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Resenha: Um Tom Mais Escuro de Magia

By August 18, 2017 livros

Livro: Um Tom Mais Escuro de Magia
Autora: V.E. Schwab
Editora: Record
Rating:
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez… a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.


Capa & Diagramação

Eu quis ler o livro pela fama da autora e por se tratar do meu gênero literário favorito porque essa capa não me atrai em nada. Não gosto e acho que não reflete o valor do conteúdo. Lembrando que a Editora Record optou por manter as capas da publicação original.

A diagramação interna é comum na fonte Palatino e papel amarelado. As divisões de sessões e de capítulos são simples e elegantes.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Olha essa leitora finalmente lendo V.E. Shwab! Gente agora eu entendo porque os booktubers gringos piravam nessa mulher e depois os brasileiros falavam muito dela também! Eu ouvi falar dela muito mais pelos booktubers de fora do Brasil mas acho que foi apenas por questão de timing mesmo. Eu tenho umas fases de assistir muito mais os canais de fora de vez em quando.

Um Tom Mais Escuro de Magia carrega alguns fatores que me fizeram amar o livro e um defeito que me frustrou.

Fator amor nº1: A trama se passa em Londres, ou melhor, em várias Londres. Eu já amo uma e a V.E. Shwab multiplicou esse amor hehehe! Na verdade a Londres como a gente mais próxima da cidade da “vida real” é a Londres Cinza do livro. No universo criado pela autora temos também a Londres Vermelha, onde a vida e magia são reverenciadas, a Londres Branca onde se luta para controlar a magia e ela reage drenando a cidade até os ossos e a Londres Negra que foi palco de acontecimentos bizarros e está isolada.

Kell, o personagem principal mora na Londres Vermelha que é a Londres mais legal mesmo :P Deu vontade de morar lá.

Fator amor nº2: Falando em Kell, eu adorei o fato de ele ser um dos últimos a ter a habilidade de viajar entre as cidades. Além de toda a construção de universo, as habilidades de cada um e os artefatos criam uma atmosfera deliciosa para o leitor se deixar levar.

Fator amor nº3: A terceira qualidade tem nome próprio e se chama Delilah Bard. Que heroína badass, intrigante e divertida. A leitura já estava correndo rapidamente e quando ela entra na história ficou ainda mais rápida! Adorei essa personagem e ela promete muito nos próximos volumes da trilogia.

Pequena frustração: Não acho que isso tenha prejudicado tanto o livro mas seria a ereja do bolo caso a V.E. Shwab tivesse se aprofundado um pouco mais nos personagens. A personagem de maior profundidade é Delilah e senti muita falta de a autora explorar mais isso em Kell. Esse fator acabou prejudicando bastante a minha relação com o personagem principal pois achei difícil criar laços com ele. Ela já fez isso bem melhor com a Lila e a minha esperança é que a autora compense isso no próximo livro.

“Batalhas podem ser ganhas de fora para dentro, mas guerras são vencidas de dentro para fora.”

Estou certa de que esse livro estará no TOP 5 de melhores leituras de 2017! A Editora Record está lançando o segundo livro da trilogia agora e o terceiro já foi lançado lá fora. A V.E. Schwab (adoro esse nome!) está fazendo sucesso com a Guardiã de Histórias e o queridinho de todo mundo, recém-lançado, A Melodia Feroz.

Eu não estarei (de corpo presente) na Bienal do Livro mas eu peço que, você, leitor que estará lá no segundo final de semana, no dia 10 de setembro, dê muito amor para essa autora que nos presenteia com muitas horas de leitura e divertimento. Dêem muito amor para ela por favor! E depois me contem como foi :D

Pontos positivos: aventura, magia, figurinos maravilhosos e muita Londres!
Pontos negativos: falta de profundidade de alguns personagens. Mas nada que atrapalhe a leitura.

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Novidades: Julho

By August 9, 2017 livros, novidades

Os Correios entregaram um bocado de coisas que estavam atrasadas e acabou chegando rios de livros de uma vez!

Compras, Trocas & Livros Emprestados

Mas primeiro vamos falar das aquisições que não são de parceria. Depois vou mostrar esse livro dos Beatles direito porque tem muita foto e a diagramação dele por dentro é bem legal!

Completei a trilogia Mundo em Caos do Patrick Ness. Estou mestra em completar coleções de livros que eu ainda nem sei se gosto.

O que chegou de parceria

Do Grupo Record eu recebi essas três belezuras das quais duas entraram na MLI e uma eu já tinha lido antes. Alerta de um dos melhores livros do ano aí no meio!

Da Editora Arqueiro e dos selos Sextante e Primeira Pessoa recebi esse conjunto de livros muito eclético. essas editoras estão expandindo meu gosto literário de formas que eu nem imaginaria! Outro alerta de um dos melhores livros do ano para um desses aí.

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Resenha: O Segredo de Heap House

By August 4, 2017 livros

Livro: O Segredo de Heap House
Autor: Edward Carey
Editora: Bertrand Brasil
Rating:
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Sinopse

Um livro espetacularmente esquisito, cheio de magia, humor astuto e personagens melancólicos e bizarros.

Clod é um Iremonger. Ele vive nos Cúmulos, um vasto mar de itens perdidos e descartados coletados em Londres. No centro dos Cúmulos está Heap House, um quebra-cabeça de casas, castelos, cômodos e mistérios recuperados da cidade e transformados em um labirinto vivo de escadas e criaturas rastejantes. Uma tempestade está se formando sobre Heap House. Os Iremonger estão inquietos, e os objetos falantes estão gritando cada vez mais alto. Os segredos que mantêm a casa em pé começam a vir à tona para revelar uma verdade sombria capaz de destruir o mundo de Clod. Tudo, porém, começa a mudar quando ele encontra Lucy Pennant, uma órfã rebelde recém-chegada da cidade.


Capa & Diagramação

Todo o trabalho editorial desse livro é encantador! O tamanho do livro, as ilustrações e a capa são muito condizentes com o conteúdo.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Eu demorei bastante para ler esse livro simplesmente pelo fato de querer ler outras coisas no momento. Mas eu não sabia o que estava me esperando! O “clima” criado pela escrita de Edward Carey é uma delícia!

O estilo do livro me lembrou alguns livros do Neil Gaiman, principalmente O Oceano No Fim do Caminho. Carey sabe criar uma atmosfera de fantasia que faz com que tudo pareça fofinho, mágico e macabro ao mesmo tempo. O autor também utiliza de bastante humor negro e ironia o que me faz lembrar um pouco de alguns livros do Lemony Snicket. Tem como dar errado?! A capa traz uma indicação ressaltando que o livro é “uma encantadora mistura de Charles Dickens com Lemony Snicket”, mas como eu ainda não li Charles Dickens (shame on me!) fiz a correlação Gaiman e Snicket.

Na mansão Heap House, todos os moradores recebem um objeto quando nascem e a partir daí suas vidas são atreladas ao objeto para sempre. Clod, um garoto de 15 anos, nosso personagem principal, recebe um tampão de ralos. Como o objeto deve ser matido por perto o tempo inteiro, Clod usa seu tempão com uma corrente, como os relógios de antigamente. Alguns outros personagens não são tão sortudos com seus objetos. Uma maçaneta velha e um fórceps são alguns dos exemplos menos felizes. Além de ter adorado o Clod amei as situações criadas pela sua habilidade de ouvir os objetos falando nomes.

“Recolhemos e amamos, com grande paixão, enferrujado e esgarçado, fedorento, feio, venenoso, inútil, descartado. Não há amor maior do que o dos Iremonger pelas coisas rejeitadas.”

O casarão é um personagem aparte. Heap House é a propriedade da família “sangue-puro” Iremonger e abriga muitos personagens que são retratados em ilustrações (um pouco) macabras ao longo da leitura. Além disso, não pude deixar de perceber várias críticas implícitas como disparidade social e consumismo material. Esses questionamento Vêm em segundo plano e não são abordados diretamente em nenhum momento.

Carregando crítica, ironia, humor negro e fantasia o livro é permeado por um sentimento melancólico retratado pela solidão e exclusão. Ainda assim, a atmosfera infanto juvenil não deixa que o livro fique muito pesado e traz uma mistura perfeita para quem gosta de livros do gênero.

Pontos positivos: livros para todas as idades, ótimo para quem gosta de fantasia e humor levemente macabro.
Pontos negativos: não indicaria se você não curte Neil Gaiman ou Lemony Snicket.

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Resenha: Pré-suasão – A influência começa antes mesmo da palavra

By August 1, 2017 livros

Livro: Pré-suasão – A influência começa antes mesmo da palavra
Autor: Robert B. Cialdini
Editora: Sextante
Rating:
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Sinopse

Do que uma pessoa precisa para se tornar um mestre na arte da persuasão? Segundo o psicólogo social Robert Cialdini, os melhores comunicadores sabem que o segredo da influência não está na mensagem em si, mas no momento-chave antes de a mensagem ser transmitida.

Autor de As armas da persuasão, referência mundial sobre o assunto, Cialdini apresenta agora o conceito de Pré-suasão. Com base em rigorosas pesquisas, ele mostra que a maneira mais fácil de convencer alguém a aceitar uma ideia é tirar proveito da janela de tempo anterior à sua apresentação — o momento privilegiado no qual o destinatário se torna mais receptivo à mudança.

Com as técnicas apresentadas pelo autor, qualquer pessoa pode criar um ambiente propício em que possa exercer influência. Ele ainda analisa uma série de exemplos, de campanhas de marketing on-line a mobilizações para o esforço de guerra, e chama a atenção para as consequências desastrosas do uso antiético dessas abordagens.


Capa & Diagramação

Acho essa capa bem mais ou menos mas está bem no estilo de capas dessa categoria. A capa gringa é linda! A diagramação interna é limpa e simples com alguns desenhos ilustrativos e fotos.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Eu, claramante, tinha uma expectiva complemente errada em relação a esse livro. Achei que seria um texto mais direto e com aplicações na vida cotidiana.

Esperava sim muita teoria, estatística e fundamentação dos assuntos mas achei que tudo culminaria em orientações práticas de como usar o poder de influência. Em termos teóricos o livro é impecável! Robert Cialdini já tem muita experiência na área e já trilhou um caminho bem longo. Ele estava inserido nesse contexto muito antes de as pessoas começarem a dar crédito para os pesquisadores da área de persuasão em marketing.

O que o autor defende é que as técnicas de persuasão devem anteceder a própria persuasão. Há várias formas de “preparar o terreno” para que no momento de convencer um cliente suas chances aumentem muito.
Caso o leitor abstraia algumas informações muito específicas para os profissionais, ele conseguirá aplicá-las no dia a dia mas, devo lembrá-lo de que o cotidiano não é o foco principal do escritor Robert Cialdini. O objetivo dele é falar com os profissionais que usam tais métodos.

Para os profissionais da área de vendas esse livro pode ser um prato cheio! A carga de informação que ele traz é gigante! Eu diria até para fazer essa leitura de forma lenta para que você possa digerir e pensar sobre algumas dessas informações. Talvez até colocá-las em prática aos poucos. Acho que a leitura como um todo pode esmagar o leitor que pode colocar as informações em prática na sua área. Em me sentiria assim e, por isso, aconselho que você se organize e divida um pouco a leitura.

Discutindo desde as teorias iniciais de venda, como elas funcionavam na prática e como você precisa de pensar no estabelecimento das relações com o cliente antes mesmo de vender, até o uso ético das técnicas de venda esse livro, sem dúvida, indispensável para os profissionais da área de vendas e áreas afins.

Pontos positivos: muito útil para quem trabalha na área comercial ou usa técnicas de convencimento diariamente.
Pontos negativos: muito aprofundado e muito técnico. É uma leitura bem extensa para quem não está muito inserido no assunto.

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Resenha: O Sorriso da Hiena

By July 30, 2017 livros

Livro: O Sorriso da Hiena
Autor: Gustavo Ávila
Editora: Verus
Rating:
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral.
Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas.
Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?


Capa & Diagramação

A capa reflete muito bem o conteúdo do livro! Só achei que poderia ser um pouco mais macabra para combinar melhor. No mais eu adoro a ilustração, a fonte e as cores. A diagramação interna do livro é limpa com um símbolo na abertura de cada capítulo. A fonte me remete um pouco aqueles documentos policiais que a gente vê em seriados e filme.

Personagens, Enredo & Impressões gerais

A primeira coisa que você deve saber antes de ler essa resenha é que eu tenho o hábito e ler livros dos quais eu não sei nada a respeito.

A segunda coisa que você deve saber é que literatura policial não é minha categoria de leitura favorita.

Tendo essas duas coisas em mente iniciei minha leitura de O Sorriso da Hiena que eu achei se tratar de literatura fantástica e talvez distópica (errei feio!) com o intuito de prestigiar um autor brasileiro. Errei feio na primeira suposição mas acertei em cheio na segunda. É impossível não ser sugado pelos mistérios dessa trama independentemente de ser amante ou não do gênero.

Que escrita incrível, direta e fluida! O Gustavo Ávila torna a tarefa de recomendar autores brasileiros muito fácil! Os personagens têm a profundidade certa, o enredo tem o número certo tramas para deixar a história dinâmica. Um fator interessante para mim foi o de que as cenas sangrentas foram descritivas o suficientes para me deixar com o estômago na boca mas não ultrapassaram meu limite (lembrando que minha tolerância para cenas nojentas e cruéis não é das mais altas).

De todos os personagens, o único que não conseguiu me cativar foi o psicólogo William, o que é uma pena pois acredito que alguns aspectos da história me impactariam mais caso eu tivesse me envolvido com a trama que ele participava. Até o assassino me cativou e o William não teve esse poder hehehe!

Artur Veiga e sua amiga Bete são investigadores e foram os personagens que mais mexeram comigo. E não foi só porque eles eram oo good guys da trama não. Artur tem Síndrome de Asperger que é um ponto que, quando escrito de um jeito honesto, sempre me cativa. Além disso, o autor escreve sobre a rotina dos investigadores de forma crua e real e faz com que o leitor se sinta trabalhando na investigação junto com eles (mesmo sabendo de vários “detalhes” que eles não saibam).

“A paciência é a característica mais perigosa que um inimigo pode ter.”

Além de tudo isso, é impossível não se sentir compelido a pensar sobre um questionamento proposto pelo criador da obra: “É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?”.

O rapaz teve o livro publicado esse ano pela Editora Verus e só ouvi críticas boas com relação a sua obra de estreia. Ouvi também que teve os direitos de adaptação comprados pela TV Globo. Já pensou se eles fizessem uma dessas séries que eles têm feito ultimamente com esse roteiro?!

Pontos positivos: direto e fluido é um prato cheio para quem gosta do gênero.
Pontos negativos: pode ser sangrento demais para quem tem tolerância muito baixa.

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Resenha: Mauricio – A História Que Não Está No Gibi

By July 24, 2017 livros

Livro: Mauricio: A História Que Não Está No Gibi
Autor: Mauricio de Sousa
Editora: Primeira Pessoa
Rating:
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+ Exemplar cedido pela editora para resenha


Sinopse

“Ideias mudam o mundo – poucos chavões são tão verdadeiros e inspiradores. Não mudei o mundo nenhuma vez. Mas, à minha maneira, acho que o melhorei um pouquinho ao gerar bons momentos, diversão e entretenimento para milhões de brasileirinhos. Raros são os autores, no Brasil e no exterior, que podem dizer que foram lidos com o mesmo prazer por avós, filhos e netos. Ou que carregam na bagagem a honra e o privilégio de saber que suas criações, com gibis ou livrinhos agindo como cartilhas informais, ensinaram pelo menos três ou quatro gerações a ler – disparado, meu maior orgulho. Em última instância, sou um sobrevivente, um homem que começou do nada, realizou seu sonho e não quer desistir dele de jeito nenhum. Enquanto eu estiver por aqui, saiba que foi você quem sempre alimentou meus sonhos. Depois que eu partir, não se esqueça de que ideias, e também sonhos improváveis, é que movem o mundo. De um jeito ou de outro, sempre estarei com vocês.” Mauricio


Capa & Diagramação

Morro de amores por essa capa! Amei as foto, as cores, os contrastes e a conjugação com o desenho. A diagramação interna é bem bonita e possui várias página de fotos impressas em papel couché. Achei tudo de muito bom gosto!

Personagens, Enredo & Impressões gerais

Eu imaginava que a história do Maurício fosse de repleta de batalhas afinal nós sabemos que mesmo para as pessoas mais talentosas o reconhecimento vem depois de uma longa estrada percorrida.

Mas eu não tinha ideia de como a história desse homem se misturava a luta pelos direitos dos desenhistas, repressão política, muitas decisões arriscadas, loucuras, empreendedorismo, cooperação familiar e muito talento em várias áreas diferentes. Além de desenhar o cara já foi repórter, cantor (por um breve período), fazia os roteiros das tirinhas e é um empreendedor nato!

Essa foi, sem dúvida, a biografia mais divertida que eu já li. Além de ter uma trajetória bem dinâmica devido aos seus inúmeros talentos e a luta constante para fazer o que ele gostava, a vida de Maurício foi bem louca! Ele já viajou para Europa sem dinheiro suficiente para se sustentar, já comprou carro sem saber dirigir.

É impossível não se sentir inspirado pela obstinação de Maurício de fazer seu sonho dar certo ainda que tudo indicava o fracaso certo. Ele permaneceu fiel ao seu coração ainda quando colocava seu futuro e de sua família em jogo. Outro fator inspirador é sua ambição e sua inquietude que resultaram em projetos como linha de produtos da Mônica, lojas exclusivas, revistas de personagens da vida real e até no Parque da Mônica. Ele sempre teve muita coragem e força de vontade de se jogar em áreas que nao tinha nenhuma expertise. Alguns desses riscos deram certo e vários deram errado.

Maurício também nos conta sobre várias ideias que deram errado por inúmeras razões. Sua trajetória foi composta de muitos riscos, de tentativas e de erros e muito suor! Ele teve que trabalhar muuuuuuito até as coisas começarem a prosperar e depois que começaram trabalhou muito também.

“Em última instância, sou um sobrevivente, um homem que começou do nada, realizou seu sonho e não quer desistir dele de jeito nenhum.”

Durante minha infância, enquanto eu lia os gibis e colecionava os Almanaques de Férias eu não tinha noção do que esse homem já tinha passado e como tinha influenciado a literatura infantil, a trajetória dos principais jornais brasileiros e lutado para valorizar o trabalho dos desenhistas. Não tinha noção do alcance de seus personagens no exterior e seu estúdio ainda gerava trabalhos de qualidade. Ainda não li nada da Turma da Mônica Jovem mas estou viciadíssima na Turma da Mônica Toy.

Pontos positivos: é uma biografia sem a monotonia típica do gênero. É bem divertida e dinâmica.
Pontos negativos: se você não for/foi fã essa leitura pode não ser tão prazerosa.

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