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Resenha: A Chama Dentro de Nós

By June 21, 2017 livros

Livro: A Chama Dentro de Nós
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Rating:
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Sinopse

Logan Silverstone e Alyssa Walters não têm nada em comum. Ele passa os dias contando centavos para pagar o aluguel, sofrendo com a rejeição dos pais e tentando encontrar um rumo para sua vida caótica. Ela, por outro lado, parece ter um futuro brilhante pela frente. Um dia, porém, um simples gesto dá origem a uma improvável amizade. Ao longo dos anos, o sentimento que os une se transforma em algo até então desconhecido para os dois. Alyssa e Logan não conseguem resistir à atração que sempre sentiram um pelo outro e finalmente descobrem o amor. Mas uma tragédia promete separá-los para sempre. Ou pelo menos é isso que eles pensam. Seriam as reviravoltas do destino e as feridas do coração capazes de apagar para sempre a chama que há dentro deles


Capa & Diagramação

Todas as capas da série Elementos chamam muita atenção! Além dos galãs lindos, o tratamento das imagens, cores e tipografia e bem moderninho! Eu adoro! A diagramação interna é bem simples e comum.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Se você está procurando um romance bonito e inspirador esse não é o livro para você! Eu estava super curiosa quanto a essa leitura porque os leitores “piram” nas obras da Brittainy C. Cherry. Perdi a conta de quantas vezes ouvi meninas que amam “O ar que ele respira”. As capas das obras dessa autora chamam atenção e as avaliações nas redes sociais literárias são boas.

Eu devo te avisar que o enredo é só sofrimento do começo ao fim. É tragédia em cima de tragédia, as coisas nunca melhoram e as reações dos personagens são ora realistas, ora bobas e exageradas. A autora perde oportunidades incríveis de dar mais profundida à história e às personagens para investir no drama. Não acho que a obra dela não tenha qualidade, porém eu, só agora, entendi que eu definitivamente não sou o público alvo. Creio que caso a trama tivesse espaço para outras emoções e situações, o público alvo atingido poderia ser bem mais amplo.

A autora traz para o foco assuntos relevantes como dependência química, disparidade social e morte. Acredito que, em meio a todo o drama, se eu tivesse realmente me sentido cativada pelos personagens, eu teria lidado melhor com a leitura. Porém eles seguem o clichê do bad boy e da mocinha com vida difícil e não acrescentam nada a trama. Era visível que a autora queria focar na força feminina de Alyssa, na sua capacidade de perdão e na sua luta diária para alcançar o que quer nunca perdendo a esperança. Enxergo a tentativa mas não consigo enxergar o êxito. Era uma ótima proposta e poderia ter tornado o livro uma história inspiradora.

“Descobri que um lar não é um lugar específico, mas a sensação que temos quando estamos com as pessoas que são importantes para nós, um sentimento de paz que apaga os incêndios da alma.”

Eu tinha vontade de ler Sr. Daniels mas acho que isso não vai acontecer tão cedo. Eu sempre preciso de um tempo antes de dar uma segunda chance (Colleen Hoover que o diga hehehe!).

Pontos positivos: o romance trata de assuntos relevantes como uso de drogas e disparidade social.
Pontos negativos: personagens rasos e muito mimimi.

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Resenha: Ligeiramente Perigosos

By June 10, 2017 livros

Livro: Ligeiramente Perigosos
Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
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Sinopse

Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.

Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.

Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.

Em Ligeiramente Perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito


Capa & Diagramação

A capa é, na minha opinião, a mais bonita da série! Eu geralmente nem gosto quando mostram rostos nas fotos de capa mas nesse caso achei linda! O resto segue o padrão do resto da série com diagramação limpa e simples.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Eu e os romances de época temos uma relação bem esquisita. Eu vejo as capas, leio as sinopses e acabo depositando altas expectativas. Mas durante a leitura poucos romances realmente me cativam ou trazem alguma coisa diferente. Eu já li alguns livros dessa série escrita pela Mary Balogh mas até hoje meu romance de época favorito foi o único que eu li escrito pela Loretta Chase, o clássico e super amado, O Príncipe dos Canalhas. Esse sim tinha um ar divertido, diálogos rápidos e inteligentes.

De qualquer maneira depositei minhas esperanças de novo em Ligeiramente Perigosos pois mais uma vez a capa e a sinopse me chamaram atenção. A leitura foi tão leve e interessante como os livros anteriores (que eu li) da série. Mas não sinto que tenha trazido nada novo. Senti que eu estava lendo mais do mesmo.

Acho um desperdício que as autoras se apeguem a uma fórmula específica e deixem de explorar outras possibilidades. As mocinhas sempre têm os mesmos traços de personalidade e os “galãs” são sempre ricos, poderosos, rudes e grosseiros. A escrita é boa, a qualidade e o talento das autoras é notável mas por razões que todos conhecemos ($$$) escolhem repetir a mesma fórmula. É difícil condenar, né? Talvez eu faria a mesma coisa no lugar delas (ainda mais com a pressão das editoras).

“A Sra. Derrick espalhava luz, apesar das sombras que ele vira nela de relance.”

Eu acabo me divertindo durante essas leituras mas não consigo calar a vozinha dentro de mim me incitando a usar o meu tempo para ler alguma coisa que traga novidade e que me agregue algo interessante.

Essa resenha saiu mais como uma reflexão de sobre as escolhas de leituras que fazemos, como usamos nosso tempo, o mercado editorial e gosto literário. Se você gostou dos outros livros da série Os Bedwyns COM CERTEZA vai gostar desse. Acho que acabaram guardando o melhor para o final ou, talvez, a autora tenha se aperfeiçoado com o tempo. Os personagens são “ligeiramente” mais interessantes (segura esse trocadilho!) e o enredo corre mais naturalmente. Mas esteja avisado, é tudo bem parecido com tudo que você já leu de romances de época!

Pontos positivos: leitura rápida e leve.
Pontos negativos: bem parecido com todos os outros volumes das série.

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Resenha: A Morte Como Despertar

By June 1, 2017 livros

Livro: A Morte Como Despertar
Autor: Rajiv Parti com Paul Perry
Editora: Sextante
Rating:
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Sinopse

Chefe de equipe de anestesia de um hospital, Dr. Rajiv Parti só pensava em trabalho, sucesso e dinheiro.
Até que um dia, ao ser operado, ele se viu sendo conduzido ao inferno, onde reencontrou seu pai e compreendeu a origem do ciclo de violência que assombrava sua família e que ele reproduzia com o filho. Dois arcanjos então apareceram e lhe deram uma missão: libertar-se do materialismo, abandonar a carreira e dedicar-se à medicina espiritual, levando cura e conforto aos que sofrem de dependência, depressão, dores crônicas e câncer. Quando despertou, Rajiv era um novo homem. Não foi fácil largar o status e a vida confortável que tinha, mas não havia outro caminho senão seguir aquele profundo chamado. Compartilhando lições sobre o céu, o inferno, os anjos e a vida após a morte, esta emocionante história real nos faz compreender o que realmente importa aqui na Terra.


Capa & Diagramação

Gosto da capa pois ela traz uma imagem simbólica do que eu pude inferir da história ao concluir a leitura. É quase como se a foto mostrasse a libertação da mente de Rajiv liberta de coisas materiais e sem importância. Além de poética a composição da capa me parece tranquilizante e harmônica.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Aviso: esse livro não é religioso e nem é de auto-ajuda!
Agora que eu já tirei esses pré-conceitos da sua mente eu posso te contar o quanto esse livro pode te ajudar a “abrir a cabeça” para alguns assuntos. Você pode não acreditar em EQMs (experiência de quase morte) mas não pode negar que várias pessoas que alegam terem tido essas experiências mudaram radicalmente suas vidas e influenciaram muitas pessoas. O livro cita vários líderes espirituais que resolveram seguir o caminho religioso após estas experiências e pesquisando na internet descobri que até mesmo alguns famosos como a atriz Sharon Stone alegaram terem tido EQM.

A história do médico anestesista Rajiv Parti nos conta de forma detalhada e bastante sincera como era sua vida de luxo, ostentação e orgulho e como um câncer de próstata o levou a passar por uma cirurgia séria, ocasião em que ele teve a experiência de quase morte. Eu, como uma cristã, sinceramente acredito em todos os detalhes narrados por ele de sua experiência. É incrível como o relato quebra as barreiras de religião já que ele era hindu e em sua experiência figuras de anjo se comunicam com ele. Rajiv também teve visões de suas vidas passadas que se pareciam bastante com a crença kardecista. Isso só confirma que embora as religiões pareçam muito diferentes todas elas convergem para o mesmo objetivo: ser uma pessoa melhor, valorizar a caridade e não se afastar do supérfluo e da ostentação de riquezas.

Eu já tinha ouvido falar sobre EQMs mas nunca senti que o assunto foi muito relevante para a mídia e não conheço ninguém que tenha tido. Rajiv forneceu inúmeros dados científicos, grupos de pesquisa e estudos sobre o assunto e relatou que uma das dificuldades para se conseguir dados é a omissão de algumas pessoas. Isso acontece porque após a experiência os relatos são recebidos com muita descrença. Logo, essas pessoas optam por se calar para que não pareçam loucas.

“Os momentos aparentemente simples são os mais importantes porque não existem momentos simples. Todos os momentos são lembranças e lições.Todos formam a pessoa que você é.”

A maneira como a EQM transformou a vida desse homem, posteriormente dessa família é incrível e inspiradora. Uma das missões dele se tornou disseminar sua experiência e como ela transformou seus valores para todos que tivessem dispostas a ouvi-lo. Ele tinha muita dificuldade de falar em público mas a medida que seus valores tomavam força dentro de si Rajiv foi fortalecendo seu discurso e suas habilidades. Consequentemente, sua mensagem vem sendo transmitida para um número crescente de pessoas por meio de palestras e, agora, por meio do seu livro.

A leitura é bem rápida pois o livro é curto e sua linguagem é simples. Além disso, o conteúdo é tão intrigante e inspirador que a leitura passa sem nos darmos conta. Recomendo muito para quem é curioso, para quem quer conhecer o conceito EQM, quem já conhece e quer saber mais e para qualquer pessoa que mente aberta de qualquer religião que está disposta a conhecer uma história inspiradora. Esse livro me marcou muito e acho que tem o potencial de fazer o mesmo com a maioria dos leitores!

Pontos positivos: inspirador, relevador e te faz enxergar as coisas com uma visão mais ampla.
Pontos negativos: muito curto.

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Resenha: As Primeiras Quinze Vidas de Harry August

By May 30, 2017 livros

Livro: As Primeiras Quinze Vidas de Harry August
Autora: Claire North
Editora: Bertrand Brasil
Rating:
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Sinopse

O livro mais intrigante que você pode achar sobre o ciclo da vida

Certas histórias não podem ser contadas em uma única vida. Harry está no leito de morte. Outra vez. Não importa o que faça ou que decisões tome: toda vez que ele morre, volta para onde começou; uma criança com a memória de todo o conhecimento de uma vida vivida diversas vezes. Nada nunca muda… até agora. Ele está perto da décima primeira morte quando uma garotinha de 7 anos se aproxima da cama: “Quase perdi você, doutor August. Eu preciso enviar uma mensagem de volta no tempo. O mundo está acabando, como sempre. Mas o fim está chegando cada vez mais rápido. Então, agora é com você.” Este livro conta a história do que Harry faz em seguida, do que fez antes, e do que faz para tentar salvar um passado inalterável e mudar um futuro inaceitável.


Capa & Diagramação

Vi algumas versões de capa desse livro por aí e apesar de gostar das outras essa é a minha preferida. A imagem da capa escolhida pela Editora Bertrand brasil dá a entender que as várias vidas são várias camadas diferentes e foi essa a impressão que eu tive da história eu ler sobre os vários momentos do personagem principal. A diagramação interna é bem comum, limpa e de leitura confortável.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Uau! Esse livro passou por mim como um trator! Primeiro porque não dá para largar essa história, segundo porque tem um ritmo alucinante e terceiro porque te surpreende do começo ao fim.

As Quinze Primeiras Vidas de Harry August é um dos melhores livros que eu li ultimamente pelas razões citadas acima e por alguns outros aspectos. Eu estou super empolgada no momento em que estou escrevendo essa resenha então eu espero que eu consiga colocar em palavras porque eu curti tanto essa leitura.

Eu gosto de livros/filmes sobre viagem no tempo porém geralmente eles dão um nó na minha cabeça. Nesse caso, a autora Claire North teve uma sensibilidade enorme de expor os fatos aos poucos, num ritmo confortável e que não deixa o leitor perdido. O conceito de viver a mesma vida várias gera tantas possibilidades e adorei as direções escolhidas pela autora para o enredo principal.

Os principais personagens (não vou citá-los para não dar spoiler), principalmente o Harry August, são muito consistentes, bem construídos e sedimentados. É incrível vê-los persistirem nos mesmos erros ou se adaptarem ao longo das várias existências. Isso fez com que eu me perguntasse sobre qual seria meu comportamento e o das pessoas que eu conheço caso tivéssemos a oportunidade de repetir nossa existência. Apesar de fantasioso, o livro abordar as situações de uma maneira crua e realista. A autora até mesmo insere alguns fatos que realmente aconteceram ao longo da história. Isso traz uma aproximação incrível entre o universo criado e a realidade que a gente conhece. Eu, como amante de fantasia, amo isso!

“Não existe sentimento de perda, se você não consegue se lembrar do que perdeu. Pessoalmente eu sinto uma grande sensação de alívio. Você apaga as cicatrizes da sua vida anterior, assim como suas memórias. Apaga a culpa. Não digo que vivi uma vida pela qual devo me sentir culpada, claro; é só que, quando pergunto a respeito do assunto aos meus colegas, o silêncio deles não me parece um bom prenúncio das coisas que não consigo lembrar.”

É incrível participar da trajetória do personagem principal na sua busca incessante de explicações para sua situação por meio da ciência e da religião. E ainda sim, a cada morte, ele volta para sua forma de criança em que vai lembrando aos poucos tudo que viveu antes.

O personagem amigo de Harry é o meu favorito pois ele é cativante, imprevisível, instigante e deu um ritmo maravilhoso ao enredo. A todo o momento eu queria realmente descobrir qual era a do cara. De que lado ele estava e qual era seu objetivo maior? Essas perguntas mexem com a cabeça do leitor a todo momento!

O livro é bem grossinho mas o ritmo dinâmico fazem a história passar super rápido. Indico muito para os amantes de fantasia, para quem gosta de viagens no tempo ou, simplesmente, para quem curte uma história bem escrita. As Primeiras Quinze Vidas de Harry August promete agradar todos os leitores!

Pontos positivos: bom ritmo, leitura intrigante e rápida.
Pontos negativos: não indico para quem não gosta de viagem no tempo ou a temática de viver a mesma vida mais de uma vez, segunda chances e etc.

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Resenha: Uma Longa Jornada Para Casa

By May 28, 2017 livros

Livro: Uma Longa Jornada Para Casa
Autor: Saroo Brierley
Editora: Record
Rating:
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Sinopse

Aos 5 anos, Saroo pede ao irmão mais velho que o deixe acompanhá-lo à cidade onde ele passava os dias em busca de dinheiro e comida. Durante a viagem, o menino adormece. Ao despertar, confuso, se vê sozinho na estação de trem. Ele não sabe onde está o irmão, mas vê um trem parado. Imaginando que Guddu poderia estar lá dentro, Saroo embarca no vagão, e isso o faz atravessar a Índia. Sem saber ler nem escrever, e sem ideia do nome de sua cidade natal ou do próprio sobrenome, ele é obrigado a sobreviver sozinho nas ruas de Calcutá até ser levado para uma agência de adoção e ser escolhido por um casal australiano. Os anos se passam e, ainda que se sinta extremamente agradecido pela nova oportunidade que os Brierleys lhe proporcionaram, Saroo não esquece suas origens. Até que, com o advento do Google Earth, ele tem a oportunidade de procurar pela agulha no palheiro que costumava chamar de casa, e investiga nas imagens de satélite os marcos que poderia reconhecer do pouco que se lembra de sua cidade. Um dia, depois de muito tempo de procura, Saroo encontra o que buscava, mas o que acreditava ser o fim da jornada é apenas um novo começo.


Capa & Diagramação

Adorei a escolha da imagem, das cores e da fonte para a capa! Acredito que mesmo sendo um drama a capa reflete os sentimentos de amor e esperança que permeiam a história. A diagramação do miolo é limpa, simples e elegante.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Eu assisti a adaptação cinematográfica dessa história na época do Oscar e fiquei bastante surpresa com alguns aspectos do filme. Gostei de algumas coisas, outras nem tanto mas, no geral, minha impressão do filme foi positiva. A trajetória do Saroo é tão bonita e achei que o filme perde o foco em alguns momentos.

Sabendo que o livro era bem fino e no esperança de ver um enredo que fizesse jus a incrível trajetória do garoto perdido, solicitei o livro “Uma Longa Jornada Para Casa”. Primeiro fiquei feliz que a capa não era referente ao filme. A editora optou por usar uma jacket para fazer a referência. Segundo adorei a capa!

No final das contas, percebi que o livro e o filme são bem diferentes. O enfoque no romance de Saroo adulto que me incomodou no cinema não foi explorado no livro. Entendo que abordagens diferentes são utilizadas em meios diferentes mas mesmo para o cinema achei esse ponto da história bem desnecessário.

“O que tinha acontecido comigo era extraordinário e poderia oferecer esperança a pessoas que desejavam encontrar sua família perdida, mas que achavam isso impossível. Talvez até mesmo pessoas em situações diferentes pudessem encontrar inspiração na minha experiência de agarrar oportunidades, por mais temerosas que parecessem, e nunca desistir.”

O livro detalha mais a trajetória do menino e a angústia e sensação de desamparo ao ler sobre a criança perdida foi ainda mais intensa que no filme. Não dava para não escutar o Saroo gritando pelo irmão na minha cabeça. O Saroo da minha cabeça era uma estranha mistura do Saroo do cinema com o da vida real.

Eu não sou muito chegada a drama e esse livro é sim dramático mas sem tanta intenção de fazer o leitor se emocionar e chorar. Me pareceu que a intenção é muito mais de inspirar o leitor que de fazê-lo sofrer. As Fotos no final da leitura acalentam o coração e curam qualquer dor que a leitura possa ter causado. A felicidade, a esperança e a crença de que tudo é possível ficam comigo ainda semanas após a leitura.

Pontos positivos: uma nova versão da trajetória de Saroo, é inspirador.
Pontos negativos: não é um livro super feliz mas vale ler pela mensagem.

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Resenha: Outlander – O Resgate no Mar – Parte II

By May 16, 2017 livros

Livro: Outlander – Resgate no Mar – Parte II
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Rating:
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Claire Randall finalmente conseguiu voltar no tempo e reencontrar Jamie Fraser na Escócia do século XVIII, mas sua história está longe do final feliz. O casal terá que superar muitos obstáculos, de fantasmas a perseguições marítimas, mas o principal deles são os vinte anos que se passaram em suas respectivas épocas desde a última vez que se viram.

Se a intensa paixão e o desejo entre eles parecem não ter diminuído nem um pouco, o mesmo não se pode dizer sobre a confiança. Jamie agora é um homem endurecido pelo que aconteceu após a Batalha de Culloden. Claire, por sua vez, precisa lidar com o segundo casamento de seu amado e suportar a saudade de Brianna, que ficou sozinha no ano de 1968.

A união dos dois será posta à prova quando o sobrinho de Jamie for sequestrado. Juntos, eles precisarão singrar pelos mares e cruzar as Índias Ocidentais para resgatá-lo, provando mais uma vez que nada é capaz de deter uma história de amor que vence as fronteiras do tempo e do espaço.


Capa & Diagramação

A segunda parte de O Resgate No Mar tem exatamente o mesmo estilo de cada e diagramação interna que o resto da série. A Editora Arqueiro está fazendo um bom trabalho em conservar o padrão estético de Outlander.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Eu não cheguei a falar isso na resenha da parte I de O resgate No Mar mas é importante que os leitores tenham em mente que as duas partes foram divididas para facilitar a leitura e o manuseio. Eu adorei a solução porque os livros dessa série são muito grossos e, se você lê pelo livro físico, esse processo pode ser bem desconfortável. Portanto, a parte I acaba de repentinamente, sem mais nem menos, e o título do livro só se justifica na parte II.

Quando eu não havia iniciado a leitura da série e vi a grossura dos livros na livraria me deu uma super preguiça. Eu tinha certeza que metade daquelas páginas seria de enrolação. Porém, várias blogueiras estavam elogiando e decidir arriscar. A Diana gosta de escrever muito mas nada é dispensável nesta obra! Cada pequena cena tem sua função, se não para a trama, serve para que o leitor se sinta inserido na história e mais próximo dos personagens. E eu te digo: tem MUITA ação, muita trama, muito enredo. Para você que esteja se sentindo intimidado pelo tamanho, comece a leitura devagar e rapidamente você vai perceber que não dá para não chegar ao fim do livro!

A parte II explora o universo marítimo, batalhas na água, mistérios e desconfianças dentro do próprio navio, piratas, sequestros, tesouros escondidos. Não é minha temática favorita mas unindo a escrita da Diana com os personagens que eu gosto tudo ficou mais interessante.

Caso você ainda não esteja familiarizado com a autora da série, saiba que ela é daquelas com habilidade de distrair o leitor e dar aquele “tapa na cara”, pegando todo mundo desprevenido. Não fique achando que ela vai criar um suspense e te deixar esperando alguma coisa. Os fatos mais decisivos acontecem num susto e sempre acontece aquele momento em que você tem que fechar o livro para se recompor. Na parte II de O Resgate no Mar não é diferente! Esteja avisado (não que isso vá fazer alguma diferença.)!

“- Amar você me levou ao inferno mais de uma vez, Sassenach; mas eu correria o risco outra vez, se necessário.”

Eu ainda continuo gostando dos mesmos personagens, a Claire ainda é minha preferida, eu ainda continuo tendo um “pé atrás” com o Jamie apesar de gostar muito do personagem dele. Às vezes eu sinto muita raiva dele pois ele só se mete em enrascada. Às vezes sinto pena, às vezes admiração. Não consigo formar uma opinião firme suficiente como a opinião de Claire.

Alguns aspectos que foram deixados na ar na parte I foram resolvidos na parte II. A maioria das coisas que me frustraram na primeira parte foram compensadas na segunda. E óbvio que eu já estou louquinha para ler a continuação! Ainda não me cansei dos personagens e espero que a série não acabe tão cedo para mim!

Falando nisso, a terceira temporada, que será baseado nas duas partes de O Resgate no Mar, será lançada em setembro e eu não estou me aguentando de ansiedade! Dica: não veja o trailer da terceira temporada se você não tiver, pelo menos terminado o segundo livro (ou a segunda temporada para quem não está com vontade de ler)!

Pontos positivos: conclui vários pontos do enredo explorados na primeira parte e traz os personagens para um universo diferente.
Pontos negativos: quem não gosta muito do ambiente marítimo pode ficar meio “enjoado”, em todos os sentidos.

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