romances dessa editora e todo o cuidado que eles têm com a estética e qualidade dos livros.

    Capa & Diagramação

    Eu não consigo parar de olhar para a capa desse livro! Achei a combinação do uso de cores, da foto, do posicionamento do texto e as fontes muito inteligentes! Me apaixonei de cara pela capa e até hoje não enjoei de olhar pra ela. Fiquei feliz que a editora manteve essa capa pois dei uma pesquisada em algumas capas estrangeiras e não gostei nadinha do que vi! A diagramação do miolo é bem bonita e confortável de ler.

    Resenha: Roleta Russa

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Eu nunca tinha lido nada nem remotamente parecido com esse livro. Eu gosto do tema espionagem mas o único contato que tinha tido com esse tema (que eu me lembre) foi por meio filmes (a.k.a James Bond). Eu nem imaginei que os serviços secretos russo e americano poderiam gerar histórias tão boas. Provavelmente porque eu era totalmente ignorante com relação a esse assunto.

    Assim que tive a oportunidade de ter o livros em mãos descobri que Roleta Russa não seria um livro fraco não! Isso porque o autor, Jason Matthews, sabia muito bem do que estava falando. O cara teve uma carreira de 33 anos como Diretor de Operações da CIA, e sua esposa, que atuou também teve uma carreira longa no mesmo serviço. O que me deixa com a pulga atrás do orelha é saber até onde as inspirações do autor são passíveis de acontecer na realidade e até onde o serviço secreto foi “romantizado” para se encaixar na sua obra.

    “Cortado antes do fim da temporada. Melhor isso do que ser responsabilizado pela morte de um informante, por desvio de recursos ou pela falsificação de relatórios. Ainda sim, um desastre. Nate não sabia ao certo como isso afetaria seu futuro…”

    A trama é, sem dúvida, o que mais me agradou em Roleta Russa! É complexa, cheia de detalhes, reviravoltas e foi, claramente, muito bem pensada e articulada. O nível de descrição de cada personagem, seu passado e suas motivações enriquece a obra de uma maneira singular. Dois detalhes que atrasaram minha leitura foi a quantidade de nomes de origem russa bem complicados. Eu tenho uma memória péssima e não conseguia gravar os nomes pois eram muitos e bem complicadinhos. Mas no final deu tudo certo. Outro detalhe que e atrasou também foi que eu não levava esse livro comigo para todos os lugares para ler em qualquer hora. Isso porque eu não podia estar “meio distraída” enquanto lia pois corria o risco de começar a não entender nada da trama.

    Resenha: Roleta Russa

    Vocês sabem que eu amo personagens femininas fortes né? Dominika é um prato cheio para quem compartilha da minha preferência. Ela tem um passado muito bem consolidado com sua família e uma carreira no balé porém tudo desmorona em certo ponto da história e, apesar de passar por muitos momentos difíceis ela continua forte e segura de uma forma bem realista. O Nate não é um personagem muito forte mas é incrivelmente carismático! A única coisa que deixou a desejar mesmo foi o romance dos dois. Eu tenho em mente que é uma coisa pessoal mas eu não consegui me deixar fisgar pelo romance deles.

    Um ponto legal que dá uma quebrada na seriedade da trama é que no final de cada capítulo o livro traz um box com uma receita de algum prato que figurou naquele capítulo. Confesso que lá pelo final não lia mais as receitas tamanha era a minha curiosidade de saber o que aconteceria em seguida!

    E o final… Mesmo que eu ame um livro o final quase nunca me agrada porque eu sempre queria que as coisas acontecessem de alguma outra maneira. Deve ser muito difícil escrever finais de livros! Mas o final de Roleta Russa foi perfeito! Extremamente inteligente, bem escrito e surpreendente!

    Você vai gostar se: espionagem, James Bond, tramas complexas, personagens femininas fortes.
    Não leia se não gosta de: tramas que não trazem o romance como ponto principal.
    Ideias centrais: espionagem, Estados Unidos, Rússia, CIA, SRV.

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    ÉPICO: A trilogia Divergente

    Epic: Divergente
    Às vezes eu leio livros e mais livros que me distraem, me divertem, mas são só histórias que passam. Quando leio as palavras finais dessas histórias e fecho o livro eles e se tornam um a mais na minha estante, um livro que vou recomendar ou não, que vou comentar em uma resenha ou não e etc.

    Mas algumas poucas vezes na minha vida li obras que afetassem o jeito com que eu enxergasse a vida, as pessoas a minha volta, suas personalidades, motivações e sobretudo minha personalidade e minhas motivações. Poucas obras conseguiram me atingir profundamente, bagunçar com as ideias que havia formado da vida e recolocaram tudo em mim de novo de forma diferente.

    Por isso, este post é uma homenagem e uma data que eu quero deixar marcada aqui no blog. Porque é isso que move o blog. Não as leituras descartáveis mas as poucas leituras que encontramos e que nos fazem diferentes de alguma maneira. É isso que move o meu amor pela literatura. É isso que eu procuro no meio dos numerosos livros que leio. Eu entendo que não acho isso muitos livros (e eu nem quero!). E entendo que cada pessoa é diferente encontra esse tipo de leitura épica em um livro diferente. Tudo depende das experiências pelas quais já passamos, como conectamos a nossa própria vida com a história e das coisas que valorizamos na vida.

    Epic: Divergente

    Hoje eu terminei de ler Allegiant (Convergente aqui no Brasil). O engraçado é que eu não dei nada por essa série. Geralmente eu leio os lançamentos antes de eles virarem assunto de todo mundo mas nessa série em particular li quando ela já estava quente no mundo letrário. Li o primeiro em agosto de 2013 e os outros dois em abril e maio. Eu tive um pouco de dificuldade com a escrita da Veronica no início. Não consegui imaginar os cenários e personagens como ela havia descrito no primeiro volume. Pouco antes de o filme ser lançado comecei Insurgent e levei uma porrada na cara com a qualidade da história, dos personagens e da escrita em geral. Entendi que quando li Divergent eu não tava in the mood para aquele tipo de livro. As distopias estavam no auge naquela época e eu achei que seria só mais do mesmo.

    Anyway, Allegiant foi muito mais do que eu imaginei. Foi mindblowing de todas as maneiras e eu senti que a Veronica conseguiu não se render às pressões do público e da mídia e escreveu exatamente o que ela queria. Sem pressão e sem medo. E eu amei isso! Talvez isso tenha acontecido porque ela escreveu tudo antes de a saga ter muito sucesso. Eu não sei mas a impressão que ficou é que ela é forte e durona assim como a imagem que passou nas entrevistas que tive a oportunidade de assistir.

    Epic: Divergente

    Não era a minha intenção escrever tanto! Só queria deixar marcado essa data e o que eu senti ao terminar essa saga aqui no blog e recomendar a vocês que gostam de ação, aventura, romance e sobretudo de livros que te fazem rever os conceitos e te mudam como pessoa, que leiam a trilogia e que tenham o coração aberto para essa história linda!

    “There are so many ways to be brave in this world. Sometimes bravery involves laying down your life for something bigger than yourself, or for someone else. Sometimes it involves giving up everything you have ever known, or everyone you have ever loved, for the sake of something greater. But sometimes it doesn’t.

    Sometimes it is nothing more than gritting your teeth through pain, and the work of every day, the slow walk toward a better life.

    That is the sort of bravery I must have now.”

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    Resenha: Boneca de Ossos

    Resenha: Boneca de Ossos

    Livro: Boneca de Ossos
    Autora: Holly Black
    Editora: Novo Conceito
    Rating: [rating=5]
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    Sinopse
    POPPY, ZACH E ALICE sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo…


    Capa & Diagramação

    Assim que o livro chegou eu me encantei com a criatividade e o cuidado que a Novo Conceito teve ao enviar esse lançamento aos parceiros. Ele veio embalado em papel pardo com um envoltório preto e uma linha vermelha que trazia pendurada a Boneca de ossos.

    Quando criei coragem de desfazer a embalagem me encantei ainda mais com o livro! A capa, as ilustrações e o trabalho gráfico de maneira geral estavam perfeitos. Não consigo encontrar nenhum defeito nesse aspecto!

    Resenha: Boneca de Ossos

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Gostei tanto do trabalho gráfico que comecei a ler o livro quase que imediatamente. Digamos que ele chegou em boa hora já que o feriado estava por vir. Esse livro é o primeiro lançamento da editora pelo selo #Irado que vai trazer livros para jovem mas que eu com meus 26 anos vou desejar todos! Caso queira saber mais sobre esse novo selo da editora acesse o Portal Irado (que tá com o design lindo!). Vi as fotos desse livro de capa dura, na versão em inglês lá no portal e já tô pensando em comprar. Parece que ele tem ilustrações diferentes dentro.

    Outra coisa que achei legal no selo é que ele vem indicando algumas coisas que você vai encontrar em cada livro. No caso de Boneca de Ossos o selo informa que você encontrará terror, aventura, humor, amor e mistério. Achei super útil para quem vai comprar e não sbe direito o que vai esperar do livro. Espero que a editora mantenha esse padrão para os próximos lançamentos.

    Resenha: Boneca de Ossos

    Anyway aqui vou eu com a minha dificuldade para resenhas livros que eu gosto muito. Já te aviso que vai ser uma resenha estilo fangirl porque eu realmente me apaixonei pela obra e não consegui encontrar defeito nenhum. Nesses tempos em que leio muitos livro de estilos e autores diferentes me encontro cada vez mais exigente (e às vezes até meio cricri!) para com a qualidade da obra em geral. Quando encontro um livro desses que me faz mergulhar em um universo mágico sem me preocupar com a hora, com as distrações em geral, com o número de páginas e etc, eu me desmancho toda.

    Durante a leitura eu me senti de forma similar a que me senti ao ler Coraline. É o tipo de livro fofo e assustador ao mesmo tempo. A boneca me causava arrepios porque eu tenho um certo “receio” com brinquedos. E olha ue eu nem assisti Chuck hein! Mas mesmo assim ela me causava curiosidade e empatia. Eu não queria que nada acontecesse com ela!

    “Zach sentiu frio, e o que tinha comido se agitou em seu estômago. Ele tinha desejado que o fantasma fosse real, mas, quanto mais real Eleanor parecia, mais assustado ele ficava. Ele tentou não olhar para a Rainha. Tentou não pensar no que significava ela parecer faminta. Tentou não reparar que as bochechas dela pareciam mais rosadas naquele dia, como se ela estivesse se alimentando de outra coisa, não donuts”

    As ilustrações foram um fator determinante para eu criar todo esse universo e a imagem dos personagens na minha cabeça. Eu tiro o chapéu um milhão de vezes para a responsável pelas ilustrações Eliza Wheeler por incrementar o livro com esse estilo maravilhoso! Encontrei o facebook dela e descobri que ela já ilustrou vários livros.

    Resenha: Boneca de Ossos

    Toda a beleza estética combinada com a narrativa de uma autora que não é nenhuma iniciante na arte da escrita resultaram nesse livro apaixonante e sombrio. Holly Black já escreveu best-sellers e é a autora de As Crônicas de Spiderwick, que ficou famoso pelo filme.

    Aconselho muito que vocês vejam o hotsite que ficou MARAVILHOSO!

    Você vai gostar se: gosta de mistério, aventuras, sobrenatural, leituras rápidas, Coraline.
    Não leia se não gosta de: tem terror de bonecas (mas é bem levinho viu?) e não gosta de livros juvenis.
    Ideias centrais: boneca, sobrenatural, amizade, ilustrações.

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    Resenha: O Começo de Tudo

    Resenha: O Começo de Tudo

    Livro: O Começo de Tudo
    Autora: Robyn Schneider
    Editora: Novo Conceito
    Rating: [rating=5]
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    Sinopse
    O garoto de ouro Ezra Faulkner acredita que todo mundo tem uma tragédia esperando ali na esquina – um encontro fatal depois do qual tudo o que realmente importa vai acontecer. Sua tragédia particular esperou até que ele estivesse preparado para perder tudo de uma vez: em uma noite espetacular, um motorista imprudente acabou com a perna de Ezra, com sua carreira no esporte e com sua vida social.

    Depois que perdeu o favoritismo ao posto de rei do baile, Ezra agora almoça na mesa dos losers, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de qualquer pessoa que Ezra tenha encontrado antes – melancólica e com uma inteligência mordaz.

    Juntos, Ezra e Cassidy descobrem flash mobs, tesouros enterrados e um poodle que talvez seja a reencarnação do Grande Gatsby. À medida que Ezra mergulha nos novos estudos, nas novas amizades e no novo amor, aprende que algumas pessoas, assim como os livros, são difíceis de interpretar. Agora, ele precisa considerar: se uma tragédia já o atingiu, o que poderá acontecer se houver mais infortúnios?

    O Começo de Tudo é um livro poético, inteligente e de cortar o coração sobre a dificuldade de ser o que as pessoas esperam, e sobre começos que podem nascer de finais trágicos.


    Capa & Diagramação

    Eu ouvi um certo burburinho de satisfação por aí com relação à capa desse livro. Comigo não foi diferente pois fiquei super animada! Quando eu gosto muito da capa de um livro eu não preciso nem de ler a sinopse antes de começar a ler. Eu não sei quanto a vocês mas eu gosto muito de mergulhar em um livro sem saber direito em que estou “me metendo”!

    Amei a capa mas apesar de achar a ideia do desenho super condizente com a premissa do livro eu achei ela um pouco alegre demais e incompatível com o tom mais triste que eu percebi na maior parte da leitura. Ainda sim é uma capa linda, que chama muita atenção e que conservou todas as características da capa original. A diagramação do miolo é limpa, sem muita informação do jeito que eu gosto.

    Resenha: O Começo de Tudo

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    No caso desse livro eu me joguei de olhos fechados. Confesso que demorei para lê-lo porque não estava conseguindo ter tempo e concentração o suficientes para sentar e ficar horas lendo. Mas não tem nada a ver com a qualidade da história nem nada. Era um momento de dificuldade minha mesmo.

    O primeiro fator apaixonante nesse livro são os personagens. Wow! Eu sou o tipo de leitora que tenho um pouco de dificuldade de imaginar algumas coisas como personagens secundários (principalmente se são muitos!). Por isso, um dos fatores que eu levo em consideração para medir a qualidade dos livros (segundo meus parâmetros tá gente?) é a minha facilidade ou não de imaginar tudo nos mínimos detalhes. Eu não fico pensando nisso durante a leitura. Minha imaginação vai funcionando (ou não!) durante a leitura e criando a imagem, os trejeitos e os cenários com o subsídio no que o autor me oferece. É isso que me encanta tanto na literatura! A construção conjunta do leitor com o autor! É poder ler várias resenhas de um mesmo livro e ver tantas reações e percepções diferente de uma mesma história! Vou parar de divagar e continuar com essa resenha.

    Durante a leitura do primeiro capítulo eu tinha certeza que a leitura seria super leve e teria um tom mais divertido e cômico. Minha primeira constatação continuou sendo verdade mas quanto à parte do “cômico” eu estava enganada.

    Consigo dividir o livro em três momentos. O início que apresenta o personagem principal Ezra Faulkner (adorei o nome!) e seu entorno. A segunda parte se desenrola em um romance lindo, super cativante, que me fez marcar o livro inteiro com momentos e citações que valem a pena reler. E a terceira parte com um tom mais triste, lições de vida, reviravoltas e revelações.

    “Ela tinha gostinho de tesouro escondido, balanços e café. Tinha gostinho de fogos de artifício, de coisa que a gente podia apenas chegar perto, mas nunca ter.”

    A autora conseguiu abrangir vários aspectos da vida de um adolescente que passa por transformações, começa a perceber a vida como um adulto, recebe umas “chapuletadas” da vida que não são específicas da idade, tem problemas com a família e conhece o amor.

    O ponto alto do livro para mim foi a personagem que se envolve amorosamente com o Ezra, a Cassidy Thorpe (todos os nomes são muito bons!). Em um certo momento do livro, ela ganha todos os holofotes, pois ela é apaixonante, divertida, energética e afeta a vida de Ezra fazendo-o pensar de modo diferente, viver coisas novas e enxergar tudo de modo renovado. Além disso tudo, sabemos que ela carrega um mistério pois nunca fala direito de sua família e transparece ao leitor que ela está passando por uma crise que não quer revelar a ninguém.

    Outro aspecto que eu não posso deixar de abordar nessa resenha são as citações e as situações super atuais criadas pela autora para envolver a história. Não dá para contar nos dedos das mãos as várias citações a Harry Potter, video games, séries que acontecem durante o livro. E um momento que coube na história de forma muito natural e que gera uma cena memorável para mim aconteceu durante um flashmob em um centro de compras.

    Resenha: O Começo de Tudo

    Falando na autora, ao ver a foto dela no orelha do livro eu tinha a certeza de já ter visto aquele rosto em algum lugar. Pesquisei seu nome e descobri que ela tem um canal no YouTube que fala de literatura em geral. Estou seguindo ela em todas as redes sociais agora porque ela é bem ativa na internet!

    O final para mim foi surpreendente e poético e continuou a altura de tudo que eu mais valorizei no livro. Por isso eu indico muito, muito essa leitura para qualquer pessoa que goste de uma boa história e ame personagens profundos e cativantes.

    Como de costume eu mostro para vocês a aparência que a minha mente impôs aos personagens na minha cabeça hehehe!

    Resenha: O Começo de Tudo

    Nat Wolff | Felicity Jones

    Você vai gostar se: curte romances, finais improváveis, histórias coming of age.
    Não leia se não gosta de: histórias sobre adolescência, crescimento e romance.
    Ideias centrais: acidente, romance, adolescência.

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    Resenha: Outros Reinos

    Resenha: Outros Reinos

    Livro: Outros Reinos
    Autora: Richard Matheson
    Editora: Bertrand Brasil
    Rating: [rating=5]
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    Sinopse
    1982. Famoso por sua série Meia-noite, o escritor Alex White, que adotou o nome Andrew Black, decide narrar uma experiência que beirou o surreal e aconteceu há 64 anos. Uma história que ocorreu quando ele ainda era jovem, é a mais pura verdade (por incrível que pareça) e mudou sua vida.

    1918. Aos 18 anos, Alex White, jovem soldado norte-americano, é ferido nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Em vez de voltar para os Estados Unidos, ele se muda para Gatford, na Inglaterra, tentando escapar de seu pai e de seu passado. A bucólica aldeia inglesa parece o lugar ideal para que sua alma e seu corpo fechem as cicatrizes de guerra. Mas dizem que as florestas ao redor da cidade são habitadas por espíritos levianos e até malévolos – isso deve ser história da carochinha. Não é mesmo?

    Alex conhece Magda Variel, uma viúva ruiva e atraente que, segundo rumores, é bruxa. Ela o alerta a se manter afastado da floresta e do perigoso reino encantado que o cerca, mas Alex se mostra cético quanto a tudo o que ela e seus poucos amigos lhe dizem, e não consegue evitar o local. Afogado em tantos mistérios, ele encontra o amor e o perigo… além de maravilhas que mudarão para sempre sua forma de ver o mundo.


    Capa & Diagramação

    Tenho certeza de que olhando na tela do computador ninguém dá nada pela capa desse livro. Mas vocês precisam ver essa capa ao vivo! Além de ter relevo alto, o título é impresso em dourado fosco assim como os “estilhaços” que caem das palavras. Tem tudo a ver com a história mas não quer falar muito para não correr o rico se soltar um spoiler. A diagramação é super limpa com uma ilustração linda no início e detalhes em cada início de capítulo.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Em primeiro lugar devo dizer que eu não tinha noção de quem era esse tal de Richard Matheson e fiquei me sentindo super atrasada ao ver que todo mundo comentava alguma coisa sobre ele e eu nem tinha noção da grandiosidade das obras desse cara. Depois que tive ideia de um pouco da dimensão e importância do trabalho dele para a literatura e para o cinema fiquei sabendo que ele faleceu no ano passado. #chateada

    Apesar de tratar de temas parecidos com de outras histórias populares a maneira que o autor descrevia os personagens, ações e lugares provocava um “uau!” na minha cabeça a cada 10 páginas. O estilo de narrativa e os aspectos tratados na hitória eram “meio” que inéditos pra mim me surpreendendo o tempo todo! Esse sim é um livro nada clichê e nada previsível! Pelo menos pra mim que não tenho muita experiência nesse estilo literário. Tudo que eu li de sobrenatural até hoje é voltado para o público infanto-juvenil ou jovem adulto.

    Resenha: Outros Reinos

    Richard equilibra fatos trágicos, nojentos e horripilantes com uma narrativa super leve e descontraída. Tinha tudo para dar errado mas deu super certo! A maneira como o autor posicionou o ponto de vista fez toda a diferença na história. Isso acontece pois o livro é contado pelo escritor Alexander White, que durante a escrita do livro, tem 82 anos mas conta o que viveu na sua adolescência.

    A leitura flui bem suave pois senti como se Alex estivesse me contando uns “casos” de sua vida tamanha era a informalidade da escrita. Porém de maneira alguma a informalidade me pareceu artificial e forçada. Acredito que isso seja bem difícil de balancear e admiro muitos os autores que atingem esse equilíbrio.

    “Então perguntei:
    – Vou perder tudo a partir de agora?
    Balançou a cabeça. Abriu um sorriso bondoso.
    – Não – respondeu. – Tudo que lhe é caro sempre permanecerá dentro de você.”

    E o romance? Deus sabe que eu passo bom tempo sem achar um bom romance em todos os livros que leio! O romance da obra (que eu não vou descrever porque não quero dar spoilers) é lindo, delicado e sútil. Depois de todas as adversidades pelas quais o personagem passa o romance traz um sossego e uma paz para quem lê. Pena que o sossego não dura muito tempo (como o próprio Alexander White já vai avisando sempre quando vem problema pela frente).

    Quando faltava cerca de 20% do livro para ler lembrei de adicioná-lo ao meu perfil do Goodreads e quando vi o rating do livro lá quase caí para trás! O rating lá é 2,74! Portanto concluí que ou eu estou muito enferrujada nesse estilo literário (sabe de nada inocente!) ou o pessoal estava esperando mais do autor considerando suas obras anteriores.

    Resenha: Outros Reinos

    Nesse livro, mais uma vez, minha imaginação ignorou a descrição física de alguns personagens e já determinou quais seriam suas aparências desde o começo. Como eu imaginei personagens ligados ao cinema e à TV vou mostrar para vocês o que me mente me impôs.

    Resenha: Outros Reinos

    Eric jovem em The Railway Man | Daenerys Targaryen em Game of Thrones

    Você vai gostar se: gosta de literatura sobrenatural, reinos encantados, bruxas, fadas.
    Não leia se não gosta de: literatura sobrenatural, triângulos amorosos.
    Ideias centrais: reinos encantados, floresta, bruxas, fadas.

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    Resenha: Quando Tudo Volta

    Resenha: Quando Tudo Volta

    Livro: Quando Tudo Volta
    Autora: John Corey Whaley
    Editora: Novo Conceito
    Rating: [rating=5]
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    Sinopse
    Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos com zumbis. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa? Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador. O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fica em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas. Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.


    Capa & Diagramação

    No final do ano passado a Novo Conceito me enviou várias posteres com os próximos lançamentos da editora. Foi nesse momento que tive o primeiro contato com a capa do livro e, foi também nesse momento, que fiquei super ansiosa por lê-lo. A capa chamou muito minha atenção e o título instigou profundamente minha curiosidade.

    A simplicidade da capa é o que mais me atrai e a harmonia das cores, área de respiro e fonte ficaram perfeitas. Vi algumas pessoas falando que a capa tinha ficado muito parecida com a capa de A Culpa é das Estrelas. Eu discordo, pois a simples utilização das mesmas cores pode nos fazer lembrar de outra capa mas não faz dela muito parecida uma com a outra.

    No mais, a diagramação é limpa com fonte, espaçamentos e margens confortáveis. Os pássaros na introdução de cada capítulo e nas bordas das páginas dão um toque muito fofo, totalmente condizente com a histórias e sem exageros.

    Personagens, Enredo & Impressões gerais

    Esse é mais um daqueles livros que contam histórias separadas que acabam se entrelaçando em algum momento. É uma tendência que está sendo bastante usada na literatura e no cinema, que, quando bem feita, sempre gera supresas. No caso de Quanto Tudo Volta, esse recurso foi utilizado de maneira que você acha impossível as histórias se conectarem e, por isso, a surpresa é maior e muito gostosa de ser descoberta.

    Resenha: Quando Tudo Volta

    John Corey acaba criando uma teia de histórias bem detalhadas para vários personagens. Ao ler sobre alguém na visão e no contexto de um outro personagem te faz ter uma ideia sobre o primeiro. Porém, nos capítulos seguintes o conceito sobre tal personagem muda totalmente uma vez que você entende o passado e as razões pelas quais eles agem e pensam do jeito que fazem. É tudo uma questão de perspectiva e compreensão para com as motivações alheias.

    “Por ter 17 anos e viver entediado em uma cidade pequena, gosto de fingir, às vezes, que sou pessimista. As coisas são como são e nada pode me tirar disso. A vida é horrível na maior parte do tempo. Tudo é uma droga. A escola é péssima. Você vai para a escola, trabalha por cinquenta anos e, então, morre. Mas não consigo manter isso por muito tempo, porque meu desejo natural de idealizar entra em cena.”

    A narrativa é deliciosa de ler e eu digo isso em parte porque é bem escrita, fluida e possui uma constância equilibrada e em parte porque é exatamente o tipo de leitura que me agrada. Eu amo esses livros narrados por jovens adolescentes retratando as transformações dessa fase, superação (ou não) de desavenças familiares, tragédias, com traços de humor e ingenuidade. Me lembra um pouco Submarino, Seis Coisas Impossíveis e As Vantagens de Ser Invisível (todos esses livros são meus queridinhos!). Todos eles têm como condutor da história jovens rapazes extremamente cativantes sem fazer absolutamente nada por isso.

    Sinto que o autor inseriu vários elementos simbólicos na histórica que o leitor que lê o livro pela primeira vez ou sem tanta atenção para esse tipo de coisa deixa passar. Eu mesma percebi a presença de várias simbologias que precisam ser entendidas e decifradas mas não consegui identificá-las. Isso me deixou com a “pulga atrás da orelha” e com vontade de reler e conversar sobre o livro.

    Você vai gostar se: gosta de histórias de crescimento, humor rápido e leve, se gostou de Seis Coisas Impossíveis.
    Não leia se não gosta de: livros sem momentos de picos e grandes emoções.
    Ideias centrais: adolescência, cidade de interior, histórias coming of age.