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Resenha: A Casa das Sete Mulheres

By September 17, 2017 livros

Livro: A Casa das Sete Mulheres
Autor: Leticia Wierchowski
Editora: Bertrand Brasil
Rating:
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) — uma luta dos latifundiários rio-grandenses contra o Império brasileiro —, o líder do movimento, general Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito, com o propósito de protegê-las. A guerra que se esperava curta começou a se prolongar. E a vida daquelas sete mulheres confinadas na solidão do pampa começou a se transformar. O que não está nos livros de história sobre a mais longa guerra civil do continente está neste livro de Leticia Wierzchowski, um exercício totalizador sobre a violência da guerra e sua influência maléfica sobre o destino de homens e de mulheres.


Capa & Diagramação

O romance foi publicado originalmente em 2002 pela Editora Record e agora relançado pela Bertrand Brasil nessa capa apaixonante que utiliza a ilustração de Chico Baldini. O projeto gráfico inteiro é de cair o queixo! O livro tem quase quinhentas páginas e a diagramação é limpa e elegante.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Esqueça (quase) tudo que você lembra sobre a adaptação de A Casa das Sete Mulheres. Sem querer cair no clichê de “o livro é melhor” mas já caindo, tenha em mente que as duas obras são bem diferentes. Na verdade eu lembro que quando a série foi ao ar, fazendo muito sucesso, eu não tinha idade suficiente para assistir e/ou não era o público alvo da produção.

Quando já estava para lá da metade da leitura do livro tive a impressão de que a obra televisa foi muito mais apelativa que o livro. Achei que o livro seria muito mais pesado do que realmente estava sendo. Por isso, resolvi assistir ao primeiro episódio da série e constatei que, de fato, a série torna alguns aspectos do livro bem mais apelativos. Eu entendo que as duas mídias são diferentes e isso acontece com a maioria das adaptações mas como eu sempre prefiro a versão menos apelativa, mais uma vez caio no clichê de preferir o livro a adaptação televisiva.

O maior trunfo da série televisiva é o elenco feminino escalado. A minha personagem favorita no livro é a Caetana, esposa de Bento Gonçalves, pois as descrições dela no livro transpiram força feminina. A personagem esposa de Bento Gonçalves, mâe de oito e por muitas vezes é um dos alicerces da casa.

A autora da obra, Letícia Wierzchowski, leva o leitor a sentir toda a angústia da espera dessas mulheres enquanto a guerra acontece, a alegria quando algum parente retorna para casa, o luto quando perdem alguém. Tudo isso regido pelas maravilhas dos pampas, das estações bem marcadas, do verão abafado ou do minuano no alto inverno.

“Fui talhada para ser de um único homem, e serei dele eternamente. Mesmo que nunca nos casemos, mesmo que a guerra ou o destino o leve para longe de mim, permanecerei esperando-o até quando for necessário, até a eternidade.”

Além de toda a incerteza da guerra, as mulheres têm que lidar com suas próprias angustias, cuidando umas das outras, da estância, dos filhos e sobrinhos. O drama de casa personagem e a maneira como cada um lida com a mesma situação cria dá muita realidade à obra.

O ponto principal do enredo, que eu achei que fosse me cativar mais, que é o romance entre Manuela e Giuseppe Garibaldi, tomou um segundo plano na história para mim. Só de pensar que essa personagem viveu uma vida inteira frustrada dá um aperto no coração!

A escrita da Leticia é um pérola! Que delícia, que ritmo, que fluência! O livro foi ótimo para aprender um pouco de história e além dos fatos históricos em si, o vocabulário e a maneira de os personagens falarem transporta o leitor diretamente para o momento histórico e para o local. Aprendi várias palavras novas e costumes gaúchos.

“Como um muro, é assim que uma mulher do pampa espera pelo seu homem. Que nenhuma tempestade a derrube, que nenhum vento a vergue, o seu homem haverá de necessitar de uma sombra quando voltar.”

Caso você não tenha gostado da adaptação televisiva não tenha medo de mergulhar nessa leitura pois ambas são bem diferentes. Caso você tenha gosta da adaptação pode se jogar no livro pois penso que este é uma versão melhorada da versão para a TV. Além disso, a Bertrand Brasil relançou o romance nessa capa apaixonante que eu não consigo parar de olhar! Esse livro corre um risco enorme de entrar para os TOP 5 favoritos do ano. Vamos ver o que acontece até o dia 31 de dezembro!

Pontos positivos: enredo rico, personagens fortes, a escrita é deliciosa e dá para aprender um pouco de história.
Pontos negativos: pode ser cansativo para quem não tem paciência para livros longos. Mesmo assim, te aconselho a dar uma chance.

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Novidades: Agosto

By September 9, 2017 livros, novidades

Tem mês que traz uma maré tão boa de livros que é até difícil de acreditar. Mas como agosto é o mês mais lindo do ano já era de se imaginar, né? ;)

Compras, Trocas & Livros Emprestados

Recebi de cortesia surpresa da Darkside o livro Ecos. Foto nenhuma faz jus ao quanto esse livro é bonito pois as cores não ficam do mesmo jeito. O contraste entre o roxo e o laranja bem vivo tem que ser visto ao vivo!

Consegui o terceiro livro da série As Crônicas Lunares no Skoob.

Nem acredito que consegui My Lady Jane! Estou com medo de não gostar.

Eu nem sou muito de quadrinhos (eu acho) mas amei o primeiro Ms. Marvel. Quero todos!

Agora não tenho mais desculpa para não ler Dickens! Essa edição é linda!

Solicitei o livro pelo Skoob e nem sabia que era capa dura! Muito menos que a cor da capa era um laranja bem vivo! Acho que é tendência agora. De novo a foto não faz jus a cor da capa.

Vocês não têm noção de como esse livro é lindo por dentro!

Depois mostro com mais detalhes esse livro que tem um formato bem diferente do que a gente está acostumado. Uma das protagonistas da história se chama Evelyn <3

Amo essas edições de clássicos da abril! Agora tenho o que eu mais queria.

O que chegou de parceria

Recebi O Príncipe Corvo da Editora Record e aproveitei para ler nas férias. Em breve conto o que achei!

Nunca li um livro que falasse sobre política mas a premissa desse livro é simplesmente imperdível.

Já li, já amei e conto em breve os detalhes da minha experiência.

Finalmente vou ler Sophie Kinsella! Não solicitei mas o pessoal do Grupo Record me mandou esse mimo. É tão lindo que dá vontade de comer!

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Resenha: Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir

By September 8, 2017 livros

Livro: Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir
Autora: Sarah MacLean
Editora: Arqueiro
Rating:
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Sinopse

Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.

Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.

O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.


Capa & Diagramação

Eu não via graça nenhuma nessas capas mas agora que a série está crescendo estou começando a achar a unidade estética bem bonita. A diagramação interna é simples e elegante como os outros.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Eu entendo o sucesso que a Sarah MacLean faz no mundo da literatura. Seus livros são leves e não exigem muito dos leitores. Acho que o uso de estruturas de enredo parecidas adicionado ao repertório de clichês agrada ao público que foge literatura mais pesada. Eu, por vezes, me incluo nesse grupo também. Adoro intercalar outros gêneros com os romances de época.

Sinto que nesse momento, após ter lido Julia Quinn, Loretta Chase, Mary Balogh e Elizabeth Hoyt posso falar de forma um pouco melhor sobre o que eu realmente acho dos livros da Sarah. Tenho uma relação um pouco frustrante com os livros dela. Eu sempre espero muito mais do que eles entregam. Eu enxergo um potencial imenso nos enredos e penso que a autora escolhe por explorá-los minimamente.

Falando assim parece até que eu detestei o livro. Longe disso! Enquanto eu leio eu me divirto! Principalmente se eu escolho fazer a leitura entre livros especialmente pesados. Os romances épicos vêm como uma brisa fresca dentre a violência e as tramas fantásticas.

Eu gosto dos diálogos rápidos e inteligentes que, na minha opinião, não são habilidades muito comuns. Tanto a Juliana Fiori e a Isabel Townsend (do livro anterior da série) têm a língua afiadas e são personagens fortes e divertidas. Os ‘galãs’ não chegam nem aos pés de Mr. Darcy (referêncial mor dos livros da categoria) e, por isso, na minha opinião, a trama e as personagens principais roubam a cena nos livros da Sarah.

O que eu adoro nessas séries é que caso o leitor não queira ler todos ou não seguir a ordem de lançamento ele poderá usufruir dos livros normalmente. Esse é o terceiro livro da série ‘Os Números do Amor’. Eu já li o segundo ‘Dez formas de fazer um coração se derreter‘ e o primeiro que se chama ‘Nove regras a ignorar antes de se apaixonar’ ainda não passou aqui pela minha estante.

“Em nome de algo maior que do que a tradição, mais ousado do que a reputação, mais importante do que um título tolo.”

Uma coisa que eu adorei nesse romance é a dinâmica que envolve sempre a reputação dos personagens. Esse tema é uma constante nos romances épicos mas aparece de forma mais intensa nesse livro. A pitada de escandalosa cultura italiana contrastando com discrição elegante da cultura inglesa geraram situações e conflitos muito interessantes.

Se você já leu algum livro da Sarah MacLean ou autoras similares vai gostar desse livro que não foge muito da fórmula que já deu certo. Altamente recomendado para esfriar a cabeça e se divertir.

Pontos positivos: escolha certa caso você goste dos livros do gênero.
Pontos negativos: é um romance bem clichê que carece de alguns elementos que o diferencie de outros.

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Resenha: Anita

By September 2, 2017 livros

Livro: Anita
Autor: Thales Guaracy
Editora: Record
Rating:
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Um romance sobre coragem, um romance sobre Anita Garibaldi. Neste romance repleto de beleza literária e cores realistas, tão chocante quanto maravilhoso, tão particular quanto universal, Thales Guaracy olha Anita pelos olhos de Giuseppe Garibaldi, a única pessoa que testemunhou por completo a vida da revolucionária. E assim desvenda e nos apresenta, com estilo único, pessoal e emocionante, a mulher que se atira sozinha sobre o exército inimigo; que corta os cabelos do marido por ciúme e o ameaça com um par de pistolas; que abandona os próprios filhos entre desconhecidos para atravessar um país conflagrado, escondida sob as cartas de um carro de correio, até uma cidade sitiada. E que aprendeu que “as causas perdidas são as mais certas”, tornando-se uma das mais extraordinárias personagens da história, considerada a “heroína de dois mundos”, precursora e símbolo do feminismo, representação de mulher forte e independente.


Capa & Diagramação

Essa é, sem dúvida, umas das capas mais bonitas da minha estante! Amei a simplicidade e achei super impactante. A diagramação interna é limpa e o livro não possui quebra de capítulos.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Eu não sei se vocês lembram mas esse livro entrou na minha TBR da Maratona Literária de Inverno e eu achei que estava arassando porque ele era bem curto e eu leria rápido. De fato eu li rapidamente porém a leitura demorou a engatar para mim. Resultado, li umas 30 páginas e só terminei depois que a maratona já tinha terminado.

Isso se deu parte porque Outlander #4 entrou no caminho sem pedir licença e parte porque eu não simpatizei muito com a moça em questão.

A escrita do Thales Guaracy é indiscutivelmente deliciosa de ler e isso salvou o livro para mim. Minha dificuldade com a história apresentada é de cunho inteiramente pessoal já que eu não consigo me identificar com pessoas extremamente aventureiras e, por vezes, inconsequentes e não consigo entender porque as pessoas têm uma sede e uma paixão tão grande por guerras.

As motivações de Anita para sair por aí com Giuseppe Garibaldi são bem convincentes e gostei de saber melhor sobre o início de sua história. Porém o amor que esses dois personagens têm pela guerra e como eles sempre procuram conflito, por vezes colocando a vida de seus próprios filhos no meio dos combates é realmente bem difícil para mim, uma leitora vivendo em 2017, aceitar. Quando uma guerra acabava eles logo se metiam em outra. Eu sei que tenho que aceitar o contexto histórico mas foi tudo muito estranho para mim.

Tais fatos não me impediram de ter uma boa leitura mas acredito que uma parte da experiência não se completou para mim. Aquela parte de entrar na história e se sentir próxima ao personagem. Geralmente eu não preciso me identificar com o personagem para que isso aconteça mas os personagens dessa história eram tão estranhos para mim que eu não consegui ultrapassar a barreira das páginas. O enredo é ótimo e a escrita é uma preciosidade mas durante toda a leitura eu me senti uma leitora segurando um livro. Isso já aconteceu com vocês?

“Com Anita, Giuseppe não precisava abandonar seus sonhos, porque eram os sonhos de ambos. Um dia, tudo poderia acabar com uma bala qualquer, mas toda vida acaba um dia, de uma forma ou de outra; seria melhor, nesse dia, que tivesse vivido plenamente.”

Entre terminar esse livro e fazer a resenha eu li A Casa das Sete Mulheres, o que acabou reafirmando algumas opiniões que eu tinha e me levando a repensar algumas outras. Em breve conta para vocês o que achei das duas histórias interligados pelo Giuseppe.

O saldo da leitura é de que vale muito a pena pela qualidade da escrita desse autor. Você pode se deixar seduzir pela história sem que alguns valores de cunho pessoal o impeçam de entrar no clima como no meu caso. De qualquer maneira foi uma delícia ver a língua portuguesa usada de maneira tão poética. A sonoridade e o ritmo das frases desse livro são incríveis. Eu leria qualquer outra coisa escrita por esse autor!

Pontos positivos: equilíbrio perfeito de ritmo e poesia contando uma história de amor, aventura e guerra.
Pontos negativos: é difícil ver o amor que os personagens têm com a guerra.

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Resenha: Outlander – Os Tambores do Outono (Parte I)

By August 23, 2017 livros

Livro: Outlander – Os Tambores do Outono (Parte I)
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Rating:
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Será possível alterar o passado?

Após tomar a difícil decisão de deixar a filha no século XX e viajar no tempo novamente para reencontrar seu grande amor, Claire Randall tem mais um desafio: criar raízes na América colonial do século XVIII ao lado de Jamie Fraser. Eles partem rumo à Carolina do Norte para encontrar um novo lar e contam com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma propriedade na região.

Enquanto isso, em 1969, Brianna Randall se une a Roger Wakefield, professor de história e descendente do clã dos MacKenzie, para encontrar as respostas sobre as próprias origens e sobre Jamie, o pai biológico que nunca conheceu.

Em meio às buscas, ambos encontram indícios de um incêndio fatal envolvendo os pais de Brianna. Mas Roger não pode lhe contar isso, porque sabe que a namorada tentaria voltar no tempo e salvá-los. Por outro lado, Brianna também não compartilha sua descoberta, pois tem certeza de que Roger tentaria impedi-la.


Capa & Diagramação

Não sou muito fã das capas dessa série. Acho que elas não refletem em nada a qualidade do conteúdo. A diagramação segue o mesmo estilo dos livros anteriores, limpa, simples e de leitura confortável.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Cheguei ao quarto livro da série gente! E eu que achei que já estaria cansada quando chegasse nesse ponto da história me deparei com a melhor leitura atá agora! Os Tambores do Outono – Parte I foi a leitura mais natural e fluida para mim até agora. Eu sei que isso tem a ver com o momento que eu estou e se estou receptiva ou não para esse tipo de leitura mas vou escrever sobre alguns dos fatores que me fizeram amar essa leitura mais que as outras.

Eu achei que não fosse gostar muita da temática que a Diana escolheu trazer para esse livro, já que dessa vez Claire e Jamie estão no continente americano e deixaram para trás todo aquele universo escocês que eu tanto amo na série. Minha cabeça já ligou a chegada ao novo continente com muito mato e floresta, muita vida selvagem e indígena. Estava certa mas a autora explorou tudo isso de maneira muito inteligente trazendo a tona toda a beleza dos aspectos explorados.

A origem escocesa de Jamie fica ainda mais nítida nesse ambiente e por isso não senti falta de estar vivenciando esse período da história longe dessa nossa terrinha favorita.

Agora vamos falar do ponto alto do livro para mim. Se você já shippava muito esse casal prepara-se para shippar ainda mais! Na minha opinião eles chegaram ao ápice de sua história. A maturidade trouxe uma certa estabilidade porém trouxe também questionamentos sobre futuro, filhos, legado, etc. Tudo isso trouxe ao livro momentos ímpares ao casal e cenas simples mas que marcam profundamente o leitor.

“Nunca tive medo de fantasmas. Afinal, vivo com eles todos os dias. Quando me vejo no espelho, os olhos da minha mãe estão fixos em mim; minha boca esboça o mesmo sorriso que atraiu meu bisavô.”

Outro aspecto que eu gostei bastante foi a alternância das histórias de Claire e Jamie e Brianna e Rogger. Finalmente o enredo que envolve a Brianna está ficando mais série e está apontando para possibilidades que fazem a cabeça de qualquer leitor pirar.

Essa foi a melhor leitura da série até agora e eu estou animadíssima para assistir a terceira temporada que estreia mês que vem na TV! Não aguento mais esperar! Ainda mais porque não consigo assistir de episódio em episódio, eu sempre espero acumular. Pelo menos todo o material de divulgação da Comic Con deu uma acalmada nos ânimos (ou não!).

Pontos positivos: se você já ama Outlander vai gostar desse.
Pontos negativos: quem não gosta de séries longas e livros grossos pode não curtir.

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Resenha: Um Tom Mais Escuro de Magia

By August 18, 2017 livros

Livro: Um Tom Mais Escuro de Magia
Autora: V.E. Schwab
Editora: Record
Rating:
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez… a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.


Capa & Diagramação

Eu quis ler o livro pela fama da autora e por se tratar do meu gênero literário favorito porque essa capa não me atrai em nada. Não gosto e acho que não reflete o valor do conteúdo. Lembrando que a Editora Record optou por manter as capas da publicação original.

A diagramação interna é comum na fonte Palatino e papel amarelado. As divisões de sessões e de capítulos são simples e elegantes.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Olha essa leitora finalmente lendo V.E. Shwab! Gente agora eu entendo porque os booktubers gringos piravam nessa mulher e depois os brasileiros falavam muito dela também! Eu ouvi falar dela muito mais pelos booktubers de fora do Brasil mas acho que foi apenas por questão de timing mesmo. Eu tenho umas fases de assistir muito mais os canais de fora de vez em quando.

Um Tom Mais Escuro de Magia carrega alguns fatores que me fizeram amar o livro e um defeito que me frustrou.

Fator amor nº1: A trama se passa em Londres, ou melhor, em várias Londres. Eu já amo uma e a V.E. Shwab multiplicou esse amor hehehe! Na verdade a Londres como a gente mais próxima da cidade da “vida real” é a Londres Cinza do livro. No universo criado pela autora temos também a Londres Vermelha, onde a vida e magia são reverenciadas, a Londres Branca onde se luta para controlar a magia e ela reage drenando a cidade até os ossos e a Londres Negra que foi palco de acontecimentos bizarros e está isolada.

Kell, o personagem principal mora na Londres Vermelha que é a Londres mais legal mesmo :P Deu vontade de morar lá.

Fator amor nº2: Falando em Kell, eu adorei o fato de ele ser um dos últimos a ter a habilidade de viajar entre as cidades. Além de toda a construção de universo, as habilidades de cada um e os artefatos criam uma atmosfera deliciosa para o leitor se deixar levar.

Fator amor nº3: A terceira qualidade tem nome próprio e se chama Delilah Bard. Que heroína badass, intrigante e divertida. A leitura já estava correndo rapidamente e quando ela entra na história ficou ainda mais rápida! Adorei essa personagem e ela promete muito nos próximos volumes da trilogia.

Pequena frustração: Não acho que isso tenha prejudicado tanto o livro mas seria a ereja do bolo caso a V.E. Shwab tivesse se aprofundado um pouco mais nos personagens. A personagem de maior profundidade é Delilah e senti muita falta de a autora explorar mais isso em Kell. Esse fator acabou prejudicando bastante a minha relação com o personagem principal pois achei difícil criar laços com ele. Ela já fez isso bem melhor com a Lila e a minha esperança é que a autora compense isso no próximo livro.

“Batalhas podem ser ganhas de fora para dentro, mas guerras são vencidas de dentro para fora.”

Estou certa de que esse livro estará no TOP 5 de melhores leituras de 2017! A Editora Record está lançando o segundo livro da trilogia agora e o terceiro já foi lançado lá fora. A V.E. Schwab (adoro esse nome!) está fazendo sucesso com a Guardiã de Histórias e o queridinho de todo mundo, recém-lançado, A Melodia Feroz.

Eu não estarei (de corpo presente) na Bienal do Livro mas eu peço que, você, leitor que estará lá no segundo final de semana, no dia 10 de setembro, dê muito amor para essa autora que nos presenteia com muitas horas de leitura e divertimento. Dêem muito amor para ela por favor! E depois me contem como foi :D

Pontos positivos: aventura, magia, figurinos maravilhosos e muita Londres!
Pontos negativos: falta de profundidade de alguns personagens. Mas nada que atrapalhe a leitura.

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